Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
Há dias em que a solidão não está na ausência de pessoas, mas na sensação de ser estrangeiro até dentro da própria casa
Ser homem é:
Decidir sem certeza ou garantia.
Não ter receio de ser odiado.
Fica até o final, quando sair for a opção mais fácil.
Quem vive de julgar quem ousa crescer costuma ser a mesma pessoa egoísta que não gasta um centavo no negócio do próximo, mas depois quer cobrar resultados.
"Eu te odeio, mas não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar.
Te odeio, não pelo ódio em si, mas por ter me feito amar.
Odiá-la é como odiar o ar.
E dia após dia, viver sabendo que posso odiar, mas não posso parar de vivê-la, parar de lhe adorar.
Eu te odeio, pois em cada beijo, em cada abraço, até mesmo no castanho do outono, seus olhos estão lá.
Quando o Sol se põe e a noite vem me abraçar.
Você está lá.
Quando rogo para a escuridão me abandonar e a Lua vem me iluminar.
Eu te odeio, pois até mesmo no brilho dela e na pálida tez, você está lá.
Pela ida eu relevo, posso lhe desculpar, mas essa insistência na permanência, isso não posso perdoar.
Até quando me prostro e me ponho a orar.
Te odeio, e por sobre os céus, odeio ao Deus, por outra de ti, para meu eu egoísta, não criar.
Odeio ele por me fazer amar.
E eu te odeio, não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar..."
*O HOMEM QUE NÃO QUERIA SER PRESO*
Era final de tarde de domingo e minhas alegres visitas tinham partido.
A casa ficou com aquela aparência de lugar onde alguma coisa aconteceu, mas ninguém teve a educação de limpar depois. Havia copos sobre a mesa, brinquedos espalhados, migalhas no sofá e um cheiro de comida que já começava a perder a batalha para o cheiro de casa fechada.
Não me incomodei.
Algumas bagunças são provas de que a vida esteve ali.
O Sol decidiu Acompanhar as crianças e a chuva veio para o expediente.
O gato ficou.
Estava deitado na janela, olhando para a rua com a seriedade de quem aguardava uma decisão importante. As crianças tinham ido embora fazia pouco tempo e, aparentemente, aquilo tinha sido uma experiência marcante para ele.
Talvez tivesse descoberto que humanos pequenos são mais divertidos do que os grandes.
Ou talvez estivesse esperando que voltassem para continuar o serviço.
Eu sabia que não voltariam naquele dia.
Ele não.
Ficou olhando.
Quanto a mim, era apenas o outro morador da casa. Aquele que compra comida, abre a porta, limpa a caixa de areia e paga as contas.
Ele fazia um trabalho muito mais nobre.
Companhia.
Achei injusto.
Fui até a padaria.
Era uma dessas padarias de bairro que colocam algumas mesas na calçada e fingem que aquilo é uma extensão da sala de estar. Sentei do lado de fora. Dali dava para ver o parque, as árvores e os últimos pedaços de sol tentando atravessar os galhos.
O trânsito de domingo fazia pouco barulho.
Alguns carros passavam sem pressa. Pessoas caminhavam pelas calçadas. Um casal empurrava um carrinho de bebê. Um homem levava um cachorro que parecia mais interessado em qualquer coisa do que nele.
Era um bairro residencial. Não havia grandes lojas, vitrines iluminadas ou aquela necessidade permanente de convencer alguém a comprar alguma coisa de que não precisava.
O parque estava cansado.
Talvez eu também.
As árvores continuavam ali, mas tinham aquela aparência de coisa que sobrevive mais por hábito do que por vontade.
A natureza é muito mais honesta quando ninguém tenta fotografá-la.
Pedi um café.
Na mesa atrás da minha havia três mulheres.
Falavam alto o suficiente para dispensar qualquer esforço de escuta.
Conversavam sobre homens.
Pretendentes.
Ex-namorados.
Homens que sumiram.
Homens que apareceram demais.
Homens que não ligavam.
Homens que ligavam demais.
Uma delas dizia que precisava dar um jeito de prender um homem.
Falou aquilo com a naturalidade de quem estava discutindo uma receita.
As outras riram.
Depois começaram a trocar métodos.
Demonstrar menos interesse.
Depois demonstrar mais.
Fazer ciúmes.
Desaparecer por dois dias.
Voltar como se nada tivesse acontecido.
Não responder imediatamente.
Responder quando ele estivesse começando a desistir.
Fazer com que sentisse falta.
