Amor e Compreensão
Em meio ao processo educacional de um filho, muitos segredos sobre a educação de seus pais são revelados.
Nos momentos de grandes crises onde o medo e a ignorância predominam, o que temos de mais forte surge, seja a compaixão, a compreensão e o amor, seja o egoísmo, a dor e o ódio.
Cai a túnica e nos desnuda.
A capacidade de colocar-se no lugar do outro que precisa, faz de um ser algo acima da média, logo distinto e parte dos planos de ação de Deus na Terra.
Manter-se distante, neutro
não tem graça, não tem cor
Acolha bem a dor do outro,
como doa, como flor...
Desnude tua alma da roupagem de sentimentos opressores do passado, e verás que a vida fluirá mais leve e te sentirás como uma águia que renasce das cinzas e se refaz em Vitória no topo da montanha e tuas asas tocam nas mãos do Pai para que dancem no céu harmonicamente em luz, força, fé e principalmente amor entre teus semelhantes. Sejas tu uma águia no céu!
Educando a escuta
Aprendamos a lidar com aquilo que nos apresentam e não ficar criando histórias à partir de informações trazidas. Fazemos isso toda vez que não espelham nossas "referências" sobre tudo que é respirável. Nossas referências, são nossas, e por este simples motivo, não participam da mesma forma em todos os casos. Isso nos remete ao fato de que o mundo não gira em torno do nosso querido umbigo.
Reciclagem como potência de vida no mundo e nas relações.
Pensando em como poderia diminuir os materiais que seriam jogados fora, resolvi pegar madeira em locais específicos. Lidar com esse tipo de material dá mais trabalho, mas é muito gratificante ver a arte pronta num suporte que foi ou seria descartado. Isso me levou a refletir sobre como lidamos com nossas relações com as pessoas e com o mundo no qual estamos inseridos. Estamos na era da tecnologia, o que dá a praticidade de resolvermos muitas coisas num clique. Porém, sabemos que nem tudo pode ou deve ser resolvido dessa maneira. A madeira foi arrancada de suas terras para nos servir em nossas vidas domésticas e profissionais, nada mais justo que darmos cuidado, carinho, vida nova e beleza a essa maravilha. Quando a madeira chega aqui, ela é limpa, tratada com produtos, lixada, limpa novamente, passa por aplicação de base acrílica e só então a pintura. Vê-se que a arte acontece desde a limpeza. Há um intervalo de tempo entre essas ações. Perceberam o cuidado? As relações se dão da mesma maneira, é preciso tempo para compreensão, cuidado, criatividade e amor. Não adianta, a forma como nos relacionamos com as coisas, diz muito sobre nós e, principalmente, em como nos comportamos diante daquilo que "não nos serve mais".
As coisas mais importantes da vida não podem ser entendidas apenas com a mente, mas sim com o coração.
A forma que eles se apoiam, ameniza o peso dos contornos da vida.
As dificuldades suavemente se desfocam, quando os enfrentam juntos, fortalecendo mais o sentimento compartilhado, que Deus criou como amor.
Um simples ato de generosidade é apenas uma pequena fração de uma grande ação, pois é na bondade que o pequeno se torna grandioso.
Revenge...
"Olho por olho, dente por dente..." A lei de talião ou pena de talião... tal e qual... retaliação. Faço eu justiça proporcional... uma vez que o que é justo é justo e ponto final.
Lei é bom... não é não!? Assim não saio eu desproporcionalmente, causando os mais sórdidos males que engendra a minha mente. Lei impõe o limite... não importa o quanto eu me irrite... e tudo queira arrebentar... há uma lei pra delimitar... E eu!? Bem, só me resta respeitar... se não, muito mais caro hei de pagar.
E eu gosto de ensinar o que sei: é bom pra você, seguir a lei... então, não saia da linha na hora da vingança... vá só até aonde a lei alcança.
Nem você, nem eu podemos ser ousados... vinguemo-nos sim... mas só na proporção do dano causado. Contenha sua cólera... foi só um tropeção!?
Vingue-se, mas eis a condição: outro tropeção é sua única opção.
"Mão por mão... pé por pé" é isso que é... fácil, cômodo e saboroso até que é, não é!? Nada de justiça punitiva... Vingativo é só o que você pode sair sendo (sorry pela estranha construção gramatical) pela vida... equilibradamente... nada excessivamente. Passar do limite!? Nem pense!
