Amor entre Almas
A Igualdade total entre os homens é uma história de ficção com bases inexistentes....enquanto os seres humanos forem pessoas e as pessoas seres humanos, existirá sempre um ambiente onde o equilíbrio implica a coexistência dos pequenos e dos grandes em harmonia...
Eu nunca sei quando as estórias acabam. Por isso sempre fico preso entre uma e outra, ou entre nenhuma e nenhuma outra; entre um recomeço sem fim e um fim sem término.
Talvez por ser mais espectador ou coadjuvante, do que protagonista da minha vida, tenha essa enfermidade de não dar conta de quando baixa o pano.
As luzes apagam, o público sai, os colegas limpam a maquiagem e eu continuo lá: com a fala na cabeça, o texto decorado, aguardando a deixa.
A deixa que nunca vem.
Sempre tive medo das coisas e das pessoas. Um pavor e uma falta de fé. Talvez por isso eu tenha criado minha própria companhia teatral, onde sou diretor; contra-regra; atores e público.
Enceno só para mim uma tragicomédia.
A realidade me faz tão mal e me deixa tão fraco que fico, no fundo do palco, muitas vezes, a sussurrar o texto a mim mesmo.
Às vezes não ouço.
Quase sempre não ouço, porque sussurro baixo e minha voz é trêmula...
O público não entende a peça, logo, não aplaude. Eu, furioso, demito a todos: ao autor; ao diretor; aos atores...
Expulso o público do teatro e ateio fogo a tudo.
E ali dentro fico eu, junto às cortinas e aos holofotes, incandescentes; queimando, queimando, queimando...
Mover-se entre asas.
Mover-se no ar por meio de asas ou máquinas.
Nesses balões,aviões,planadores.
Passar.
Gastar.
Gastar tempo.
Deslocar rapidamente.
Consumir-se assim.
Entre essas questões.
É que essa diferença vem mudando muito pouco do que espero.Essa dificuldade de tentar modificar o que ainda me resta desta nossa vida.
Em pensar que ainda não encontrei respostas concretas pro que procuro.
Mas,já me é um longo passo...
Entre a fé e a religião existe uma ponte, que, estando de um lado, não nos é permitido ver o outro e precisamos definir de que lado queremos estar.
Nos olhos negros da noite.
A lua iluminava.
O caminho das estrelas.
Que se espreitavam entre si.
Feito pessoas em ruas movimentadas.
E a noite seguia assim.
Rumo à madrugada.
Em busca do amanhecer.
Segundo os dicionários, despedida significa (entre outros) dizer adeus. Dizer adeus e não um até logo, segundo o meu sentir, representa uma decisão consciente de partir sem passagem de retorno. Ir, sobretudo, em frente. Encarando a ausência de quem resolveu permanecer lá – seja onde for - e não aqui.
Mas esta ideia crua de partida nunca fez muito sentido para mim. Ainda hoje eu procuro entender o contexto da finitude. Do então é isso, acabou. Fim da linha. Au revoir!
Sempre que me coube o poder da decisão, optei por experimentar a doce incerteza de um “até mais!” - que muitas vezes chegava a demorar mais do que o esperado -, a ter que ouvir um seco e indigesto “até nunca mais!”. Ou nem isso.
Confesso que durante muito tempo eu acreditei que a pior parte em ter que lidar com uma despedida, fosse o acordar pela manhã seguinte e perceber que a casa estava vazia. Que aqueles tão habituais sons de vozes e passos haviam, enfim, emudecido. Que tudo aquilo que poderia vir a ser, conjugou-se no tempo passado antes mesmo de ter sido um presente, num presente.
Mas eu finalmente percebi que no final das contas, saber que alguém partiu para não mais voltar não representava em si a dor maior. O epicentro de todo o meu sofrimento.
