Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue

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Às vezes, as pessoas de quem gostamos não gostam de nós e não há nada que você possa fazer sobre isso. Eu sei como é quando alguém não corresponde ao seu amor. Mas você não pode fazer as pessoas gostarem de vocês.

Sex Education
1ª temporada, episódio 7.

O que me dói não é o que há no coração, mas essas coisas lindas, que jamais existirão...

A paixão é mentir tudo o que você não é. O amor é começar a dizer a verdade

Quando recebo uma injúria, preciso erguer a minha alma tão alto, que a ofensa não chegue até mim.

Para uma comunidade, não há melhor investimento do que dar leite aos bebês.

Winston Churchill
Livro Churchill by Himself

O caminho da sabedoria é não ter medo de errar.

Não há poema em si, mas em mim ou em ti.

Acordo com a voz safada de Cazuza repetindo em minha orelha fria: "quem tem um sonho não dança, meu amor."

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

Steve Jobs

Nota: Trecho de discurso em Stanford, 2005

Aprende que quando você está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Quando eu me olho no espelho, só sei que não me vejo como os outros me veem.

Andy Warhol
The Philosophy of Andy Warhol: From A to B and Back Again (1975).

Quem quer não a liberdade, mas o Estado, não deve brincar de Revolução.

Nossa liberdade é parcial, todos sabem. Não me refiro ao país, e sim à nossa liberdade individual, minha e sua. Sempre que toco nesse assunto me vem à cabeça aquela frase que citei outras vezes: 'O máximo de liberdade que podemos almejar é escolher a prisão em que queremos viver.' É isso aí. E quais são essas prisões? Pode ser um casamento, ou, ao contrário, um compromisso com a solidão. Pode ser um emprego ou uma cidade que não conseguimos abandonar. Pode ser a maternidade. Pode ser a política. Pode ser o apego ao poder. Enfim, todas as nossas escolhas, incluindo as felizes, implicam algum confinamento, em alguma imobilidade, e não há nada de errado com isso, simplesmente assim é a vida, feita de opções que nos definem e nos enraízam.

Mas às vezes exageramos. Costumamos nos acorrentar também a algumas certezas e pensamentos como forma de dizer ao mundo quem somos. É como se redigíssemos uma constituição própria, para através dela apresentar à sociedade nossos alicerces: sou contra o voto obrigatório, sou a favor da descriminação das drogas, sou contra a pena de morte, sou a favor do controle de natalidade, sou contra a proibição do aborto, sou a favor das pesquisas com célula-tronco. Esse é apenas um exemplo de identidade que forjamos ao longo da vida. Você deve ter a sua, eu tenho a minha.

Dá uma segurança danada saber exatamente o que queremos e o que não queremos, no que cremos e no que desacreditamos. Mas onde é que está escrito, de fato, que temos que pensar sempre a mesma coisa, reagir sempre da mesma forma?

Ao trocar de opinião ou de hábitos, infringimos nossas próprias regras e passamos adiante uma imagem incômoda: a de que não somos seres confiáveis. As pessoas à nossa volta já haviam aprendido tudo sobre nós, sabiam lidar como nossos humores e nossos revezes, estava tudo dentro do programa e, de repente, ao mudarmos de idéia ou fazermos algo que nunca havíamos feito, subvertemos a ordem natural das coisas.

Quando visito algumas escolas, encontro estudantes um pouco assustados com as escolhas que farão e que lhe parecem definitivas. Tento aliviá-los: pensem, repensem, mudem quantas vezes vocês quiserem, é permitido voltar atrás. Digo isso porque eu mesma já reprimi muito meus movimentos, minhas alternâncias, numa época em que eu achava que uma pessoa séria tinha que morrer com suas escolhas. Ainda há quem considere leviana a pessoa que se questiona e se contradiz, mas já bastam as prisões necessárias - para que cultivar as desnecessárias?

Optei pelas medidas provisórias. Por isso, todos os anos eu faço uns picotes na minha constituição imaginária e jogo os pedacinhos de papel pela janela: é assim que comemoro o Dia da Independência. Da minha.

Não tenho medo de morrer, talvez não haja o desconhecido, haja um velho amigo.

Maturidade: não significa o quanto você viveu, significa o quanto você aprendeu.

Meu apelo por uma revolução espiritual não é um apelo por uma revolução religiosa.

Hipótese é uma coisa que não é, mas a gente faz de conta que é, para ver como seria se ela fosse.

A vida no interior, embora não deixe a mulher mais elegante ou preparada, ensina como escutar o coração - e entender seus instintos.

Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar, tem gente enganando a gente, veja nossa vida como esta.

Como se eu procurasse não aproveitar a vida imediata, mas sim a mais profunda, o que me dá dois modos de ser: em vida, observo muito, sou ativa nas observações, tenho o senso do ridículo, do bom humor, da ironia, e tomo um partido. Escrevendo, tenho observações por assim dizer passivas, tão interiores que se escrevem ao mesmo tempo em que são sentidas, quase sem o que se chama de processo. É por isso que no escrever eu não escolho, não posso me multiplicar em mil, me sinto fatal a despeito de mim.

Clarice Lispector
Crônicas para jovens. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Nota: Crônica Dois modos.

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