Amor e Tesão
Disseste com teus olhos mais que mil palavras,
Sobrevoa-me com pensamentos férteis
e da tua boca encontro palavras de felicidade.
Antes e depois fazem nosso agora, te gosto!
Maravilhoso é sorrir com motivos bobos
e morrer de rir pelas desgraças...
Esperar antes de tudo é devastador, entretanto,
esperar pelo depois é mesmo uma prova de amor.
Somos que devemos ser, erramos pois devemos aprender!
Encontramos a melhor forma de viver, estando vivo e vivendo.
Existir sem se encontrar é viver sem entender,
Insistir sem entender é deixar de se encontrar,
evoluir o sentimento é elevar o sorriso e contentamento,
a lugares que jamais poderia ter ido,
se não fosse a loucura e o prazer de ter alguém pra amar.
De certo que a vida ainda vai construir muitas paredes
e colocar abismos para impedir o caminhar,
hoje não é problema, pois com força de vontade e inteligência
faremos escadas e pontes, atravessaremos os montes
pela certeza que é assim que vamos andar!
É de certezas e vontades, de sorrisos e olhares
que vamos deixando os batimentos muito mais singulares,
vivendo nosso filme de ação, comédia, romance, paixão. E o melhor de tudo, sem roteiro, o final é uma eterna continuação. Coisas que só nós, loucos, sabemos entender de verdade!
Nossas histórias e liberdades, de ser quem somos,
sem máscaras, com reciprocidade, sem fados, sem maldade,
Deixando fluir a eterna vontade do coração!
...E depois ainda pensava na existência,
mas podaram nossa liberdade
e castraram nossos sonhos.
Tola rebeldia (livre passagem a desordem)
que nos submete à longínqua cena de carências
adquirida em um túnel de mentiras.
Começamos a andar em círculos,
e então, nossos inúteis braços criaram asas,
e voamos, como pássaros,
em direção ao sol, até morrermos queimados.
(Rumo ao Sol)
Nesse mar eu decidi navegar com meu corpo despido de incertezas. Meu pacto foi feito sobre o fragor da meia-noite onde o escuro acobertava minha escassa liberdade. No peito das pedras sou escravo, governado pelo oceano que pertence a mim. As marulhadas gritavam meu nome assim como os peixes gorgulhavam tão alto no meu ouvido! Me deixe sentir a água entrar nos meus pulmões, esqueça que sou seu súdito mortal e me mate nessa tempestade! Por favor lave minhas cicatrizes... Me deixe morrer, sim! Não me negue a paz. Só me dê mais um pouco do seu doce mar!
Sonhei que estávamos em um risort só eu e você. A sensação é que era uma ilha deserta.
Estávamos deitados ouvindo o som do mar..
Você vestia um biquíni que realçava seu corpo te deixando extremamente incrível. Me olhava com um olhar profundo como quem olha com muita sede para um poço. E ali, naquela areia branca, quase que como um filme utópico, nós nos tocávamos.. A sensação do sonho era como se cada toque cada olhar carregasse uma magia de desejos por nós ainda nunca sentidos..
Era uma tarde de domingo e desejávamos não acordar mais...
Um sonho acordado...
Insônia
Essa insônia que me perturba,
quero aquietar meus pensamentos,
mas eles são frenéticos,
me agitam, a noite toda.
Quem me dera silenciados,
terminar com essa rebelião
que corre por meu corpo
querendo o que não posso ter.
Coração em taquicardia
respiração curta,
uma intensa fissura,
Meu Deus, que luta.
Quero quebrar o silêncio,
dessa madrugada quente.
Gritar seu nome e ter-te,
comigo para sempre!
Acontece
Quando você menos espera acontece!
O sorriso nos lábios
A pele ardendo
O coração batendo
As pernas tremendo
Quando menos percebe...
O olhar virou estrela
O som das palavras, melodia.
Um suspiro foi roubado
O pensamento ocupado
As mãos inquietas
Derrepente ...
Tudo queima tudo arde, tudo vive.
É um querer por inteiro, mergulhar, se embrenhar sem medo.
Olhos, bocas e dedos.
E não há mais segredos, apenas devaneios.
