Amor Espiritual
A soma dos mandamentos humanos, comentários, interpretações, hipocrisia e elitismo espiritual dos fariseus consistia no fermento do qual Jesus ordenou nos acautelarmos. O peso do fermento dos teólogos esmagou todo o espírito e propósito da lei. As Escrituras por si só se tornaram inúteis, porque elas só queriam dizer aquilo que os teólogos afirmavam que elas significavam.
Calvino era tão fanático por Agostinho que nunca reconheceu as heresias de seu guru espiritual; Agostinho nunca ensinou a salvação somente pela Graça; mas ensinava uma salvação hibrida de boas obras através dos sacramentos, começando com a regeneração pelo batismo infantil, salvação via igreja romana e pelo uso da força até a morte. Mas essas heresias não passaram despercebidas pelo Lutero maduro que escreveu: “no começo, eu devorava [os escritos de] Agostinho, mas quando [...] entendi o que era realmente a justificação pela fé, descartei-o”.
Marcelo Rissma - Timothy George, Teologia dos Reformadores (São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 1993), p. 70.
Que não se dispõe a colocar a lenha no altar, não pode reclamar da frieza espiritual em seu ministério (Lv 6.12-13).
Toda e qualquer suposta experiência espiritual que não resulta em mudança de caráter (Ef 4.17-32) e que não gere o fruto do Espírito (Gálatas 5.22-23), são pó e cinza diante de Deus.
Não adianta ter o desejo de uma experiência espiritual sem o estudo fiel das Escrituras; pois é na Palavra que colheremos a lenha para o fogo que Deus proverá no tempo certo em nossas vidas.
“ Não há maior gesto de sapiência e nobreza, que a condução da natureza ao amadurecimento espiritual, e físico ao homem. A fim de uma velhice mais Longínqua e Salutar. ”
Por: Nicola Vital
A Evolução Anímica do Princípio Espiritual no Reino Mineral.
No Evangelho, encontramos a orientação segura de Jesus ao afirmar que Deus trabalha incessantemente. Uma das manifestações permanentes da Divindade é a criação contínua de princípios espirituais. Convém esclarecer que somente no estágio hominal, quando o ser adquire a razão, é que recebe propriamente o nome de Espírito, entendido como “os seres inteligentes da criação” (O Livro dos Espíritos, questão nº 76). Até esse ponto, fala-se em princípio espiritual, ainda em desenvolvimento nos reinos da Natureza. Essa compreensão harmoniza-se com as descobertas científicas modernas que apontam o Universo em constante expansão.
A física contemporânea, em especial a mecânica quântica, tem revelado que a realidade última da matéria é energia. Assim, na essência, o Espírito pode ser compreendido como energia espiritual em processo de evolução, criada por Deus para uma trajetória ascensional rumo à plenitude.
Segundo a Codificação Espírita, o princípio espiritual é criado simples e ignorante, sem complexidade, e percorre longos períodos de aprendizado nos reinos inferiores da criação — mineral, vegetal e animal — até alcançar a individualização, o despertar da inteligência e, posteriormente, do senso moral (O Livro dos Espíritos, questão nº 607-A).
Em nosso estágio atual de evolução, permanece um enigma a forma exata pela qual Deus cria o princípio espiritual e como este se manifesta, inicialmente, no reino mineral. Os Espíritos Superiores demonstram cautela ao abordar o tema, reconhecendo a limitação da linguagem humana para expressar processos que transcendem nosso campo de percepção. É, contudo, plausível supor que, com o avanço da ciência, novas luzes possam auxiliar na compreensão desse processo inicial.
A benfeitora espiritual Joanna de Ângelis, em Iluminação Interior, esclarece:
> “Manifestando-se em sono profundo nos minerais através dos milhões de milênios, germina, mediante processo de modificação estrutural, transferindo-se para o reino vegetal...” (cap. “A Divina Presença”).
No mesmo sentido, Emmanuel, em O Consolador, sintetiza a marcha evolutiva:
> “O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem é razão. O anjo é divindade.” (questão nº 79).
Essas orientações revelam uma continuidade perfeita com os princípios expostos por Allan Kardec. Não há contradição, mas harmonia com a Codificação. Quando Kardec registra em A Gênese (cap. XI, item 10) que “Deus jamais uniria um Espírito a uma pedra”, refere-se ao fato de que o Espírito, já em estágio de razão ou em estágios mais avançados de individualização, não pode regredir ao reino mineral. Tal retorno seria incompatível com a lei do progresso.
