Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue

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Sua maior força pode ser a fraqueza, porque ela o conduz à única força que não falha: Deus. (2 Co 12.9)

Deus não aprisiona ninguém ao que foi; chama cada um ao que ainda pode ser.

A Escritura não existe para ser guardada, mas para ser desvelada no íntimo. Se o Texto Sagrado está em suas mãos, debruce-se sobre ele; se os seus olhos já o percorreram, permita que o Espírito converta a leitura em fé convicta. E se a fé de fato brotou, que a sua própria existência se torne a tradução viva da Palavra no cenário da vida.

O que não é clara e expressamente revelado nas Sagradas Escrituras deve ser considerado matéria de especulação humana, não possuindo autoridade dogmática até que seja discernido à luz da própria Palavra de Deus.

Ser cristão não é acumular respostas para explicar Deus, mas acumular intimidade com Deus para suportar as perguntas da vida. Quanto mais longa a caminhada com Cristo, maior é a nossa consciência de que o mistério d’Ele excede a nossa capacidade de compreender.

O inferno é a recusa do Amor, cuja beleza só é compreendida quando a Graça já não pode ser acolhida.

A Verdade não pode ser sufocada para sempre. Ela pode sangrar sob o peso do mundo e perecer por algum tempo nas mãos dos homens, mas ela ressuscitará soberana, pois a palavra do Eterno permanece para sempre.

Se um político eleito não presta contas do que faz, o seu direito de governar passa a ser zero, não importa quantos votos tenha recebido.

A cruz foi pública; a sua fé, portanto, não pode ser um segredo.

Ser escolhido não quer dizer que você está preparado.

Ingênuo é aquele que não sabe que tem pecados. Inocente é o que não os tem. Para ser inocente é preciso ser ingênuo.

O amor, o tempo, o nada, não podem ser medidos, dissecados. A Verdade é a minha percepção, agora.

O dia se repete infinitamente, a não ser pelos pontos chaves, em que podemos modificar o looping. Para saber quando mudar, isso só usando a intuição.

O humor é um desvio lógico. Ser engraçado é um dom divino, é a suprema inteligência. Não há fórmula para o humor. Ele acontece neste instante.

Eu sou anterior à ilusão, por isso sou livre. Eu venho do nada, por isso não posso ser determinado.

Às vezes, perder alguém não é a maior dor. A maior dor é perder a própria paz tentando ser escolhido por alguém que nunca prometeu escolhê-lo.

“O Infinito em Fragmentos”




Não quero ser um. Quero ser todos. Quero sentir como o místico sente Deus, como o pagão sente a carne, como o engenheiro sente a precisão dos números. Quero contradizer-me, porque na contradição habita a totalidade. Ser coerente é ser parcial. É escolher uma porta e fechar todas as outras. Eu quero atravessar todas as portas simultaneamente, mesmo que para isso precise me estilhaçar em mil pedaços.

Inventei-me vários. Não por loucura, mas por necessidade metafísica. Como poderia um só homem conter o universo? Como poderia uma só voz cantar todas as canções possíveis? Então fragmentei-me. Fiz de minha ausência de centro a minha obra-prima. Onde outros construíram identidades sólidas como fortalezas, eu construí um arquipélago de ilhas que nunca se tocam mas pertencem ao mesmo oceano.

Há aquele que nega o pensamento e vê apenas o que existe. Há o que exalta os deuses antigos e a beleza sensorial do mundo. Há o engenheiro das palavras, frio e preciso. Há o que escreve mensagens cifradas sobre ocultismo e hermetismo. E há eu, que não sou nenhum deles e sou todos ao mesmo tempo, o maestro invisível de uma orquestra onde cada músico toca uma partitura diferente.

Sentir tudo de todas as maneiras. Não é dispersão. É ambição máxima. É querer ser o universo experimentando a si mesmo. Cada emoção possível, cada pensamento concebível, cada filosofia imaginável - tudo isso precisa ser vivido, sentido, expresso. Não posso me limitar a ser católico ou ateu, monárquico ou republicano, clássico ou moderno. Preciso ser todos esses e seus opostos, porque a verdade não está em nenhum deles mas na soma impossível de todos.

