Amigos Desconhecidos
Todo dia fico lembrando da sua partida
como ela foi dolorosa.
Nunca imaginei que naquele dia,
seria o fim de nossa história.
Você foi embora rapidamente
e me deixou no escuro e no frio lentamente.
Você foi embora e não me viu chorar,
Mas mal sabia eu que iria voltar.
Aquelas conversas estavam tão boas por que
tinham de acabar?
Inveja,Ciúme e Ódio vieram me encontrar,
então disse a eles que eu iria esperar e que
nada iria me atentar.
Foi passando o tempo e nada do garoto,
e quando menos percebi eles já tinham me pegado.
Xingamentos, choros, fúrias, ódios e tudo o que pode imaginar
foram passando por minha cabeça sem se questionar.
Depois de dias vi que nada daquilo iria adiantar.
Parei e pensei no que poderia fazer para melhorar,e percerbi que só o
destino poderia me falar.
Passado-se muito tempo com dor e sofrimento no coração, aqui
estamos novamente,
para esclarecer as dúvidas de minha mente.
Mas antes de tudo eu queria te perguntar, a resposta pode ser SIM ou NÃO mas tenho
que falar:
Rapaz nunca imaginei que aquele seria o fim de nossa
história, mas são suas palavras que irão decidir agora, a pergunta é:
Quer continuar?
QUEM SÃO ELES?
QUEM ELES PENSAM QUE SÃO?
Por que pensam que podem pensar, por mim, por ti, por nós? Nem que fossem patrióticos, pensadores, religiosos, altruístas, doutores, filósofos, outros com naturezas assim afins com o Bem maior e universal... Nem mesmo assim!
Não deixarei ninguém mais pensar por mim. Ainda mais esses desacreditados e no fundo, no fundo desconhecidos.
QUEM SÃO ELES?
QUEM ELES PENSAM QUE SÃO?
Madalena de Jesus
Era ele, mas quase não era. Ou não era mesmo. As pessoas íntimas quando passam a estranhas adquirem um novo formato aos nossos olhos. O cabelo estava menos liso, ou era a camisa muito largada. O olhar e o aceno da mesa à curta distância tinham um quê nervoso, uma falsa naturalidade que não lhe era comum (ou já era eu não percebia), e deixavam claro que não nos levantaríamos dos nossos lugares para um cumprimento mais próximo. Não que temêssemos uma recaída, mas porque não sabíamos lidar com tamanho esfacelamento da intimidade; nós, que já dormíramos e acordáramos juntos durante tantos anos, não sabíamos ser senão desconhecidos. Ambos tentamos uma alegria, mas ela veio descalça e tão desamparada que não convenceu nem a nós mesmos. Estávamos demais um pro outro ali, ou de menos. Apressei-me em ir embora e saí com um sorriso congelado, desconcertada como uma criança diante de um presente que não fora o pedido, as mãos crispadas a amassar o passado e um pensamento cruel que imaginei passar também pela cabeça dele: como se tornam desinteressantes as pessoas que deixamos de amar!
Talvez era melhor eu te dizer o quanto ficas linda com o cabelo desse jeito, ou quando mexes inofensiva com a ponta do dedo nos teus caracóis. Mas isso seria demais, então prefiro ficar aqui a olhar para a tua beleza.
Se Vênus Contasse
Uma desconhecida atravessa o caminho de um desconhecido.
Um desconhecido conhecia uma desconhecida.
O desconhecido lembrara de ter visto a desconhecida em algum momento.
A desconhecida de cabelos coloridos fora xeretada pelo desconhecido que queria se enturmar.
O desconhecido foi implicante com a desconhecida.
A desconhecida foi bem-humorada com o desconhecido.
O desconhecido viu que a desconhecida era lerda.
A desconhecida viu que o desconhecido era bobão.
O desconhecido ficou intrigado com os cabelos da desconhecida.
A desconhecida disse que seu cabelo era rosa ao desconhecido.
O desconhecido sugeriu que a desconhecida o pintasse de azul.
A desconhecido queria culpar o desconhecido pelo resultado.
O desconhecido disse que sugeriu a desconhecida um gênero musical.
A desconhecida não soube o que pensar sobre ao que se referia o desconhecido.
A desconhecida era diferente do desconhecido.
O desconhecido se sentiu desconfortável pela desconhecida.
Mas os desconhecidos pareciam que já se conheciam.
Faz tempo desde este dia.
Aqueles desconhecidos são mais desconhecidos.
Aquelas criaturas desconhecidas encantaram-se uma pela outra.
Aquela desconhecida apaixonou-se por aquele desconhecido.
Aquele desconhecido apaixonou-se por aquela desconhecida.
Seus toques desconhecidos tornaram-se conhecidos.
Hoje, o desconhecido abriga-se no futuro.
Eles esperam ser felizes com seus conhecimentos.
O bobão sudestino com a sua implicância; A lerda sulista com os seus cabelos negros, porém castanhos.
Nunca pense que a noite chega para apagar o dia. Ela chega para favorecer e lumiar os desolados, os sofridos de guerra, aqueles que mesmo tendo um teto para abrigar-se, por vezes sente-se descoberto. Famosos por suas benfeitorias, desconhecidos e parentes da sua própria agonia.
Se hoje tudo que minha mente pensa não condiz, mera verdade vinda lá de fora, e assim escrevo nas folhas já utilizadas, certos padrões vivenciam espécies lógicas, folhas estocam paradigmas, representações nunca antes vistas, questões fisiológicas raras e continuas, raramente se prosseguem ao passar dos dias..porque na verdade, ir além da imaginação consciente e inconsciente, valorizam a todo modo o propósito.
A estupidez humana se torna evidente quando vemos o Universo seguindo leis, enquanto o ser humano se acha notório o suficiente para desconsidera-las.
O verdadeiro segredo é seguir o seu próprio padrão. Ouse ir aonde jamais um homem foi antes e mergulhe fundo no desconhecido sem medo.
A genialidade e a loucura realmente compartilham uma fronteira tênue, pois ambas operam além dos limites da normalidade, explorando os territórios desconhecidos da mentalidade humana.
Os livros são os estimulantes mais potentes para a mente, proporcionando viagens a mundos desconhecidos, encontros com personagens fascinantes e a oportunidade de explorar os recantos mais profundos da imaginação.
Todo aquele falso amigo que alerta aos companheiros alcoólatras por divertimento sobre locais de ocorrência das Lei Seca, com uso de bafómetro, erra e comete perjúrio moral perante a lei da vida.
O comunicante é tão irresponsável quanto o infrator, que incorre em possível desgraça anunciada da própria vida, da vida dos seus entes queridos muitas das vezes crianças e dos muitos infelizes desconhecidos que nada tem haver com o comportamento de um doente que leva a vida com tanta estupidez.
