Amigos Nao Precisa ser do Mesmo Sangue
VIVE EM MIM UMA SAUDADE
Encarcerado no peito sentimentos imersos
Não vejo a inspiração que um dia pude ter
Já não tenho forças pra refazer meus versos
Pouco a pouco, eu sinto a aflição me vencer
Sou um pensamento vazio e sonho infértil
No alvor, sou noite desperta e duro fardo
Sussurra sensações escuras na alma frágil
Onde a poética já não é mais deste bardo
Minha poesia cansada, versos em pranto
O talvez cinzento, em vão, e tão infinito
Aflito. Esgotou em mim qualquer encanto
Preciso de razão, de motivo, uma vontade
Pra ter e haver aquele sentido mais bonito
Devoluto, pois, vive em mim uma saudade...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23/09/2021, 18’43” – Araguari, MG
Seu esforço será recompensado por tudo que você fez. Não ligue se já sofreu por qualquer motivo! Leve tudo isso que você fez ou deixou de fazer como aprendizado e transforme em sabedoria. O destino sabe exatamente a hora de nos presentear com coisas boas, mas nunca espere por ele, vai que ele não existe ? Corra atrás! Sofra, chore, grite, se esperneie. Viva a sua vida, com certeza você tem espectadores! Sorria(:
Morra, morra imediatamente.
Não quero mais essa flecha terrível perfurada no meu peito,
Não quero mais essa dor toda vez que me mexo,
Não quero mais essa dor toda vez que respiro,
Não quero mais lembrar,
Não quero mais viver assim,
Morra, por favor.
Sentimento ruim e sentimento fraco,
Sentimento sem sentido,
Por qual motivo ainda te guardo?
Nenhum, não há esperança, não há futuro,
Só há morte,
Morte de tudo menos de tua memória,
Então morra.
Morra, morra ontem e para sempre.
Morra e leve contigo as palavras de afeto algum dia já proferidas,
Morra e leve contigo tudo menos meu coração,
Me devolva meu coração,
Morra e não volte mais, por favor.
Ou volte, se quiser,
Mas não há volta, porque eu já morri.
Morri e te quero morta,
Porque mesmo em grande dor,
Eu ainda desejo tua companhia.
Então morra.
Poesia, um ato de expressar o que sente, é a arte de viver, é você perceber, que não há limite pra vencer, é você apreciar a mais bela inspiração, sentida do fundo do seu coração, que trará emoção.
Pai que não conheço! Pai que outrora me enchia a alma e agora retira de mim o seu olhar, chame-me até Você! Não fique calado tanto tempo! O Seu silêncio não deterá esta alma sequiosa... E será que um homem, um pai, iria se zangar vendo o seu filho, que inesperadamente retorna, atirar-se em seus braços e gritar: "Estou de volta, meu pai! Não se zangue por eu ter interrompido a caminha que, segundo a sua vontade, deveria ser bem mais longa..."
Não é preciso muito para que tudo esteja bem em nossas vidas.
Uma boa refeição, uma palavra de conforto basta.
Estamos tão acostumados, que mal percebemos que é apenas uma ilusão.
Na verdade, nada está bem, nem vai ficar.
Nos apaixonamos por tantas coisas pequenas. Tantas coisas banais.
Mas o principal aqui é descobrir o sentido da vida.
Por ser algo tão dificil de se descrever, nos sentimos incomodados.
Mas somos amorfos, por isso ficamos maravilhados com tudo.
Quando a tristeza bater a sua porta e te fizer pensar que a sua vida já não tem mais valor, olhe bem ao seu redor e perceberá então que ainda existe alguém que sempre te amou e que já deu tudo por voce.
Ame as pessoas que estão ao teu redor e de a elas o máximo de valor, pois não sabes até quando permanecerão contigo.
A maturidade não é medida por pela quantidade de pelos na face, ou de cabelos brancos na cabeça
E sim pela quantidade de pessoas que você deixou chorar no seu ombro
ESPERANÇA (soneto)
Saudades de ti, me vem com ternura
Teu nome, ao amor, não é indiferente
Entre o poetar, e nos versos murmura
Recordação, nos suspiros, de repente!
Longe de ti, o pranto, mísero, tortura
Essa solidão, que geme tristemente
Mas, as alegrias vividas, porventura
Abalança o tormento, tão presente
Nesse amargo sofrer, o teu nome
A florescer na secura do cerrado
No peito o saudosar, me consome
Ao evocá-lo... agridoce atmosfera
Que no desejo é mais que desejado
E, na inspiração... ainda te espera!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31/01/2020, 07’03” – Cerrado goiano
Olavobilaquiando
DEIXA... (soneto)
Deixa que a poesia a dor devasse
A dor de amor que não é segredo
Pois, a todos tem o mesmo enredo
Mais cedo, ou tarde, se mostrasse
De todo o afeto, não tenhas medo
Tenhas no esperar que tudo passe
Aos desenganos encare a tua face
Nas perdas nem tudo é só degredo
Basta de pranto! enxugue a emoção
Deste amor que o poetar consome
Melhor o sofrer sobejo que ter ilusão
Ouça o poetar do coração, imerso
Que vocifera pelo certo sem nome
No tempo, se revela, o exato verso
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Essa garota, ela é ótima! Ela é como... um raio de sol. Tudo fica melhor com ela por perto, e eu não suporto a ideia de um idiota magoá-la. Não dá.
INTENSO (soneto)
Tens, no abraço, o calor que não é engano
Do amor: tão aceso no desejo, tal a pureza
Que a minha razão permanece na certeza
Do feitiço, da quimera e do anseio humano
E, nos encantos da sensação, a total viveza
Tristeza?... não. Pois, o querer é soberano
E na alma é permanente, e de chama acesa
Tão brando no verso: em cadência e beleza!
És afago e carinho, sob os olhos: um abrigo!
Amigo!... Intenso!... em acordes na emoção
Tão dos sonhos, que parece um amor antigo
E, te digo: - igual não há no trôpego coração!
Se distante e na saudade, um severo castigo
Flor amorosa, que perfuma e aderna a paixão.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
08/01/2020, 05’09” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
VERSOS GENUINOS (soneto)
Não me devaneei na quimera... Perdi-me
Na indecisão, entre os amores. E descobri-o
Junto de ti, vivo, bem vivo... E tão gentio!
E na escolha do querer, ao coração sublime
E há mais do que galgar, sem ser íngreme:
Há o que no desejo, ao tocar, tem arrepio
E no olhar, o tal brilho, aquele que é luzidio
Que faz histórias, e aos sonhos não oprime
Ah! Como é bom contigo estar, ó prenda!
Tão ansiada. Onde a paixão não é fugitiva
E entenda: - és tu a mais feliz das alegrias
Se é uma terna ilusão, ou talvez uma lenda
Assim possa, então, à inspiração ser cativa
E ao amor, os versos genuínos, das poesias
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
09/01/2020, 06’35” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
PENAR (soneto)
De outras sei que já não sou a ti importância
Tu, querendo menos do que o querer parece
Tu, amando pouco do que o amor quisesse
E entre lágrimas e preces... a dura distância
De modo que a paixão perdeu a fragrância
O olhar sem o desejo... a melancolia tece
Um coração frio, como se nos polos tivesse
Certo, amor, já é outra a real circunstância
Então, da minha atenção um vazio fazes...
Silencioso, e tão repleto de entretanto
Que nas linhas da afeição só tolas frases
Já não mais ouves o poetar em pranto
Nem mais voga a dor que assim trazes
Essa, dor doída que no peito dói tanto!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
Olavobilaquiando
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