Amor e Morte
O amor e o ódio são linhas paralelas,assim como a linha que separa a vida e a morte, se você der um passo em falso... você morre.
O amor da pátria
Pátria é amor que ama sem se perder;
é tão querida que adora, sem morte
é um sentimento contente e forte;
é vida que desama sem poder.
É um país amado pelo bem-querer;
é um povo eterno entre a parte;
é sentir-se o país pendente;
é um cuidar que sente em se ver.
É querer estar vivo por vontade;
é servir a quem luta, o lutador;
é ter com que nos ama, lealdade.
Mas como lutar pode seu favor
nos carinhos humanos bondade,
se tão querido a mim é o grande Amor?
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
e nós preferimos o leito de um rio,
com início, meio e fim.
A Bela e o Amor
O amor foi amortecido pela morte de uma bela.
E em virtude desse vicio de você
De súbito suavemente subiu ao céu.
Bela alma, que de dia m’alma acalma
E de noite sem notar me norteia.
Seu sangue, sua vida corre em minhas veias.
A tua mão diz quantos são meus desejos,
Teus beijos me dizem quais são minhas necessidades,
Seu corpo é meu anseio e seus sonhos são sonhos meus.
O amor é egoista, salva pessoas da morte só para se manter vivo. E tem uma ótima de Nietzche que náo lembro bem, mas é algo assim: “O amor é para os casais em crise ou para os cidadãos médios. Isto é, a maioria.
O resultado de um grande amor é a morte de duas pessoas que renascem uma só e se fundem num propósito único de uma existência compartilhada.
O frio me magoa como uma lágrima de uma criança,mas meu amor me magou mais que uma morte desgarrada em tempestade.
Temer a morte não é tão sufocante como temer perder um amor. Com a morte tua alma se cala, se a quieta fica em paz, mas viver sem teu amor é ser condenado a sobreviver onde não há ar para se respirar.
TORMENTAS DE AMOR
Fiz morte pequena do amor,
Alegria imensa da flor,
Sutura emergencial em que sangra a dor.
Proferi palavras imperfeitas,
Feri-me nas suas desfeitas,
Mas supero-me nessas tolheitas.
Desfaço-me nas tormentas;
Reluto quando inventa
Cousas que o mundo tenta.
O brincador faz de ti poesia,
E tu vens com um sorriso de alegria
Pintando cores no céu dos dias.
AMOR, A MORTE
Águas de enxurradas, quem se arrisca,
A segurar garranchos e se assentar em lodo,
Rio sem futuro, que depois da chuva, a vista,
Não terá mais rumo, o que se ver de novo.
Bate o vento trazendo a chuva que tudo traz,
Uma esperança, o amor, lembrança de se agarrar,
Uma vontade espessa, algo que nos faz,
Pensar eterno, desejar os restos que se assentarem.
Águas corredias, no sentido contrário,
O amor nos conduzindo pra de novo se largar,
E tomar o leito revertendo, o horário,
Quando mergulhamos loucos por lhe abraçar.
Uma cuspideira, sujeira do mar,
O amor assim quase sempre nos traz,
Já perdido o fôlego, a visão, o ar,
Dá-nos sua boca como um salva vida, só isso faz.
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naeno*comreservas
Amor após a morte
Talvez todo o nosso amor vivido,
Não tenha sido o suficiente,
Para nos preencher de tanto amar,
Se o amor que vivemos na terra,
Chegou ao fim,
Disso eu nem quero lembrar,
Pois mesmo após a morte,
Esse grande amor continuará,
Sei que talvez nunca existirá,
uma outra vida...
Mas mesmo estando entre os anjos,
Ainda assim eu sei que vou te amar,
Mesmo que os anjos se cansem,
Deste amor verdadeiro e louco,
Nos amaremos como amamos na terra,
Mesmo estando numa vida do lado de lá,
Pois sei que o amor é eteno,
E essa chama de amor
Nunca morrerá.
A dor do amor
Não amo como os homens,
nem como os deuses.
Amo como a morte à espreita,
certa e inabalável.
Perfeita.
Amo como a dor e a rejeição,
como a vida: ilusão!
Não amo como julgas me amar,
nem como me culpas por não te amar.
Amo com ódio e fúria,
com torpor e luxúria,
amo com rancor e injúrias,
com ternura...
Amo como um punhal
no limite final do desespero.
Amo desigual...
E jamais amei!
