Amor de Alma
No profundo sentimento do coração a alma vem decantar suas belezas, e suas carícias são alimentadas de amor intenso... As pessoas esquecem que a essência do viver é o amor, não dão valor necessário para os devidos caminhos e se perdem na estrada, porque não sabem onde vão. O bom é plantar uma sementinha em cada lugarejo que passarmos e respirar o ar sadio de cada flor que exala nas floriculturas da vida. Porque quando menos esperarmos já veremos o horizonte iluminando nossa vida, e nós temos que estar preparados... Deixando reluzir em amor a luz que nunca se apaga, para que o bem seja transportado em carinho, sutileza e compaixão...
Olhares possíveis...
simples ações,
pequenos detalhes,
muito significam n’alma,
ternura, carinho e amor,
são olhares possíveis, todos os dias,
para o que resta dessa e de outras vidas
que ainda se farão necessárias...
De diem in diem (dies secundus).
O silêncio me afronta e me atormenta a alma
Então sinto você aqui e minha dor se acaba
O silêncio me intriga, minha boca cala
O coração fica em aperto
E suas lembranças invadem minha mente
Nada blindada.
E a solidão de tão cruel
O meu coração escangalha.
O que me conforta é a certeza
Mas que certeza?
Apego-me a você mais que tudo
Porque não tenho nada a não ser você
E na mesma certeza que você foi
Te amo com toda a certeza de que você um dia voltará.
E seremos felizes
Porque nessas distâncias
Que tanto nos atingem
O nosso amor criou diretrizes.
E assim eu te amo, meu amor
Meu tudo, minha alma gêmea
Minha princesa, minha vida.
Solidário...
De cor a vida pintou;
aqueceu a alma...
foi o que restou.
Poucos pães sobraram.
Muitos puderam saciar-se.
Massa amassada no suor.
Aflições; calaram-se.
Acaloraste o próximo.
Beijaste o desafeto.
O vento sussurrou,
mas não tirou o teto.
Ser humano não é objeto!
Hei de voltar a ser!
Ser moço.
Ser massa.
Ter força
para estender na grama da praça;
trigo para secar e pães para comer.
Não quero ver tantos com muito
e nem tantos com muito pouco.
Ter coragem de sorrir;
alheia desgraça.
Tem graça ser feliz
dentro de um litro de cachaça.
Tenha dó! Vida palhaça.
Reviveu sua alma
E entregou seu coração
Yara voltava pra mar
Nadava correndo
Amedrontada amou
Liberta presa
Dentro de fora
Olhou pra você
Bebeu sua terra
Entrou saindo
Rio chorando
Tremeu de calor
Olhando seu amor
Tu vem como quem não quer nada
e me cativa,
me deixa gigante.
Depois me assusta igual alma penada,
me deixa de lado,
me bota na estante.
Uma estranha alegria enche-me a alma e aquece-me por dentro quando sinto que uma parte de ti não quis partir.