Gabriel Delanne, em Evolução Anímica, oferece uma analogia esclarecedora: no reino mineral, o princípio espiritual conquista a “solidez”, símbolo da estrutura inicial que possibilitará o desenvolvimento ulterior (cap. II). De modo semelhante, o Espírito Camilo, na obra Nos Passos da Vida Terrestre (cap. I), pela mediunidade de José Raul Teixeira, confirma que o “átomo primitivo” referido em O Livro dos Espíritos (questão nº 540) corresponde ao átomo da matéria cósmica primitiva, ainda não plenamente conhecido pela ciência humana.
No capítulo XI da segunda parte de O Livro dos Espíritos, os Espíritos Superiores explicam:
> “É nesses seres, que se está longe de conhecer plenamente, que o princípio inteligente se elabora, individualiza-se pouco a pouco, e ensaia para a vida...” (questão nº 607-A).
Dessa forma, fica evidente que a elaboração do princípio espiritual inicia-se já nos reinos inferiores, o que naturalmente inclui o mineral.
A sequência evolutiva descrita pela Doutrina é coerente: após estagiar no reino mineral, onde o princípio espiritual se submete às leis de atração e repulsão, adquirindo estrutura e solidez, ele progride para o reino vegetal. Nesse estágio, começa a experimentar funções mais complexas, como a sensibilidade rudimentar, a respiração e a vitalidade orgânica. Posteriormente, no reino animal, desenvolve instintos e as primeiras manifestações de inteligência, preparando-se para alcançar a razão no reino hominal.
Essa progressão encontra ressonância na síntese poética de Léon Denis em O Problema do Ser, do Destino e da Dor:
> “Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente.”
Em complemento, poderíamos dizer que, no reino mineral, o princípio espiritual repousa em estado latente, estruturando-se energeticamente para as etapas subsequentes.
Ao refletirmos sobre a afirmação de Joanna de Ângelis em Iluminação Interior — “Deus prossegue criando sem cessar. O Seu psiquismo dá nascimento a verdadeiros fascículos de luz, que contêm em germe toda a grandeza da fatalidade do seu processo de evolução” — compreendemos que cada ser é expressão do Amor divino em marcha para a perfeição relativa.
Assim, confirmam-se as palavras do apóstolo João: “Deus é Amor” (1 João 4:8). Somos frutos desse Amor infinito e estamos destinados à angelitude, cabendo-nos, na atualidade, acelerar nossa evolução pelo esforço consciente na busca da verdade e da prática do bem.
Referências:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de José Herculano Pires. São Paulo: Edicel.
KARDEC, Allan. A Gênese. Tradução de José Herculano Pires. São Paulo: Edicel.
XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito Emmanuel). O Consolador. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB.
FRANCO, Divaldo Pereira (pelo Espírito Joanna de Ângelis). Iluminação Interior. Salvador: LEAL.
TEIXEIRA, José Raul (pelo Espírito Camilo). Nos Passos da Vida Terrestre. Niterói: Fráter.
DELANNE, Gabriel. Evolução Anímica. São Paulo: FEB.
DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Rio de Janeiro: FEB.
XAVIER, Francisco Cândido (pelo Espírito Humberto de Campos). Boa Nova. Rio de Janeiro: FEB.
A INFÂNCIA COMO ESTADO TRANSITÓRIO DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Na análise doutrinária da infância, conforme exposta em O Livro dos Espíritos, a questão 379º estabelece um princípio fundamental da antropologia espiritual: o Espírito que anima o corpo de uma criança pode ser tão desenvolvido quanto o de um adulto. A diferença não reside na essência do ser, mas na limitação imposta pelo instrumento corpóreo. A organização física infantil, ainda em formação, não oferece meios suficientes para que o Espírito manifeste plenamente suas faculdades. Assim, o grau de expressão do pensamento e da consciência encontra-se condicionado ao estado do corpo, e não à grandeza intrínseca do Espírito que o habita.