O que de fato orquestrava - e com mestria – os efeitos da despedida como ato irretocável, era a sensação de que alguém se foi, sem ter, de fato, ido; que é quando a razão olha para os lados e só vê um espaço amplo, porém, oco, e então a emoção vem e diz: - Nâo. Olhe direito! As lembranças estão aqui. Todas elas. Em todo canto. Em cada parede. Em cada piscar de olhos que remete a sorriso. Em cada silêncio que entoa aquela voz reconhecível no meio de uma multidão de outras vozes. Em cada marcação de tempo que faz recordar uma mão que sempre encontrava a outra no meio de uma daquelas noites tempestuosas que inspirava a ficar junto. Unindo forças e sentimentos. Sendo e permanecendo.
Talvez um dia eu amadureça o suficiente para compreender essas coisas acabáveis. Ou talvez continue acreditando que em algum momento acontecerá um reencontro e então o adeus, por fim, se redimirá.
SE EU TIVESSE ASAS
Ah se eu tivesse asas.
Voaria por entre as nuvens
dos meus pensamentos.
E do ninho aconchegante
dos meus sonhos delirantes
traria voce para minha realidade.
A diferença entre ser econômico e ser avarento? Simples. O avarento só é econômico com o que é dele, mas é pródigo com o que é dos outros.
O motivo para a empatia entre Brasil e Portugal, se deu a milhares de anos, desde a chegada das caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A formação econômica do território brasileiro teve como consequência a pressão política entre os dois países.
Convido-te a viajar por entre as nuvens,
A conhecer maravilhas em nos sonhos mais intensos,
Convido-te a cavalgar pelas estradas da felicidade,
Compartilhando cada momento, cada minuto, cada segundo,
Convido-te a flutuar por entre os mares,
Mostrando-te o universo, e as belezas do coração,
Convido-te a olhar as estrelas e a lua,
Admirando a beleza que há no céu, e a sublimidade da paixão,
Convido-te a passear nos mais belos campos das oliveiras,
Eternizando os momentos bons da vida na cumplicidade,
Convido-te a caminhar de mãos dadas pelos caminhos da vida,
Enfrentando as dificuldades, e transformando-as em vitórias,
Convido-te a viver na união dividindo alegrias na reciprocidade do amor,
Transformando sonhos em realidade e medos em coragem,
Convido-te a viver do meu lado, na simplicidade do lar,
Respeitando as diferenças de forma dialógica e sincera,
Convido-te a viver comigo.
gostosa,
a carne branca, redonda e vistosa
entre o pano cor de rosa
ela olha de lado na fotografia
porfia: descolar as páginas estraga um pouco a fantasia.
A cicatriz
O meu fardo segue ileso
No vespertino e na manhã
Estou entre a cruz e a esperança
Esperando o cair da espada
Ao mais correto e ao mais bonito
Ao infinito e tudo além disso
Além de tudo vou guardar minhas palavras
Entre o ar seco e o céu puro
Entre nós dois e a escuridão
Eu me mantenho sempre alerta
E as palavras vêm com pressa
Pra me tirar toda razão
Nas ruas vêm homens marchando
E na alegria transformando
O que não temos de melhor
Passos pálidos grosseiros
Vem sem calma, vencem o medo
Estendem braços já sem mãos
A nossa história é de longe
Luta e vitória prometida
Eu estou em suas mãos
Corpo, alma e brasão
Eu vou lutar por existir
Hoje nós acordamos cedo
Com corpo e alma indiferentes
Ainda estamos afastados, acreditamos na mudança
E por toda a nossa fé, estamos esperando
O que? O que eu ainda não sei
Da nossa glória e nosso pão
Hoje eu não vejo mais ninguém
O ego incha a dor corrói
Mentem no que faz enxergar
Somos escravos e reféns
Da nossa crença no ideal
E quanto ao destino; É um dia com o livro de nossa história envolvido entre os braços, entregar a Deus de modo a ele mesmo vir prefacia ló
Acho que agora não vejo caminha nem para luz e também para escuridão, estou preso entre os dois e isso me leva a um infinito sem esperança.
