Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
Amar não significa aceitar ser diminuída. O amor-próprio é o limite que colocamos para que ninguém destrua a nossa essência.
O Primevo não esquece. Tudo o que a consciência sepulta continua respirando nas profundezas do ser, aguardando apenas um corpo, um gesto ou um sonho por onde possa regressar. Nada do que é essencial desaparece; apenas desce para regiões onde a linguagem já não alcança. E, de tempos em tempos, rompe o silêncio para recordar ao homem que aquilo que ele chama de passado nunca deixou de ser presente.
O silêncio tornou-se insuportável não por ser vazio, mas por transbordar do que foi evitado. É nele que se acumulam as verdades adiadas, os afetos não elaborados, as perguntas que não encontraram coragem. A exposição contínua não busca comunicar — busca encobrir. E, assim, quanto mais se fala, mais se foge; porque o silêncio, quando enfim se impõe, não oferece ausência — oferece encontro.
A visibilidade deixou de ser excesso — tornou-se prótese. Não se exibe por abundância, mas por sustentação: sem o olhar do outro, o sujeito não encontra chão suficiente para existir. A audiência não é ornamento, é muleta existencial. E assim, quanto mais se mostra, mais se revela a dependência — não de ser visto, mas de só conseguir ser quando visto.
O ser humano moderno arde na ânsia de ser extraordinário, como se o comum fosse uma falha e não a própria teia do mundo. Esquece-se de que a vida não opera por hierarquias nem medalhas; ela apenas pulsa, indiferente aos delírios de grandeza. E é justamente aí que se revela o paradoxo: ser comum já é uma forma secreta de singularidade, pois nada mais raro do que existir sem precisar provar brilho algum.
Há uma dignidade silenciosa em não reagir a tudo. O ser que amadurece percebe que responder a cada provocação é ainda estar preso ao jogo do outro. A verdadeira força não se manifesta no confronto constante, mas na capacidade de escolher onde a energia deve permanecer — e onde o silêncio já é resposta suficiente.
O ser humano não se perde quando erra o caminho — perde-se quando cessa a interrogação sobre ele. A acomodação que se nomeia como chegada é, clinicamente, uma forma de abandono de si: o sujeito para de questionar para onde vai e converte qualquer ponto de parada em destino, economizando o desconforto da busca ao custo de uma estagnação que se disfarça de maturidade. O erro, ao menos, preserva movimento; a resignação travestida de sentido não preserva nada. E é curioso: a fantasia de ter chegado costuma emergir justamente quando o sujeito mais precisa caminhar.
Fênix
(Verso 1)
Intensa demais pra ser amada pela metade
Não aceito sobras, nem falsidade
Em cada passo, me entrego de alma, inteira
Não sei viver de mentira, minha bandeira
(Pré refrão)
hoje sofro por amor
Depois, menos. E depois, nada
Mas não morro de dor
Depois, menos. E depois, nada
(Refrão)
Das cinzas, renasço! sou Fênix
Mais forte, eu volto!
Das cinzas, renasço! Sou Fênix
Deixo a dor pra trás!
(Verso 2)
A ferida tá aberta, sei bem onde dói
Mas não morro de dor, não me deixo abater
Amanhã será menos, vai desaparecer
È ,depois, nada
(Pré refrão)
hoje sofro por amor
Depois, menos. E depois, nada
Mas não morro de dor
Depois, menos. E depois, nada
(Refrão)
Das cinzas, renasço!
Mais forte, eu volto!
Das cinzas, renasço!
Deixo a dor pra trás!
Cansei de confiar nos que não confiam em mim, e que fazem de tudo para eu não ser feliz
Que me colocam pra tomar decisões e com palavras negativas manipulam minhas ações
Aos que perseveraram em fazer mal a ti
E boicotaram pra você não ser feliz
Olha para eles e sinta estão perdoados
Mas daqui pra frente cada um pro seu lado
Se o mundo te virar as costas
Fica firme, não recua
Cê não nasceu pra ser derrota
A vitória também é sua
A angústia humana não vem do fato de o universo ser cruel, mas do fato de o universo ser completamente indiferente.
Será que a sua infelicidade não vem justamente do seu desespero em tentar ser feliz? Ou em tentar mostrar para os outros o quando a sua vida é perfeita e você fez boas escolhas?
Talvez, se você apenas deixar a vida ser mais leve e aceitar que nem sempre tudo o que acontece do jeito que a gente quer, poderia tirar um peso enorme dos seus ombros.
Você fez tudo que falaram para fazer. Seguiu o caminho correto e mais seguro. Consegue até mesmo, dar bons conselhos aos outros.
Mas a verdade sempre aparece e ela não está tão escondida. Ela vem naquele domingo chuvoso, antes de dormir, quando os sentimentos estão mais intensos. E nessas horas, você não consegue sentiu o vazio que sente, apesar de ter feito tudo certo.
Bom, você sempre aparece com a solução perfeita para os outros, como se a vida fosse uma única estrada. Mas deixa que dessa vez, eu vou te dar um conselho: você é uma boa pessoa. Com certeza coisas incríveis vão acontecer na sua vida novamente. Mas elas não vão curar todos os seus problemas e dores. Pelo menos, não enquanto você não aceitar que apesar de todos os nossos esforços e renúncias, nem sempre as recompensas nos trazem a alegria desejada. E está tudo bem, desde que você entenda isso e se livre da preocupação de tentar ser feliz 24 horas por dia.
A vida pode ser mais leve e tranquila.
“Ser cristão não é andar sem tempestades, é aprender a dançar na chuva com a confiança de que Deus segura o céu.” ☁️✨
Como Lykaios, espírito ancestral dos lobos, não temo ser visto como predador — pois quem conhece sua própria natureza não se esconde do olhar dos outros, apenas caminha firme entre a sombra e a luz.
a parte mais bonita de mim.
