Amizade Mar
O VENTO NAS MINHAS PERNAS
Deu vontade de caminhar contigo na beira da praia
Está um vento gostoso
Os cabelos estariam se movendo de um lado para o outro
Tu estarias sorrindo
Um sorriso parecendo o começo de uma risada
Eu estaria te olhando
Caminhando
Correndo
Caminhando
E mudando de direção
Eu estaria te observando
Tentaria te alcançar em passos largos
E tu correrias mais e mais
A orla pareceria infinita
Assim como aquele momento
As ondas formadas seriam jogadas em nossas pernas
As calças molhariam
A areia grudaria
E o vento arranharia
As mãos se juntariam
O abraço aconteceria
Os olhos se olhariam
As bocas sorririam
Os corações bateriam
Os suspiros seriam suspirados
E um beijo seria dado
"É só mais uma colisão. Esse corpo que vos fala já é expert em naufrágios. Capitão de mares revoltos. Vela que se deixa levar ao vento. Ancora que se dispõe atracar em novo lar. Calmaria, calmaria... falo paro o meu peito; deixe a vida te levar e tudo se acomodará."
Eu nunca tive medo da queda, eu nunca tive medo do escuro. E não avançava por medo de não conseguir manter a respiração.
Eu nunca andava perto da beira, por medo de me afogar. E ficava longe dali, com medo de acontecer...
Mas, quando a encontrei, nunca mais tive medo do mar, do mais profundo oceano. E mesmo sabendo que iria me afogar, poderia me jogar de cabeça no mar.
Não posso te convidar a mergulhar no fundo. Há peixe de água doce, de água salgada, de raso e de fundo, é lícito que haja todos no grande mar da vida!
Não quero mais afogar
E ficar só la no fundo
quer mergulhar e nadar
sem me afundar e com impulso
vou esclarecer
que se estou colocando o pé na água
não só pra me molhar
é pra me sacrificar
para conhecer seu mundo
e tudo que eu quero
é me tornar algo ai dentro do seu mar
perdendo o folego
sem me afogar
Com esse teu jeito doce, envolveu-me na correnteza de seu ser e, exalando ternura, arrastou-me para o mar aberto do seu amor.
E, nessa imensidão, entrego-me.
E quando os peixes te seduzirem
quando as ondas te cantarem,
verás que o belo
o encanto,
pode está no mar !
LINHA DO HORIZONTE
Cabisbaixo caminhando para encosta desta terra firme para ver o oceano. Terra esta tão firme que me canso de sua dureza. Já é fim de tarde, minha sombra sempre a um passo adiante de mim, enfim, apressada alcança o atlântico antes do que eu. Mergulha mais não goza do prazer que o mar de graça lhe ofereceu, diferente-mente, eu aos lamentos desta terra que não me deu os frutos do quais me prometeu. Não alcancei, não foi porque não luto, a batalha foi grande e o que tenho alcançado não me satisfaz. Por muito que tenho lutado talvez só no meu luto haja de encontrar paz. A linha tênue do horizonte leva meu pensamento à reflexão, pois nela se esconde duas grandes ilusões. Como tão comprida de milhares de quilômetros em extensão e ao mesmo tempo possa caber esta linha em minha tão pequena e fadigada retina que contempla esta visão? Honrosa linha que esconde outro segredo. Como no mar tão agitado como um toro embravecido e assim elevam-se ondas com sinuosas curvas valentes; Entretanto, na visão profunda essa maravilhosa linha se demonstra reta com perfeição? São segredos que aquietaram meus pensamentos que fugiram de minha atual situação e com isso aprendi mais uma lição.
Nem tudo que parece é, pois meus olhos tão fortes apesar de pequeno venceu o horizonte e sua extensão. Talvez não pudesse reconhecer a pequenez dos meus problemas e amedrontado me tive por perdedor. Tremendo como fraco me mostrei prostrado em vez de reto como a linha do horizonte em pleno mar agitado.
Nesse entardecer dei a costas para o mar, o sol ainda não havia se escondido e como raramente a lua já começava a se mostrar, os astros ali reunidos, para o meu retorno contemplar. Minha cabeça já estava levantada, meu espírito renovado. Vi que na frente de meus passos só havia luz que brilhava o meu caminho e atrás de mim a sombra de minha silhueta mostrava-se gingante em torno de dez metros pelo menos, fosse pelo ângulo do sol ou refletindo o que já sentia por dentro. O vigor da reflexão que observando o mar que com compaixão compartilhou comigo seu conhecimento.
Quando os nossos sonhos entenderem, que eu sou a sua realidade e você a minha, a vida entre nós se abrirá para a primavera, mesmo que em meio a chuvas intensas, a calor exuberante e a árvores sem folhas. Quando nós compreendermos, que somos um para o outro, terra que surge no mar, oásis que dá no deserto, flores que nasce no asfalto, seremos o prenúncio da paixão e a consagração do amor.