Os outros escrevem o que sentem. Eu sinto o que escrevo. Ou melhor: invento quem sinta o que preciso expressar. É uma fraude? Talvez. Mas é a fraude mais honesta que existe. Porque reconhece que toda identidade é ficção, todo “eu” é personagem, toda coerência é máscara. Eu apenas tive a coragem de admitir que sou teatro, e de fazer desse teatro a minha verdade.

Não tenho biografia. Tenho bibliografias. Não tenho psicologia. Tenho dramaturgia. Minha vida não está nos fatos que vivi mas nas vidas que criei. Enquanto outros buscam encontrar-se, eu me perdi propositadamente em todas as direções possíveis. E nessa perda encontrei algo maior que qualquer identidade individual poderia oferecer.

A unidade do ser é uma prisão confortável. “Conheça-te a ti mesmo”, diziam os gregos. Mas e se não houver um “ti mesmo” para conhecer? E se formos apenas potência pura, possibilidade infinita que se trai cada vez que escolhe uma forma? Preferi não escolher. Ou melhor: escolhi todas as escolhas, habitei todas as possibilidades.

Minha ausência de identidade fixa não é falha. É método. É filosofia encarnada. É a prova viva de que podemos ser mais que nos permitem ser. Que podemos explodir os limites do eu e nos espalhar por todos os eus possíveis. Que podemos fazer da multiplicidade não uma doença, mas uma arte.

Serei lembrado? Talvez. Mas por quem? Pelo sensacionista? Pelo heteronímico? Pelo ortónimo melancólico? Por todos e por nenhum. Porque minha obra não é o que escrevi. Minha obra sou eu - ou melhor, a ausência de mim transformada em constelação de presenças.

Sentir tudo de todas as maneiras. Viver todas as vidas. Morrer todas as mortes. Ser nenhum para poder ser todos.

Esta é a única identidade que aceito: a de não ter nenhuma.

E assim me tornei múltiplo, para que na multiplicidade coubesse o universo inteiro.

Pessoa: o nome perfeito para quem escolheu ser todas as pessoas possíveis.

O Que Te Faz Ser Você?

O que te faz ser você?
Não estou perguntando o seu nome.
Seu nome foi escolhido por alguém antes mesmo que você pudesse escolher qualquer coisa.

Também não estou perguntando sua profissão, sua idade, onde nasceu ou aquilo que conseguiu conquistar.
Estou perguntando algo mais difícil:
quando retiramos tudo aquilo que pode ser retirado de uma pessoa, o que permanece?
Talvez você responda:
“Minhas lembranças.”

Pode ser.

Somos profundamente feitos de memória.
Existe em nós a criança que fomos, mesmo quando ninguém mais consegue enxergá-la.
Ela ainda aparece em alguns medos inexplicáveis, em certas alegrias repentinas,
no cheiro de alguma comida, numa música antiga, numa fotografia esquecida dentro de uma gaveta.
O tempo envelhece o corpo, mas existem lugares dentro de nós onde o relógio nunca conseguiu entrar.

Talvez você seja também as pessoas que amou.

Porque ninguém passa verdadeiramente pela nossa vida sem deixar alguma coisa.
Há pessoas que nos ensinaram a amar.
Outras nos ensinaram a desconfiar.
Algumas nos mostraram a beleza da permanência.
Outras nos ensinaram, dolorosamente, o significado da ausência.
E assim vamos sendo construídos.
Um pouco pelas mãos que nos acariciaram.
Um pouco pelas mãos que nos feriram.
Um pouco pelos abraços que recebemos.
E muito pelos abraços que esperamos e nunca chegaram.

Mas ainda não é suficiente.

Porque, se fôssemos apenas aquilo que aconteceu conosco, seríamos prisioneiros da nossa história.

E não somos.

Existe alguma coisa extraordinária no ser humano:

podemos escolher o que fazer com aquilo que fizeram de nós.

Talvez seja aí que comece verdadeiramente aquilo que somos.

Você não escolheu todas as suas feridas.

Mas escolhe, todos os dias, se permitirá que elas firam outras pessoas.

Não escolheu todas as despedidas.

Mas pode escolher continuar amando mesmo depois de conhecer a dor da ausência.

Não escolheu todas as quedas.

Mas pode decidir se permanecerá no chão ou se transformará a cicatriz em aprendizado.

Por isso não somos apenas consequência.

Também somos escolha.

Somos aquilo que aconteceu conosco e aquilo que decidimos fazer depois.

Somos a resposta que demos à vida.

Talvez você seja suas contradições também.