Renata Batista
12/03/20
O Brilho do olhar dela misturado com aquele belo sorriso me deixa alucinado. Sua boca é minha perdição, é um portal fatal para o coração.
são 04h, muito frio. há tempos não sabia o que era isso em Ribeirão Preto.
não há gemidos nos apartamentos vizinhos, todos dormem e o silêncio reina. lá fora chuva e um pedido de socorro, rompe com a paz reinante.
uma voz feminina suplica que a deixe; que ela não quer ir, quer ficar ali. em outros momentos, quer ir. mas só! sem a companhia, que nada fala — presumo só acompanhar ao largo, de um lado a outro da calçada.
nenhum carro na rua, nem sons a interromper o capítulo dessa novela. ela chora e ri num desafino descompasso, lembrando talvez mais dos drinks de que a música que a embalou no início da festa, que sabe-se lá como terminou, ou não!
penso em deixar a cama, abrir a Frisa e ir acompanhar o desfecho do romance "frozen in the rain". as cobertas que me acompanham não permitem e me abraçam mais forte de encontro à cama. tento com esse trio aquecer-me para o final da madrugada e colo mais um travesseiro ao ouvido — ajuda também a esquentar —, mas a voz feminina, lá fora teima em reinar. não é um Romeo, Romeo... nem tampouco tomate cru que ela procura na feira — por sinal distante daqui — . e, ela continua a berrar, algumas palavras que se parecem com isto.
milésimos de segundos se passa e seus sapatos começam a dividir com o som da chuva a quebra do silêncio que antes reinava, na pista. uma dança sem música, no asfalto molhado. ele, enfim berra e pede para que ela volte. é então que eu noto a companhia, é um homem.
abri a Frisa, quem sabe para ajudá-la, quem sabe para me devolver o sonho e, aquecer o corpo. vejo que ela não resistiu, preferiu o Romeo. ela aceitou-o e foram em busca dos tomates.
agora sim, o tempo vai esquentar e logo, logo, o sol é quem vem reinar!
Era uma vez uma Fada que vivia à beira de uma nascente, cujo riacho percorria a densa Floresta Encantada, até despencar na ribanceira e desaguar no mar, no Mar dos Meus Sonhos, na Praia dos Enamorados, nas areias multicoloridas e caleidoscópicas da Praia dos Prazeres..."
Ela escrevia as vezes, mas me pedia com carinho, que escrevesse pra ela
Eu atendia, e lhe descrevia, ao mesmo modo que as minhas mãos mapeavam ela
Contudo atento era, até aos poucos defeitos dela, defeitos não, quem dera
Cicatrizes do que um dia fora, percalços marcados nela
E um dia fui também, um ponto fora das curvas do corpo dela
Porém ela sorria e dizia, que meus erros infantes gravados nela, tinham sabor de vinho, e vinho... Esse era a causa de todos os delírios dela.
Lua de sonhos
Quando você fala o tempo se cala;
Eu não sei senão amar até o fim.
Quero um carinho sem fim, que dure a vida inteira, que tenha o sabor do mais doce dos beijos.
A luz da lâmpada sombria, sobre o leito de flores, a lua por noite, entre as nuvens nós dormimos!
Manias de sonhador no mundo colorido, onde cada sentido é um ator.
Arde sem perceber que é fogo e também é ferida que dói e não se acha; É uma descontente busca na aventura da paz que desejo e quanto mais procuro, mais sofrimento de não achar tal...
Que importa? Se tu, lua desta noite,
Fosse já a lua dos meus sonhos!
CONCHA
Sinto que o teu sorriso para comigo, difere; que o teu olhar se expande no infinito das cores, que você me instiga além do que se faz visível aos nossos olhos.
Não é nada que vemos, é algo que sentimos. Mesmo que tentemos esconder, mesmo que o mundo não saiba disso, mesmo que você ame a outro alguém.
Como poeira na imensidão desse universo, somos grãos da mesma praia. Juntos sofremos; mas quem sabe não seremos, a areia do oceano que se transformou em pérola.
Domingo.
Delícia é eu te levar café na cama,
Depois te chamegar gostoso,
Com muito carinho no teu rosto,
Sentir teu gosto,
Teu cheiro bom de mulher,
Tua pele macia em meus dedos,
Te enchendo de beijos,
De corpo todo,
Nu,
Vendo você com preguiça,
Se entregando ao meu toque,
Sem pudor,
Sem vontade de levantar,
Ficamos lá,
Entre abraços e carícias,
Um banquete de várias delícias,
Namorar a tarde inteira,
Dar risada de coisas bobas deitadas no peito,
Passear com o Lelo,
Só de chinelo,
Com meia,
Porque você pode,
É minha Sereia,
Mãos dadas na rua,
Sem frescura,
Ao chegar,
Você no banquinho,
Toda linda do teu jeitinho,
Me vendo cozinhar,
Um prazer inestimável,
De um final de semana inigualável.
