Amor entre Almas
"Realidade entre escolha e obrigação.
Nem tudo que quero, posso fazer.
Nem tudo que devo fazer, quero."
Hoje, fui até a janela...
E lá estava ela,
tão perto, mas tão distante,
entre o vidro e a luz que entra pela fresta.
A vi. Jovem, bonita,
como quem não quer ser vista,
mas é vista.
Sorriu. Acenou.
Acenou para mim, ou talvez para alguém
que eu não sou,
alguém que ela inventou,
ou apenas imaginou
do outro lado da rua,
junto a tantos outros que não significam nada.
Quantas janelas existem, e quantas são abertas?
E por um momento, me vi em outra vida:
um homem com coragem,
um homem que caminha até ela,
que diz o que nunca sei dizer.
Talvez um "como vai?",
ou apenas um olhar —
silencioso, sem palavras, sem promessas.
Mas não sei.
Nunca soube.
Eu sou só o homem do outro lado da rua,
um qualquer, um ninguém.
Quantos outros existem,
em cada janela, em cada lado, em cada rua?
E ela, tão real quanto o impossível,
como o céu, como as estrelas,
como esta metafísica que nos envolve,
que permeia o que somos e o que vemos,
mas que jamais entenderemos.
Como o mistério das coisas,
que olhamos e pensamos entender,
mas que nunca saberemos.
E eu, o estranho do outro lado da rua,
sem coragem de atravessar,
sem palavras, sem ousadia de ser:
um ninguém.
E ela, com aquele sorriso,
me vê por um segundo.
Mas será que me vê de verdade?
Ou será que me inventa,
como todos inventam a si mesmos,
como eu invento o que sou?
Então ela se vira.
Ela se vira e vai embora.
E com ela, meus pensamentos,
meus sonhos, minha vida.
E eu, aqui,
do lado de cá da rua,
vendo a vida passar —
a vida vivida e sonhada —
sabendo que nunca farei parte de nada disso.
Nunca farei parte de nada disso,
nem daquilo outro.
Nunca farei parte.
Teus olhos buscam resposta em meu olhar,
Mas sinto uma sombra entre nós a pairar.
É como se um muro invisível nos separasse,
E a dúvida no ar, como um peso, permanecesse.
Meu coração é sincero, transborda amor puro,
Mas percebo em ti um receio obscuro.
Teu silêncio grita coisas que não consigo entender,
E isso me machuca, me faz sofrer.
Quero construir um caminho onde possamos andar,
Onde a confiança floresça e possa nos guiar.
Não quero ser um mistério ou fonte de dor,
Desejo ser o porto seguro do teu amor.
Vamos juntos desbravar essa insegurança,
Deixar para trás o medo e abraçar a esperança.
Porque ao seu lado, quero apenas ser o melhor,
E mostrar que em meu peito só há espaço para amor.
Deus, em sua infinita bondade, concede ao ser humano a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Não impõe caminhos, mas orienta, alertando sobre as consequências de cada escolha.
O livre-arbítrio é um dom sagrado, e com ele vem a responsabilidade: toda escolha carrega em si os encargos que lhe são inerentes. A liberdade é um privilégio, mas também um peso que exige consciência.
– Qual a diferença entre casual elegante e profissional?
– Ambos significam deixar seus shorts e chinelos em casa.
A cada encontro com a natureza, há uma comunhão com Deus de forma inexplicável.
O verde entre o céu e a terra em sintonia com as nuvens.
O vento, e o colorido das flores nos conduz ao amor e ao abraço do Pai.
Louvado seja Deus.
A vida só é vida porque é entre. Entre um olhar e outro. Entre uma mão que oferece e outra que recebe. Entre uma história contada e outra que escuta e se reconhece. Felipe Felisbino
O ensino híbrido vem conjugar a mescla entre a atividade presencial e a atividade a distância, mediadas por tecnologia, exigindo ousadia, criatividade, metodologias ativas, embrionárias de gestão para conciliar e impulsionar as novidades na educação.