A velha engenharia do afeto.
Pensei que talvez o amor moderno fosse isso.
Um jogo de caça com aplicativos.
Uma espécie de pesca esportiva onde ninguém quer admitir que está segurando a vara.
Uma delas falou que homem gosta de quantidade.
Outra discordou.
Disse que o problema era encontrar um que prestasse.
Elas riram novamente.
Eu fiquei olhando para o café.
Já ouvi aquela história antes.
Em bares.
Quartos.
Mesas de restaurantes.
Às vezes falando de mim.
Às vezes falando de homens que eu conhecia.
Às vezes falando de homens que eu não conhecia e provavelmente não queria conhecer.
Ja houvi que sou um homem de muitas mulheres.
Talvez seja.
Ou talvez eu apenas tenha vivido tempo suficiente para descobrir que os rostos mudam muito mais rápido do que as cicatrizes.
As pessoas chegam.
Fazem barulho.
Deixam alguma coisa sobre a mesa.
Depois vão embora.
Algumas deixam perfume.
Outras deixam contas.
Quase todas deixam alguma história que você prefere não contar inteira.
Nunca fui muito bom em explicar isso.
A verdade é menos interessante do que parece.
Nunca procurei quantidade.
Só não sabia muito bem como procurar outra coisa.
Durante algum tempo, confundi desejo com companhia.
Depois confundi companhia com amor.
Mais tarde descobri que nenhuma das duas coisas servia para preencher uma casa vazia.
Eu queria abrigo.
Só isso.
Um lugar onde não precisasse estar em guarda o tempo inteiro.
E abrigo é uma coisa rara.
Principalmente entre pessoas que passaram a vida aprendendo a partir antes de aprender a ficar.
Talvez eu também tenha feito isso.
Talvez tenha chamado de liberdade aquilo que, em algumas ocasiões, era apenas medo de descobrir o que aconteceria se eu permanecesse.
As mulheres continuavam falando.
Uma delas dizia que o problema era deixar o homem confortável demais.
Eu quase ri.
Conforto virou ameaça.
Imagine isso.
Duas pessoas passam anos procurando alguém com quem possam descansar e, quando encontram, começam a desconfiar porque o outro parece confortável.
Talvez tenhamos aprendido a confundir paz com desinteresse.
Talvez o barulho seja mais fácil de reconhecer como paixão.
Eu já confundi.
Muitas vezes.
Conquistar alguém é fácil.
No começo tudo ajuda.
A novidade ajuda.
O desejo ajuda.
A mentira ajuda.
Até o silêncio parece interessante quando ainda existe mistério.
Depois chegam as contas.
As manias.
Os dias ruins.
O mau humor.
As doenças.
Os parentes.
As mensagens não respondidas.
A roupa jogada no lugar errado.
A mesma história contada pela terceira vez.
O silêncio que não tem nada de sexy.
É aí que começa o trabalho.
E é aí que muita gente vai embora.
Não porque deixou de amar.
Às vezes porque descobriu que amar dá trabalho.
A mulher da mesa atrás falou que ninguém deve deixar um homem completamente livre.
Pensei no gato.
Ele tinha liberdade para sair pela janela.
Não saía.
Tinha comida.
Tinha água.
Tinha um lugar quente para dormir.
E ainda assim ninguém havia colocado uma tela naquela janela.
Talvez fosse esse o segredo que os humanos complicaram.
Não quero possuir ninguém.
Posse é medo fantasiado de amor.
Se alguém ficar ao meu lado, quero que fique porque poderia ir embora.
Quero que a porta esteja aberta.
Quero saber que existe uma rua do outro lado.
Quero que a pessoa possa caminhar para qualquer lugar e, mesmo assim, em algum momento, decida voltar.
Isso é muito diferente de prender alguém.
Prender é fácil.
Até animais sabem fazer isso.
O difícil é ser escolhido quando ninguém é obrigado a escolher você.
Fiquei olhando para o parque.
O sol já tinha descido mais um pouco e a chuva escurecia as ruas.
As sombras das árvores, sob relâmpagos atravessavam a calçada.
Um homem passou empurrando uma bicicleta.
Uma senhora caminhava rapido com duas sacolas de mercado.
Do outro lado da rua, um menino corria atrás de uma bola enquanto alguém gritava seu nome.
A cidade fazia o que sempre faz no domingo.
Tentava parecer tranquila.
Mas havia qualquer coisa de cansado em tudo aquilo.