Saudades dos tempos em que os rios iam bater aos mares e os oceanos às mais longínquas terras. Saudades dos tempos em que éramos só duas pessoas sem sonhos ou regras. E por isso, sentada peço, que os astros se encontrem, que a lua e o sol partilhem sempre o mesmo céu, cansada rogo, que as orações sejam sentidas, que os dedos não se entrelacem de novo. E, lá longe, sinto que me amam de coração no chão, sinto que o silêncio quebra barreiras para me ter por perto. E bem longe, onde os navios não conseguem passar, onde a água não pertence ao mar, de lá longe, vêm guerreiros para me acordar. Saudades! E o vento bate sem pudor, e as flores morrem de desamor, bem longe, por passos que não me pertencem, colinas que se estendem e no fim um sorriso. Rogo, deitada nos escombros de um sonho lúcido, que o sonambulismo prevaleça.
E que assim, se o destino o quiser, eu permaneça nos teus braços.
Não quero uma pessoa para me deixar intranquila. Quero alguém para tranquilizar os meus dias de solidão. Não quero a falta de liberdade, quero você para ser livre comigo e irmos por aí.. num dia de sol ou numa noite de luar... caminhar... viajar... sentir o calor do mar ou o frio da serra... enfim... só quero ser feliz com você.
Distância cruel... se virtual, menos mal. Me trás prá perto. Se real,... as vezes dói, dói tanto... parece um mar de agulhas perfurando em movimentos.
Tinha um pássaro no sorriso
Tinha um brilho no olhar
Tinha um beija que era flor
Tinha um rio que era mar !
Basta o tempo
Que bata a água
Será o tempo ou o vento
Que encrespa a linha d'água
Aquela linha
Continua e reta
Que marca a pedra
Limite d'água
Alí na areia
Morna e tenrra
Pedra líquida e cheia
Seca e molhada d'água
Naquela onda
Espumada e branca
Retumba o som
Arqueia a linha d'água
Molham os pés
Depois as mãos
Quando dispersos
Atravessam a linha d'água
Hoje acordei do meu jeito
Brincando comigo
Jogando rosas
Cheiros
Rodopiando nas estrelas
Flutuando nos rios
Te tocando no ar
Hoje acordei do meu jeito
Beijando flores
Gargalhando em versos
Cavalgando na lua
Abraçando o luar
Hoje acordei do meu jeito
Sorrindo do tempo
Vestindo sonhos
Fantasias
Cantando teus olhos
Dedilhando teu corpo
Te tendo comigo
Dançando valsas
Bolero
Rolando na areia
Paquerando o mar !
Hoje a noite eu cometi a insensatez que antes me aprisionava
Antes liberto hoje recaído, mergulhei novamente nesse mar obscuro
Onde a profundidade me deixa submerso
O estranho é que a profundidade não me deixa com medo, pelo contrário
Eu devia estar apreensivo, mas não, estou ordinário
Sinto falta do medo, da angústia, do arrependimento...
E principalmente do domínio próprio.
As pessoas que não soltam suas amarras, certamente não irão longe. É preciso soltar a âncora que nos prende e deixar o nosso barquinho velejar...
Sem medo!
Traçada a melhor rota, não importa a distância. O destino da sua viagem só depende de você. Irão surgir ventanias, ondas e tempestades; e então, a vontade de desistir será grande.
Talvez você imagine que irá naufragar.
No mar da vida é assim que funciona. Serão muitas opções para poucas escolhas.
Acostume-se mas determine sua rota.
Você pode escolher: navegar ou naufragar?
O brilho nos olhos muda com o tempo
Desfaço-me de meus planos
e mudo de direção,
rumo para o norte
pretendendo a sensatez.
A muito abandonei esta história de sorte,
não que seja definitiva esta minha escolha
é que ando meio desacreditado desses jogos,
sabe como é não é mesmo?
Ando sendo direcionado pelos ventos,
os que vêm do sul.
Ando me deixando levar pelas correntes torrenciais
que movem as marés,
sigo agora navegando por novas águas
explorando mares novos,
desconfio que a maturidade muda-me aos poucos
e mudando-me, mudam também as minhas escolhas.
Sinto meu corpo envelhecendo,
minhas mãos estão cada vez mais lentas,
os olhos já não têm o mesmo brilho.
Meus segredos mudam com o passar do tempo,
desnuda-me o tempo,
assim como desnuda-me o espelho
e desconforma-me o vento.
..."Desde o começo eu sabia que a nossa canoa já se encontrava furada antes mesmo de partir. E a única coisa que fiz foi remar de encontro ao mar"...
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