Há frases que não se limitam ao papel — carregam sonhos por entre vírgulas, dores escondidas entre palavras, e alegrias que nem mesmo a poesia se atreve a traduzir.
O muro é uma construção evitativa entre duas pessoas que burlam o diálogo e que negligenciam o respeito.
Entre padronização e redemocratização, a indústria cultural avança.
Uns veem controle, outros, inclusão.
E o domingo de sol e frio vai se dissolvendo no manto escuro da noite. E entre cobertores quentes e travesseiros macios, muitas pessoas não relaxam, porque a segunda-feira já está espetando suas mentes e corações...
A diferença entre "ser" e "existir" é que o "ser" refere-se à identidade, à essência do que algo é, enquanto "existir" refere-se ao estado de estar em um determinado lugar e tempo, de ter realidade concreta. Em resumo, o "ser" é a natureza de algo, e a "existência" é o fato de algo estar presente no mundo.
Sob o Véu da Meia-Noite
Sob o véu da meia-noite, onde os sussurros ganham voz,
Eu caminhei entre as sombras, onde o tempo já se pôs.
A saudade era um espectro, com os olhos de rubi,
E cantava o nome dela — que se foi, e não ouvi.
Oh Lenora, doce chama,
Que o destino levou ao mar…
Tua alma vaga em bruma e chama,
E eu só posso te chamar.
Volta, anjo de silêncio e dor,
Meu delírio, meu amor!
No relógio da parede, cada badalada é um lamento,
Como ecos de um passado preso ao frio do esquecimento.
O corvo em minha janela nunca diz o que eu quero crer:
Que a morte é só um sonho, e que eu ainda vou te ver.
Oh Lenora, doce chama,
Que o destino levou ao mar…
Tua alma vaga em bruma e chama,
E eu só posso te chamar.
Volta, anjo de silêncio e dor,
Meu delírio, meu amor!
Os anjos choram tua ausência,
As estrelas cessam de brilhar.
E no abismo da consciência,
Só tua voz vem sussurrar…
Oh Lenora, doce chama,
Entre os mortos e o luar…
Guia-me pela tua chama,
Pois não posso mais ficar.
Leva-me, ó sombra encantadora,
Para sempre… Lenora.
Um relacionamento é um pacto entre duas pessoas, e não uma associação familiar. Se seus parentes estão destruindo o que vocês construíram, é hora de reavaliar prioridades. Amor verdadeiro exige coragem, e às vezes, a coragem está em dizer "chega" a quem só traz caos.
A Visão de Sofia
Era ela.
Sofia…
Surgiu como uma aparição entre os sinos e os cascos.
A carruagem era dourada, mas ela… ela flutuava.
Seus olhos não pousaram sobre mim —
estavam além do mundo.
Ela voava, sim. Eu juro.
Saltou da carruagem como quem desfaz a matéria.
Não tocava o chão.
Era um anjo?
Era uma ave?
Era a Espanha inteira me chamando ao trono?
…Ou apenas o amor que nunca tive, me despindo de toda razão?
Eu gritei seu nome. Mas minha voz era vento.
Os cavalos corriam.
Os criados riam.
E ela — Sofia! — atravessava o ar como uma promessa que nunca se cumpre.
Ela me viu?
Ela sabia?
Ou fui apenas mais um vulto aos seus pés de nuvem?
…Meus pés, sim, ainda estavam na lama.
Mas a alma… a alma já era pássaro.
Pastorear é uma entrega constante, espiritual, emocional, física e familiar. É estar entre o altar e o vale. Entre Deus e o povo. Entre o céu e o pó
Essa é, talvez, a mais nobre função da sabedoria: ser uma ponte entre o passado e o futuro. Aprender não para si, mas para os outros. Criar, não por vaidade, mas por legado.