Talvez porque domingo seja o dia em que as pessoas percebem que segunda-feira existe.
Pedi outro café.
A mesa atrás de mim tinha ficado mais silenciosa.
Por alguns segundos.
Depois uma delas disse que o problema era encontrar alguém que soubesse ficar.
Dessa vez ninguém riu.
Achei curioso.
Talvez aquela fosse a única coisa verdadeira que tinham dito naquela tarde.
Ficar.
É uma palavra pequena.
Mas custa caro.
Eu não me apaixono pela perfeição.
Nunca me interessou.
A perfeição é uma mentira bem vestida.
Gosto de quem sangra.
De quem tropeça.
De quem já perdeu uma guerra e ainda aparece no dia seguinte com a cara amassada para tentar outra vez.
Talvez porque eu conheça esse tipo de gente.
Talvez porque eu seja esse tipo de gente.
Carrego ferrugem na alma.
Algumas rachaduras.
Há coisas que o tempo não consertou.
Apenas ensinou a esconder melhor.
Também erro.
Muito.
E talvez tenha demorado mais do que deveria para entender que continuar presente na vida de alguém pode ser mais difícil do que conquistá-la.
No começo, quase todo mundo sabe ficar.
Depois é que começam os problemas.
Quando o encanto diminui.
Quando o outro deixa de parecer uma descoberta e passa a parecer uma pessoa.
Com seus defeitos.
Suas manias.
Seus medos.
Sua história.
Seu mau humor.
É nesse momento que você descobre se estava apaixonado pela pessoa ou pela versão que inventou dela.
Eu já tive versões.
Algumas bastante convincentes.
Nenhuma durou muito.
A maturidade talvez seja justamente isso.
Parar de procurar alguém que nos faça sentir completos e começar a procurar alguém diante de quem não precisamos fingir que estamos.
Não ofereço salvação.
Não tenho.
Não ofereço uma vida sem problemas.
Seria propaganda enganosa.
Ofereço café.
Silêncio.
Alguma honestidade.
E a possibilidade de continuar aqui quando a novidade acabar.
A conta chegou.
Paguei.
Fiquei alguns minutos olhando o parque antes de levantar.
As mulheres ainda estavam ali.
Agora falavam de outra coisa.
Talvez de homens.
Talvez de outra maneira de prendê-los.
Não importava.
Peguei o caminho de casa.
Quando cheguei, a bagunça continuava exatamente onde eu havia deixado.
Os copos.
Os brinquedos.
As migalhas.
As marcas da visita.
O cheiro de comida.
O gato continuava na janela.
Olhou para mim como quem verifica se o funcionário responsável finalmente voltou ao posto.
Depois voltou a olhar para a rua.
As crianças ainda não tinham voltado.
Talvez estivesse decepcionado.
Talvez apenas gostasse de esperar.
Fiquei pensando nisso.
Esperar também é uma forma de liberdade.
Você não espera alguém porque foi obrigado.
Espera porque quer.
Talvez seja por isso que a maturidade muda a maneira como enxergamos o amor.
Quando somos jovens, queremos ser desejados.
Depois queremos ser escolhidos.
Mais tarde, talvez, queremos apenas encontrar alguém que conheça nossas partes ruins e ainda consiga sentar ao nosso lado sem precisar fingir que elas não existem.
Alguém que poderia ir embora.
E sabe disso.
Mas fica.
Não porque foi convencido.
Não porque foi preso.
Não porque tem medo da rua.
Fica porque, entre todos os lugares possíveis, escolheu aquela mesa.
E talvez seja isso que eu tenha procurado o tempo todo sem saber dar um nome.
Não muitas mulheres.
Não muitas histórias.
Não muitas conquistas.
Só algum lugar onde dois sobreviventes pudessem parar por alguns minutos.
Olhar um para o outro.
Sem algemas.
Sem promessas grandiosas.
Sem precisar provar nada.
A porta continua aberta.
A rua continua ali.
Cada um poderia ir.
Mas ninguém vai.
E, depois de tudo o que já aconteceu, depois de todas as pessoas que passaram, todas as que partiram e todas as que juraram ficar, existe uma frase que ainda vale alguma coisa.
Não precisa ser dita.
Basta que os dois saibam.
Ainda estou aqui.
“Hoje, eu preciso ser claro como o sol: se você não entregar sua vida a Cristo e não nascer de novo, você não será salvo das péssimas consequências eternas que virão após a morte.”
