Amor que Morreu
O mundo já morreu há muito tempo e, mesmo assim, eu continuo cada vez mais vivo, feliz e abençoado no meio dos mortos.
Os pecadores conseguem abrir os seus braços para mostrar como Jesus morreu por eles; mas, não conseguem abrir os seus corações para Jesus transformá-los.
Depois que a chuva desceu o fruto nasceu, o homem morreu, pensando na vida do Judeu, que aos Céus ascendeu, esperando o que ele creu, o que a sua alma escolheu para entrar em uma das eternidades que Deus nos deu.
O gigante tropeçou em uma pedrinha, caiu, bateu a cabeça e morreu, fatalidade, negligência ou arrogância?
Então dezembro chegou
E lembra o nascimento de Jesus
Aquele que sofreu e morreu na cruz
Trazendo a mensagem do amor
De tanto ficar pensando na vida, esqueceu de viver,
esqueceu de viver e morreu...
e ao morrer logo foi esquecido.
Ao ser lembrado...renasceu,
renasceu e virou nome de rua,
seu nome na placa, alguém pergunta..
Quem foi esse ,do nome na placa da rua ?
ao que alguém responde :
Não sei...nunca ouvi falar dêle.
Conclusão: nasceu,viveu, sobreviveu ,adoeceu , morreu e por todos foi esquecido, a placa enferrujada ninguém leu,
a rua esburacada ninguém cuida também..
triste sina de quem nunca viveu, e apenas sobreviveu,
e esquecido foi homenageado e tristemente virou nome de rua.
Que rua ? que bairro ? que cidade ?
Que país é esse ?
Brasil ; peço menos o país eu sei .
De Gilberto Braga.
Aquilo que não tem remédio
Morreu de esperar
Na procura pela cura que não veio
Portanto
Está tudo certo e no lugar
Não faz mal ser preterido
E de vez em quando ser o último
Muitas vezes na vida
Eu fiquei lá no canto, esquecido
Sem pranto e nem lástima
Não sou dono de nada
e nem ninguém
O ar que respiramos é empréstimo
Uma concessão que Deus nos faz
Estou olhando
O mundo e a vida
do lado de fora
Qualquer hora é hora da partida
Não faz mal
Nem ter sido chamado pra festa
Dentro em pouco
Termina essa história louca
E todos se vão
Sim, é assim
Nós todos indo embora
E ninguém vai levar nada
A Inês é morta
Pouco importa o que fiz ou não fiz
O último a sair, por favor
Apague a luz
e feche a porta.
Edson Ricardo Paiva
O PÁSSARO QUE MORREU ONTEM
(Poema em homenagem ao herói venezuelano Oscar Perez)
.
Não há como ser livre
Espíritos livres, pensam liberdade
Mas meu pensamento está na alma
Minh'alma, em minha mente
E minha mente está em mim
Assim, não há como ser livre de verdade
Pois hoje eu penso não ser eu
Eu era um pássaro, que morreu ontem
No meu voar, sem precisar de amparo
Eu tinha um Deus como amigo
Que me provia a água, que chovia
No meu beber, sem precisar de cântaros
E meu cantar de pássaro subia aos Céus
Meus Céus e meu Deus
Eram bem maiores que os seus
Assim era o meu viver
Sem abrigo, anteparo e nem casa
Feliz, feito alma livre
Que não pensa, porque não precisa
E sem pensar me feriram
Quebraram-me as asas
Qual se fosse nada
Qual se fosse brisa
Mataram-me, sem precisar sentir vontade
Uma das poucas liberdades que se tem
E aquele, agora sou eu
Sou eu, sem o poder de ser eu mesmo
Mesmo assim, de alguma forma
Eu sou obrigado e vou seguindo às normas
Regras de gente, totalmente imprecisas
E já faz algum tempo que estou aqui
Pacata vida, de pássaro que não voa
Pensamento preso à alma, pois pensar precisa
Vivendo à toa, esse tempo infinito
Sentindo a saudade, que também me mata
Porém, quase nunca, uma morte certa.
Edson Ricardo Paiva.
"Descobri que eu nunca mais serei a mesma pessoa, aquele ser, morreu, não existe mais dentro de mim"
Por que desestabilizar o seu irmão?
Se Jesus morreu por ele;
Por que não orar para o bem dele?
Mesmo diante da decisão que tomou?
Não adianta torcer para apagar a luz de alguém; e se você não se sente bem vendo seu irmão firme servindo ao Senhor, então há outro espírito operando dentro de você.
