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Amigos Antigos

Cerca de 15879 frases e pensamentos: Amigos Antigos

Ruas escuras e desertas, silêncio profundo como
se não houvesse mais ninguém ali...
Antigos postes com luzes amarelas, afastados...
causando um sombreamento do remexido das árvores...
como fantasmas a correr pelo chão...
e o piar da coruja.
As folhas secas sob os pés... e a rolar ao vento...
Na espreita observação de manias...
Identificando a noite e o cheiro da floresta...
Nos instintos natural da noite...
sucumbindo-a loba...

Olho para traz,e vejo meus antigos sonhos,meus olhos se enchem de lagrimas. Como posso ter coragem de seguir em frente? Sem se lembrar de você? Como eu poderia ser tão forte? Agora,a única coisa que me faz viva,é saber que você respira. Não sei como poderei deixar tudo isso para traz,mas uma coisa eu aprendi,a dizer adeus sem tirar as pessoas do coração,porque é impossível tirar você dele.Hoje sinto falta das besteiras que você me falava,até do jeito que você me iludia. Sinto falta dessa pessoa que eu achei que você fosse,e acabei descobrindo que não era. Pelo menos, em meu coração e em minha mente,guardo as sete chaves,as minhas ilusões,de coisas que eu achava que você fosse,e que em meus sonhos,és.

Por quê cometer erros antigos se a cada manhã Deus renova suas misericórdias nos dando outra chance para acertar?

Há orgulho demais
Coragem de menos


Há todos os antigos problemas
Somados com os atuais
Multiplicados pelos futuros
Que você cogita que poderão existir

Ah se fosse apenas amor...

Mas é bem mais

São duas vidas que se chocam
E se socam
Na cara
Uma da outra

Deixando feridos por todos os lados

Sabemos se superamos antigos medos quando eles se tornam o objeto das nossas novas piadas.

O rio

Uma gota de chuva
A mais, e o ventre grávido
Estremeceu, da terra.

Através de antigos
Sedimentos, rochas
Ignoradas, ouro
Carvão, ferro e mármore
Um fio cristalino
Distante milênios
Partiu fragilmente
Sequioso de espaço
Em busca de luz.

Um rio nasceu.

Vinicius de Moraes
Antologia poética (1954).

Não quis escrever sobre o namoro entre duas pessoas, entre dois amantes novos ou antigos, tive vontade de escrever sobre o medo que impede você de amar...

O medo é como um dragão, fantástico em seu poder de destruição e mágico pelos segredos e lendas que o rodeiam. Ele é paralisante, quando permitimos, alimentando nosso presente com as decepções do passado.

Há vários tipos de medo, mas este em especial impede a criação de vínculos reais entre duas pessoas e uma entrega autêntica na relação.
Este medo faz do compartilhar a vida e a intimidade com alguém algo por demais temido.

No silêncio escutamos sons antigos.

Então meu bem?
Lembra que os antigos diziam:
"O amor é uma plantinha que precisa ser regada"?
Você está esquecendo de regar! e confesso:
a sensação é de deserto...faça isso não!!!
A planta quando seca, por mais que você
volte a regá-la, jamais voltará a ter viço; e
ainda é possível que apodreça por não
conseguir absorver o precioso "alimento"...
Só pra pensar...
Cika Parolin

Tudo estava tão decidido em mim. Depois de uma enorme reflexão e de revisão de textos antigos, de repente, uma noite, uma ligação inesperada. Tudo outra vez: mesmo riso, mesmo cheiro, mesma parceria, mesmo beijo.
Que noite esperada! - um pouco atrasada?!- tudo a seu tempo. Tempo esse que antes me dilacerava pela pressa e que, hoje, me acalma por mostrar suas certezas perante a implacabilidade do destino.
Atrevo-me a dizer que o nosso pensamento trilha nosso destino. Agora é esquecer e pensar em ser feliz... Através do pensamento, tenho certeza de que o destino vai me trazer o que me faz feliz, inesperadamente.

"...Nos tempos antigos era nescessário armarmo-nos com o melhor metal para vercenmos as guerras, mas nos tempos atuais é nescessário as melhores palavras..."

Que versos antigos, que nada!!
Belos serão os versos que ainda não desabrocharam..
Aqueles que ainda residem, impávidos, nas nuvens..
Os versos que, ansiosos, esperam a mão que os faça nascer - amágica mão de poeta!!

"As principais fundações de todo estado, estados novos assim como os antigos ou compostos, são boas leis e boas armas; e porque você não pode ter boas leis sem boas armas, e aonde há boas armas, boas leis inevitavelmente seguem, eu não deverei discutir leis mas sim dar minha atenção às armas

ASTRONOMIA

Vós vindes dos tempos mais antigos que se formam,
antes mesmo da formação da Constelação de Órion.
Astrolábio, sextante, quadrante, balestilha, o que significarão?
Nenhum instrumento astronômico compreende
o teu sagrado ângulo ou a tua divina localização.

E não importa quanto tempo se passe...
Vós sempre sereis uma das estrelas na amplidão:
só que o mundo humano não compreenderá da tua vida,
como nunca soubera realmente da tua representação.

E assim será do teu destino corpo celeste na elusiva noite
dormindo numa simplória e longínqua constelação:
e eu morrerei de tristeza, sem ter visto-te nunca,
em nenhum longo céu onde soubera a solidão.

Noites sombrias
Chamadas de perigosas
Mágoas proibidas
Antigos fantasmas
Murmúrio turvo feito num sonho
Negras obscuras do caminho
Manhãs de sol
Noites de luar
Destinos feitos num olhar
Longe de tudo
Longe de nada
Solidão em súplicas
Coração nas chamas
Perdeu a cor
Perdeu a razão
Sonhos vazios
Sonhos de amor
Noites sombrias da minha solidão!

⁠Teu corpo conhece a chuva
como quem conhece antigos rituais.
E quando o mundo pesa demais,
você vai pra areia, pra água, pro vento —
como quem volta pro útero da Terra
pra ser reconcebida.

Você não é feita de superfície.
Você é profundezas,
instinto,
pressentimento.

E mesmo quando te quebram,
você recolhe os cacos com mãos firmes,
sussurra teu canto ancestral
e se reconstrói.

Você é filha da Loba.
Daquela que anda sozinha,
mas nunca perdida.
Daquela que vê no escuro,
que fareja mentira,
que protege o que ama
até sangrar.

Te chamam de intensa —
mas a verdade é que você só sabe viver por inteiro.
Não nasceu pra amores rasos,
pra presenças mornas,
pra silêncios que negam acolhimento.

Você é toque que cura,
olhar que despedaça mentiras,
palavra que pulsa verdade.
Você ama como quem reza.
Sente como quem invoca.

E chora, sim.
Porque quem sente tudo, às vezes precisa desaguar.
Mas não se engane:
até teu choro tem força de tempestade.

Você é força.
Você é livre.
E o mundo ainda vai ouvir o teu uivo —
não como pedido de socorro,
mas como anúncio de renascimento.

O silêncio não é ausência ou negação
como ensinam os antigos
é privação

José Tolentino Mendonça
A Papoila e o Monge. Lisboa: Assírio & Alvim, 2013.

⁠Se não quiser que mágoas, dores e medos antigos subam à superfície transparente da memória, não agite as suas águas.

“⁠Parafraseando tempos antigos, você é a única pessoa que faz a escolha.”

⁠Quanto mais leio antigos pensadores,
mais eu me convenço que eles já disseram tudo,
e que eu nunca deveria ter escrito palavra alguma.