A questão 380º aprofunda esse entendimento ao esclarecer que, embora o Espírito possua em si a potencialidade intelectual adquirida ao longo de suas existências anteriores, os órgãos da inteligência, ainda imaturos, não lhe permitem exteriorizar tal patrimônio interior. A infância, portanto, não representa um empobrecimento espiritual, mas uma suspensão funcional da razão plena. O Espírito pensa segundo os limites do organismo que o abriga, permanecendo em estado de latência até que o desenvolvimento fisiológico lhe permita maior expansão intelectual e moral.
Essa condição explica a natureza dos sonhos infantis, geralmente simples e desprovidos de complexidade simbólica. Eles refletem o grau de atividade mental possível naquele estágio da vida orgânica. Não se trata de inferioridade espiritual, mas de adequação entre o princípio inteligente e o veículo material que o contém. A mente, ainda em formação, expressa-se por imagens singelas, coerentes com o nível de amadurecimento cerebral.
A questão 381º esclarece, por fim, que, ocorrendo a morte na infância, o Espírito readquire o seu vigor anterior. A libertação do envoltório carnal devolve-lhe gradualmente a plenitude de suas faculdades. Contudo, essa restituição não se dá de modo instantâneo. Persistem, por algum tempo, os vínculos fluídicos que o ligavam ao corpo, e somente com a completa dissolução desses laços é que o Espírito reencontra sua lucidez integral.
Dessa forma, a infância revela-se, à luz do Espiritismo, como uma fase transitória e pedagógica da existência espiritual. Não é um estado de ignorância essencial, mas um período de recolhimento e preparação. A alma, antiga e experiente, curva-se às leis da matéria para, mais uma vez, aprender, reajustar-se e prosseguir na ascensão moral que lhe está destinada.
Conflito é corrigido e solucionado no plano espiritual e não manifestando-se no domínio tempo e espaço.
Buscamos a harmonia entre a ortodoxia firme e a vivacidade espiritual, unindo o conhecimento profundo das Escrituras com uma piedade sincera e cheia de vida.
Eu acredito que existe os Deuses do teatro, uma força espiritual que esteja conectada as artes. E até aqueles atores, que embora não estejam mais aqui na terra, continuam permanentes nos teatros. Mas, na realidade lá é o palco, o altar sagrado, dessas almas que nunca deixarão de amar a arte.
Evolução espiritual resume-se em: Higienes mentais, físicas e residenciais.
Qualquer ação espiritual estará dentro destes tópicos.
Nota-se o emaranhado inventado que distrai sem atrair, sem poder somar por se dividir.
COMO SER UMA PESSOA ESPIRITUAL?
"Você não precisa mostrar espiritualidade pra ninguém. Mostrar espiritualidade é tentar mostrar o quão crente ou o quão espiritual você é. Apenas ande com Deus(como Enoque) e seja você. Quem não for gostar de você, não gostará e pronto, mas se você tentar interpretar um papel diferente daquilo que você é, corre o risco de se tornar escravo ou refém desse personagem que foi criado. Jesus te fez pra ser livre. Brinque, ria, ame, perdoe, seja despojado...ou quem sabe, você seja mais sério, caladão, observador, introspectivo... Deus ama você assim, anda com você assim e SE MANIFESTA ÀS PESSOAS ATRAVÉS DE VOCÊ, assim. A Bíblia nos orienta a ANDARMOS NO ESPÍRITO, não a tentarmos conquistar a aprovação das pessoas. Deus já aprovou e aceitou você Em Cristo(Efésios 1:6).
SE VOCÊ TEM ANDADO COM DEUS, CRENDO NO FILHO DELE E EM SUAS PALAVRAS, VOCÊ JÁ É ESPIRITUAL, POIS TEM PENDIDO (SE INCLINADO) PARA AS COISAS ESPIRITUAIS).
Fique nessa Palavra...Você já é aceitado por Deus, não necessita ser aceito por homens.
VOCÊ FOI UNGIDO PRA SER VOCÊ!"
—By Coelhinha
"Quando a IGREIJA deixar de ser ALMÁTICA e ser ESPIRITUAL, até as trevas será ILUMINADA com a GLÓRIA daquEle que TUDO CRIOU."
—By Coelhinha
VAMOS PARAR DE MENINICE? É tempo de MATURIDADE ESPIRITUAL. Aonde na palavra Jesus dizia: "Quero ver um amém ai." Méritos para homens? Romanos 11:36
—By Coelhinha