Lei mosaica... fratura por fratura.... e todo o mal da alma encontra a cura. Se há ferimento, nada de cair no esquecimento, nem ficar se remoendo por dentro... com a mesma moeda faça o seu pagamento.
Olho por olho... eis um belo e perfeito princípio de proporcionalidade ou de equivalência pra toda e qualquer maldade... sem emoção, não envolva o coração... use unicamente a razão. E sem rancor no final, afinal justiça foi feita... vingança na medida perfeita.
E não é que é? A lei de talião é a solução para os nossos males. Ou não é não? Diga-me, de verdade, qual é sua opinião?
Ah! Nem vem... vingança é coisa doce... e faz um bem, meu bem! Vingança é doce como mel?
Nãnãnã... que mau... vingança é um mal. Vingança é mais amargo que fel?
Poxpox, miguinh@ do ♡... olha aqui do Gandhi a opinião: "Se vigorar o "olho por olho, dente por dente", sobrará apenas um homem na face da terra. E ele, com certeza, estará cego e banguela".
E aí meu camarada... paz e amor, compreensão e perdão... Que vingança que nada... e siga em paz a sua jornada.
Do que me resta
Da noite … as sombras.
Da chuva… o rio.
Do inverno… o frio.
Do vento… a brisa.
Do céu… um sol sombrio.
Do que me resta…
Do pouco que a vida me empresta…
Na janela uma fresta.
Do que me resta: esperar acabar a festa.
Na vida,existem tantas fases que a gente acaba se acostumando com a nossa "normalidade" diária,estamos nos últimos tempos tão distantes uns dos outros e a vida ésurpreendente pois todo dia ela nos faz ser diferente,nos mostra quem somos e com quem estamos,assim adquirimos o aprendizado,aprendizado esse que nos mostra o nosso lado amoroso,sentimental e crítico.Nem sempre fomos ou seremos compreendidos por nossas falas e ações,o mundo gira em torno de nós,pena que nem todos percebem que além deste mundo o de alguém gira em torno de um outro alguém,alguém que quer sua felicidade,que compreende suas falhas mesmo quando não quer aceitar,dizem que o amor tudo suporta,talvez! Mas assim já dizia Renato Russo: "No amor não existe sofrimento,se existe sofrimento não é amor"!
Há momentos em que a vida se torna um fardo tão pesado que o coração transborda em silêncio, e o outro, ao nosso lado, clama por algo além das palavras: clama por escuta, por acolhimento. Quando nos deparamos com a dor alheia, é um convite não para a solução imediata, não para o julgamento rápido, mas para a presença. Muitas vezes, o maior ato de amor que podemos oferecer é simplesmente estar ali, ouvir sem pressa, abraçar sem questionar, permitir que o outro sinta plenamente, sem interromper com opiniões ou conselhos impensados. A dor do outro é única, e, por mais que pensemos entender, jamais seremos capazes de medi-la com precisão.
Nosso erro, muitas vezes, está em julgar aquilo que não vivemos, em acreditar que somos senhores da razão, e que nossas soluções são universais. Esquecemos que cada alma é um mundo, e o que para nós parece pequeno, para o outro pode ser um abismo. Respeitar o sofrimento do próximo é, antes de tudo, um ato de humildade. Não cabe a nós decidir o peso do que o outro carrega, mas sim oferecer um ombro firme, um abraço acolhedor, e a paciência necessária para que o outro se sinta ouvido. Mesmo quando as palavras se tornam amargas, mesmo quando o desespero transborda em queixas contra a própria vida, devemos lembrar que o acolhimento não está nas respostas que damos, mas na escuta que oferecemos.
Assim como Jó, que enfrentou sua própria dor, seu luto e seu questionamento diante da vida e do Criador, todos nós, em algum momento, nos tornamos aquela pessoa à beira do abismo, buscando sentido no caos. E assim como os amigos de Jó, que o acompanharam em seu silêncio, há momentos em que nossas palavras se tornam desnecessárias. O que resta é a presença. A escuta atenta e compassiva, sem julgamentos. Pois a dor, como a vida, segue seus próprios caminhos, e o que o outro mais precisa, em seus momentos de vulnerabilidade, não é a certeza da razão, mas a certeza de que não está só.