A coragem que convive com o medo.

A fé que algumas vezes conversa com a dúvida.

A força que certas noites precisa chorar escondida.

A esperança que já pensou em desistir, mas amanheceu novamente.

Porque ser você não significa ser uma criatura perfeitamente coerente.

Significa carregar muitos mundos dentro do mesmo peito e, ainda assim,
continuar procurando um caminho entre eles.

Você também é aquilo que ama quando ninguém manda amar.

Aquilo que defende quando não existe recompensa.

Aquilo que faz quando ninguém está olhando.

As pequenas escolhas silenciosas dizem muito mais sobre uma pessoa do que os grandes discursos feitos diante de uma multidão.

Talvez caráter seja justamente aquilo que permanece quando desaparece a plateia.

Mas existe algo ainda mais profundo.

Você também é aquilo que procura.

Há pessoas que passam a vida procurando dinheiro.

Outras procuram reconhecimento.

Algumas procuram poder.

Outras procuram paz.

Há quem procure respostas.

Há quem procure perdão.

Há quem passe uma existência inteira procurando uma casa que talvez não seja feita de paredes,
mas de alguém diante de quem finalmente possa dizer:

“Aqui eu posso ser eu.”

Aquilo que procuramos revela muito sobre aquilo que somos.

Porque nossos desejos são espécies de bússolas secretas.

Eles apontam para lugares que nossos discursos nem sempre conseguem confessar.

E você também é suas perguntas.

Talvez até mais do que suas respostas.

As respostas envelhecem.

As certezas mudam.

As convicções amadurecem.

Mas existem perguntas que atravessam uma vida inteira:

Quem sou?

Por que estou aqui?

O que realmente importa?

A quem amei?

Quem amou melhor porque me conheceu?

O que deixarei quando partir?

Talvez viver seja passar anos tentando responder essas perguntas e descobrir, perto do final,
que o importante nunca foi terminar o questionário.

O importante foi a pessoa em que nos transformamos enquanto procurávamos as respostas.

Por isso, quando pergunto:

O que te faz ser você?

Não me diga apenas onde nasceu.

Conte-me onde renasceu.

Não me fale somente das suas vitórias.

Conte-me sobre a derrota que mudou sua maneira de enxergar o mundo.

Não me mostre apenas suas fotografias sorrindo.

Conte-me sobre a noite em que chorou sozinho e, mesmo assim, levantou-se na manhã seguinte.

Não me diga somente quem você ama.

Conte-me como você ama.

Não me fale apenas da sua fé.

Conte-me sobre as dúvidas que precisou atravessar para chegar até ela.

Não me mostre apenas suas cicatrizes.

Conte-me o que elas ensinaram.

Porque talvez você não seja uma coisa.

Talvez você seja uma travessia.

Uma obra que nunca fica completamente pronta.

Uma história que continua sendo escrita mesmo quando acredita ter chegado ao último capítulo.

Você é um pouco de ontem.

Um pouco de hoje.

E também alguma coisa que ainda não existe, mas silenciosamente está tentando nascer.

Talvez por isso seja impossível responder definitivamente à pergunta:

“Quem sou eu?”

Porque enquanto houver vida, haverá transformação.

E enquanto houver transformação, haverá alguma parte de nós ainda desconhecida esperando ser encontrada.

No fim, talvez aquilo que faça você ser você não seja apenas o que recebeu da vida.

Nem somente aquilo que perdeu.

Nem seus acertos.

Nem seus erros.

É a maneira como juntou todos esses pedaços e decidiu continuar.

Você é aquilo que a vida escreveu em você.

Mas é também aquilo que, apesar de tudo, você decidiu escrever de volta na vida.

* conjunto do ser ou utópico do não ser ate que o ser seja o ser*
No provérbio a palavra tem vida num sopro o sussurro sāo apenas palavras jogadas no vento.
No conjunto do ser a família ate sociedade em si o modelo arcaico,
No prefácio o julgo é simplicidade o temor da solidão nos espaço translúcido obtemos a famia como apoio, navegantes de mares desconhecido desbravar o sentido é aprimorando pela percepção...
Os sentimentos grandiosos pairam na superfície ate que o amanhã toque coração dos bravos,
Seja quem é o queira ser no submundo do universo somos as palavras perdidas....

"BUSQUE A HUMILDADE,
MAS NÃO SE PERMITA
SER HUMILHADO.."