Eu não sei em que momento você deixou de ser apenas alguém que eu amava e passou a ser um lugar. Talvez tenha sido aos poucos, como essas coisas importantes costumam acontecer, primeiro na maneira como sua presença mudava o peso dos meus dias, depois na falta que fazia quando não estava, até chegar ao ponto em que já não era possível distinguir saudade de vontade, lembrança de esperança, passado de alguma coisa que ainda insistia em nascer.
Existem amores que chegam como tempestade. O nosso nunca me pareceu assim.
O nosso sempre teve mais a ver com a luz entrando devagar pela janela de manhã, com aquela paz estranha de encontrar alguém e sentir que, por alguns minutos, o mundo finalmente parou de exigir alguma coisa. Você tinha esse efeito sobre mim. Não precisava fazer nada extraordinário. Bastava existir perto o suficiente para que as coisas comuns ganhassem outro tipo de beleza.
É o que mais me assusta.
Porque eu poderia esquecer uma conversa, uma data, uma tarde específica. Poderia até tentar convencer a memória de que determinados momentos não foram tão importantes assim. Mas como se esquece a sensação de ter encontrado alguém diante de quem a própria alma parecia descansar?
Eu te amo também nas pequenas coisas.
No silêncio que não precisava ser preenchido. No jeito como eu imaginava seus olhos encontrando os meus depois de um dia difícil. Na vontade de te contar alguma coisa quando acontecia, mesmo que fosse absolutamente insignificante. No desejo de dividir contigo não apenas as grandes conquistas, mas também as partes mais complicadas da vida, o cansaço, a preguiça, uma música, uma rua bonita, uma noite qualquer.
Porque amar você nunca foi somente querer você.
Foi querer a vida quando ela tinha você dentro.
E talvez por isso tenha existido tanta gratidão.
Gratidão por ter conhecido uma pessoa capaz de despertar em mim uma ternura que eu nem sabia que ainda possuía. Gratidão pelos momentos em que o mundo parecia pequeno o bastante para caber entre duas pessoas. Gratidão por cada instante em que eu olhei para você e pensei, quase sem perceber como pode alguém ser tão bonita quando simplesmente está sendo ela mesma?
Eu não precisava de uma versão perfeita sua.
Nunca precisei.
Queria que você se enxergasse pelos meus olhos...
Queria justamente aquilo que não podia ser ensaiado, seus defeitos, suas contradições, seus dias bons e seus dias difíceis, o que você escondia e o que deixava escapar sem perceber. Queria conhecer aquilo que existia por trás daquilo que todo mundo conseguia enxergar.
Porque há uma intimidade maior do que tocar alguém.
É ser autorizado a conhecer seus lugares inacessíveis.
E eu teria ficado ali.
Mesmo quando você não soubesse o que dizer. Mesmo quando o mundo pesasse demais. Mesmo quando você duvidasse de si. Eu teria querido ser aquela presença que não exige que você seja forte o tempo inteiro. Aquela espécie de abrigo silencioso onde você pudesse simplesmente existir.
A fita de amar alguém é isso, olhar para uma pessoa e, em vez de desejar que ela se torne aquilo que você imaginou, desejar que ela tenha liberdade suficiente para continuar sendo aquilo que é.
E ainda assim permanecer.
Ainda assim escolher.
Ainda assim olhar.
Porque algumas pessoas não são apenas desejadas. São reconhecidas.
Como se alguma parte nossa dissesse, antes mesmo que a razão consiga explicar, é você.
E eu reconheci você.
Reconheci na primeira vez e reconheceria em outras vidas, em outras cidades, em outros nomes, sob outras versões de nós mesmos. Reconheceria sua maneira de existir mesmo que tudo ao redor mudasse. Talvez porque certas coisas não sejam guardadas pela memória, mas por uma região muito mais profunda da gente.
Por isso, se um dia tudo aquilo que fomos virar apenas uma lembrança distante, eu ainda vou considerar bonito o fato de ter existido.
Não porque tenha sido perfeito.
Mas porque foi verdadeiro enquanto aconteceu.
E se o amor tiver mesmo alguma forma de eternidade, talvez ela não esteja em permanecer para sempre ao lado de alguém. Talvez esteja em conseguir carregar uma pessoa dentro de si sem precisar aprisioná-la.
Então eu não quero transformar o que senti em posse.
Quero transformar em permanência.
Daquelas que não fazem barulho.
Que continuam existindo numa música qualquer, numa noite silenciosa, numa lua cheia, numa vontade repentina de olhar para o céu e lembrar que, em algum lugar do mundo, alguém já fez você enxergar beleza onde antes havia apenas escuridão.
E se algum dia você se perguntar se foi amada de verdade, espero que a resposta encontre você antes mesmo da pergunta terminar.
Porque houve alguém que olhou para você e não viu apenas uma pessoa bonita.
Viu casa.
Viu oceano.
Viu a parte mais delicada de si mesmo refletida em outros olhos.
E, por um instante raro e inexplicável, teve a sensação de que finalmente tinha encontrado aquilo que tantas músicas tentam descrever quando falam sobre amor.
Não tô falando do amor que grita.
Não tô falando do amor que prende.
Mas aquele que simplesmente olha para alguém e pensa
se for para existir alguma coisa bonita neste mundo, que seja o tempo que eu tiver ao seu lado.
Minha mãe partiu, mas deixou uma missão, Meu filho, não procure apenas ser lembrado… procure deixar valor na vida das pessoas. Hoje cada vitória minha carrega um pedaço dela.
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