Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
Diferença entre Soldado e Guerreiro:
O guerreiro sabe a qual batalha se obstinar e a que deve desistir.
O soldado segue ordens.
O contraste entre nossa paz interior e a dureza do mundo exterior é difícil e cansativo ás vezes, se faz necessário mais tempo para estarmos com nós mesmos, longe dos ruídos energéticos e da consciência de massa.
NÃO TEMAS: Sempre que nos sentimos soterrados, sem saída e num buraco escuro: estamos entre a vida e a vida abundante! PERGUNTE A UMA SEMENTE.
Há uma linha tênue entre elegância e vulgaridade, beleza e feiura. Acho que um trabalho radical pode ser belo e horrível, embora ninguém deseje fazer coisas feias. O verdadeiro desafio da arte são as ideias.
Minha vida é um constante vai e vem entre Hedonismo e Niilismo. Uma hora boêmio entusiasmado, outra hora poeta deprimido.
A xícara de café
Vagando entre o sonho e a realidade,
mergulho os pensamentos
na xícara de café,
quebro uma casquinha de pão nos dentes
no lirismo das 4 da tarde.
A cafeteria num ponto mágico
me traz a luz da rua
e a energia vital
desprendida das coisas paradas,
é como se eu pudesse ver
as verdades alheias.
Movimento da rua
feito de passos largos
e um homem inerte
que capturo com o olhar
em silêncio num banco,
momento que pressinto
paz e calmaria.
Mergulho os olhos na
xícara de café
imóvel
a colher move
meus olhos parados...
A xícara e o café
de um se faz o outro
eternos...
Encanto que me tira
a pressa
e me faz desperta e atenta,
apaziguada e viva.
Ao redor da xícara de café,
há uma folha mágica,
de onde os versos emergem
e oculta a realidade,
provocando minha alma
para contar minha história:
a fala do silêncio,
de quem caminha sozinha.
À procura
Procuro algo em mim
Entre duas pedras
Dentro de um vulcão voraz.
Procuro meu ser poeta,
Que só o meu destino
Pode encontrar!
Onde não sei…
Vejo tudo em neblinas.
Qualquer coisa entre nós,
Vem crescendo pouco a pouco
E já não nos deixa sós
Isso vai nos deixar loucos...
Se é amor, sei lá...
Só sei que sem você, parei de respirar
E é você chegar
Pra esse turu, turu, turu, turu, vir me atormentar...
Estou entre dois mundos, e entre estes dois eu sou o único que não pode se conviver com nenhum deles!
O povo não merece viver
Como refugiados da sua
Própria nação.
Paz, paz entre as famílias,
Entre os irmãos, entre os amigos,
Entre a comunidade,
Paz para o mundo, paz, tudo
Pede paz.
A vida que se vive é um desentendimento fluido, uma média alegre entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver.
VIAJAR NO MEU PEQUENO EU
Me encontro aqui, sentada a deambular entre meus ínfemes e míseros pensamentos... sem muito no que pensar
No meio de um nada e em minha constante e feliz melancolia.
Passam-se os anos eu mudo, reviro-me e me reencontro aqui num mar de contrastes...
Mil perguntas passam pela imensidão do meu cérebro, perguntas parvas de respostas concretas e desconjugáveis.
Mudam-se-me os nomes, permanecem-me os apelidos e meus contrastes, me perco em mim... morro em minhas atitudes e ressuscito em meus contrastes.
Outra vez, a mesma sensação... de novo a mesma dor da perda me consome.
o que falta em mim? o que a complicada simplicidade que me rodeia roubou de mim desta vez? Algures perdi algo que não consigo encontrar, mas onde se não sai daqui, encontro-me a séculos nesta mesma monotonia....
Ohhh!!! Agora entendo tudo... é essa monotonia que me consome, me rouba todo nada que consigo... não aguento mais isso!!!!
Mas espera aí!!!!! Que monotonia? Como sei eu que isso é monotonia se não conheço outro estado de vida se não essa latessencia em que me encontro?
ohh! Injusta de mim... condeno-me sempre a um mundinho de desesperos e futilidades úteis... apresso-me a julgar o modelo medíocre de vida numa linear constante.
Mas como posso eu querer ou ainda exigir de mim uma aderência a uma vida mais apreciável se é só esta a realidade que conheço... se minha fraca e fértil imaginação nunca viajou por outros campos se não a oscuridade da minha própria realidade?
Daí me ponho aqui sentada no meio a nada e uma vez mais viajo e percorro o interior do meu pequeno eu, numa corrida lenta e rotineira que não me cansa, e apesar de exausta me alegro com as tristezas que revivo.
EU AMO VOCÊ
Eu queria ser um pássaro
por entre árvores voar,
pousar diante de você e
dizer o que sinto...
Gostaria que você me visse
nu de preconceitos
despido de medos
totalmente seu...
Você não compreende
não quer enxergar,
reluta em despertar
para a realidade que é sua!
Estou sendo prosaico
quase me envergonho
contudo me exponho
e lhe proponho...
Vamos nos ver, quem sabe?
Juntos estaremos hoje?
Por algum tempo talvez?
Certamente... eu estou com saudades...
Da alergia para a alegria é uma questão de mudar o r para o outro lado do g. Também entre a antipatia e a simpatia há pouca distância. O obstáculo está na comunicação. -
A dança do ventre é arte, é terapia...
é um encontro entre o corpo e a alma,
entre a dança e a magia.
E já diziam os sábios: quem dança encontra a sua essência e vive a eterna alegria!
O que me salva todos os dias
entre o nascer e o pôr do sol.
É esta fé na vida,
bordada de esperança,
na retina da alma.
Vera Queiroz