— Anderson Silva
Amar e ser amado é ganhar na loteria da vida…
Ter bens que o dinheiro compra e não ter com quem compartilhá-los é uma conquista ilusória…
Valorize quem tem o abraço que enlaça, o cheiro no cangote que arrepia, o beijo-estátua que te faz rir e ainda te oferece a lua…
São tesouros que só o amor conquista.
Querer ditar quem merece ou não ser feliz ao lado de quem escolheu é um julgamento injusto e descabido.
Não tenha medo de ser milionário e corra atrás dos seus sonhos, pois você é capaz de alcançar os resultados.
Não tema abraçar a possibilidade de ser milionário e perseguir seus sonhos, pois você é capaz de alcançar resultados grandiosos.
Hoje em dia, ser uma pessoa de bem significa carregar um alvo nas costas; a corrupção humana não tolera a luz de quem se recusa a fazer o mal.
Deus te chama para ser alívio e esperança na vida de quem sofre, não o motivo de suas lágrimas e da sua humilhação; transforma o teu agir antes que o tempo se esgoste.
Arrepende-te dessa maldade que corrói o teu ser e busca ao Salvador, porque o amor verdadeiro não discrimina, não rotula e não destrói quem já está ferido.
O valor de um ser humano é medido pela força do seu trabalho e pela pureza do seu coração, não pelo barulho da sua arrogância.
O passado de alguém não define o direito de recomeçar, ser feliz e construir um novo amor abençoado.
NÃO POSSO SER VOCÈ
Eu não posso ser você , mas posso ao menos imaginar qual seria minhas emoções se estivesse no seu lugar. Posso viajar pelos sentimentos para entender que hoje faz parte do exato momento que devemos unir os laços de nossas vidas , tentando entender as fragilidades e dificuldades humanas, pois necessitamos uns dos outros para sermos instrumentos para conduzir harmonia , paz , caridade,humildade, para receber todo bem que Deus oferece cada segundo através de tudo que possamos fazer com amor, para evoluir nossa forma de viver , focados na vontade de ser e de fazer feliz todos que circulam so nosso redor e até mesmo onde a distância possa alcançar !
JOAO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIAS E PENSAMENTOS
ASSIM OU ASSADO
Se não for assim vai ser assado
Deixa pensar que tudo é passado
Se eu não for assim amado
Vou cair fora pra outro lado
Quantas vezes falei do meu amor
E você só fala decepção e dor
Causada por quem nunca te amou
E não enxerga que tudo passou
Mas a sua memória que travou
Na linha que não quer desprender
Para uma nova história viver
Se for assim de jeito sem jeito
Vou sair sangrando meu peito
Porém a dormir no meu leito
Mesmo chorando sei que vai passar
Vou contar pra Deus meu sofrimento
E sei que Ele vai entender meu lamento
Se for assim ou mesmo assado
Se por assim ou por acaso
Eu seja pra você só mais um caso
Mas que nos laços que o destino traçou
Ainda vou te mandar lindas flores
Dizer que mesmo em pranto e dores
Vou vivendo de um jeito meio louco
De amar você sem ser amado
E nas trilhas de sonhar acordado
O brilho do sol pra mim tao intenso
Depois um tempo nublado
E no corrimão dessa estrada
Seguro forte pra seguir em frente
Mesmo que peça em minha mente
Que Deus faça um novo milagre
Enquanto provo deste vinagre
Que pra mim parece tão doce
Já não sinto a tal realidade
Somente um amor de verdade
Mesmo que entre a saudade
Entenda que não é por maldade
Simplesmente é assim ou assado !
João Batista Barbosa
Poesia
"Não conseguiria ser feliz deixando um rastro de feridos para trás."
- Fora do Universo: Eles se encontraram
Filho, não dá para falar desse ser singular sem lembrar de luta, insistência e resiliência. Sua história envolve tantos episódios, tantos capítulos, tantos contextos da natureza humana. Há coisas que se podem ver, outras que se podem acessar, mas há também aquelas que só se revelam quando se olha para além da superfície.
E eu me pergunto: onde você bebeu essas goladas de força e resistência que fizeram de você esse sol? De onde vem essa luz que ilumina o seu avesso e escapa pelos seus poros, mesmo quando a vida insiste em testar sua força?
Talvez seja justamente aí que esteja a sua maior virtude: na humanidade que você carrega. E talvez a sua grandeza esteja nessa espécie de santidade que não se anuncia, não se veste de perfeição, simplesmente existe.
Você é luz porque, mesmo atravessando sombras, não deixou de iluminar.
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