Amor entre Pessoas que Nunca se Viram

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⁠A inteligencia compartilhada à serviço do aperfeiçoamento da convivência , não existe entre pessoas que além de desconhecias, expõem a ignorância da ausência da condição de ser o que é, em prol de algo que não sacia a vontade interior.

Entre Delírios e Suavidades


Estrada de Chão Batido
Pedra quente de Assuntá


Como eu posso estar atrasado na vida
Se a vida é só minha


Não há atraso onde não há relógio, nem mapa pra chegar antes do vento
A vida é um rio que inventa seu curso, e eu, barco sem pressa, desenho meu tempo


Alguns correm na pista, outros voam sem asas
Planto sementes no chão da demora
O sol da pressa não queima minha pele, minha colheita é feita de agora


Não me digam que perdi passos, quando cada ausência foi um encontro
A estrada não é linha reta, é o desvio que trouxe meu canto


Se comparo meu ritmo ao dos outros, perco o compasso do meu próprio passo
Não há dívida no voo das andorinhas, nem calendário pro brotar dos mangues


Sou tarde e sou madrugada, o fruto que cai quando pesa
Minha vida não cabe nos ponteiros, ela dança onde o tempo não pressa


Não me medem por horas, mas por raízes e horizontes
Pois quem chega "tarde" demais
É
Quem traz as flores mais belas


Do seu andarilho lento
Que
Escreve versos no caminho

Entre delírios e suavidades, a vida tece sua poesia: nas asas do caos, encontramos a leveza e vileza de ser, e na quietude da alma, descobrimos o ouro escondido no voo dos instantes.

⁠SINAIS
Seus sinais oscilam entre o interesse e a presença de outra pessoa, qual das duas opções eu devo acreditar?
1- Você já tem outra pessoa?
2 - Você ainda tem interesse em mim?

Entre a verdade proclamada e a liberdade prometida, instala-se um hiato profundo preenchido, muitas vezes, por narrativas que mais iludem do que esclarecem.

Ser feliz não tem preço; é um prazer que sentimos no cotidiano, entre cada batida do coração...

Entre o que seca
e o que germina,
há um intervalo
onde eu respiro.


Alguns dias sou raiz cansada,
outros, vento recente
Há presenças que me pedem
com os olhos de antes,
e outras que me buscam
como se eu fosse abrigo


O tempo se dobra,
e eu, estou no vinco
tentando não rasgar
para dar conta de tudo

Entre desejo e vício, a diferença muitas vezes está apenas na intensidade: um limita os passos; o outro aprisiona a alma.

A grande inquietação do homem nasce da fricção interior entre o ser absoluto e o nada eterno.

Entre o consolo do mito e o peso da verdade, a sabedoria escolhe ver.

O “eu sou” nasce entre a consciência do todo e a dúvida sobre o essencial. Eu sou mesmo?

Entre aquilo que vejo, ouço, tateio, provo e respiro e o real, há uma distância que não sei medir; mas o desconhecido logo me revela a pequenez do que sei.

Existe uma distinção entre zelar pela saúde e pela aparência e se tornar um item produzido em centros cirúrgicos. Muitas pessoas estão utilizando tantos recursos artificiais que parecem ter saído de uma linha de produção. Valorize a sua beleza; ela será verdadeira se for autêntica, caso contrário, poderá se transformar em mais um item de produção em massa.

Te conheci poesia,
Hoje, lhe vejo em versos
Desgarrados, desalinhados,
Grandes garranchos
Entre as finas linhas do
Caderno da vida.

Entre Planos e Passos — A Humildade que Guia o Caminho


No risco de pensar que tudo controlo,
eu desenho mapas — linhas firmes, destinos certos —
e esqueço que a vida respira além do papel.


Traço caminhos com mãos inquietas,
nomeio chegadas, calculo passos,
como se o amanhã fosse extensão da minha vontade.


Mas há desvios que não pedem licença,
portas que se fecham sem ruído,
e encontros que nascem onde nunca planejei pisar.


Então aprendo — não sem resistência —
que planejar é humano,
mas sustentar o caminho… não me pertence por inteiro.


Há uma direção que não grita,
não impõe — conduz.
Silenciosa, firme, paciente.


E nela descubro:
não sou dono dos dias,
mas também não sou estrangeiro neles.


Caminho.


Com intenção — mas sem rigidez.
Com coragem — mas sem arrogância.
Com fé — não apenas no alto,
mas na travessia que se revela a cada passo.


Se o plano muda, não me quebro.
Se o rumo curva, não me perco.


Porque, no fundo, viver é isso:
desenhar com cuidado —
e aceitar, com humildade,
que há mãos invisíveis
aperfeiçoando o traço.


— Paulo Tondella

Fiquemos assim então:


Entre nós dois,
cabe somente as flores de um jardim.
A rua que divide as calçadas,
o lago que divide as margens.
O inverno, os galhos vazios e as folhas no chão.
Que secas, sem vida, anunciam em nós uma nova estação.
O recomeço diário de de cada manhã.
O renascer e o morrer ao fim de cada estação.

A Noite Além

A noite deseja ser a senhora da madrugada, sem saber que ela é o vácuo entre os dias.
Aflita, acolhe sua alma.
Adormece, numa estepe crua e semovente.
Voando, persegue seu trauma.
Inquieta, busca cobrir com seu manto, as lamúrias da fenda passageira.
Não celebra a paz, não celebra a guerra, não celebra.
Céu ébrio, vulto perdido.
Sombras acalentadas numa imensidão soturna.
Sabores em desmérito, cores do além. (Júlio Raizer)

Existe uma diferença silenciosa entre querer alguém e não aceitar perdê-lo.
E você vive exatamente nesse lugar.

​"O pastel e o caldo de cana são o batismo de quem não teme a rua; é a fusão entre o calor do esforço e a doçura da resistência, provando que a energia que move um gigante não vem do luxo, mas da pureza do que é autêntico."

A realidade talvez seja uma herança genética entre universos.