Amigos Antigos

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Você não veio ao mundo para caber em moldes antigos.
O desconforto que o novo traz é o portal da transformação.
Permita-se.
Quando a alma se abre,
o infinito acontece.

Gosto do perfume dos livros antigos,
páginas amareladas, ásperas,
como memórias que resistem ao tempo.


Gosto de rir do que é bobo,
do que não cabe na lógica,
mas transborda no riso.


Gosto de comprar inutilidades,
pequenos achados sem função,
mas que enfeitam o instante
e acendem, por um dia,
a alegria.

Máquina do Infinito
William Contraponto


O céu repete antigos labirintos,
com lógica de um sonho recorrente,
estrelas são os cálculos extintos
de uma mente que pensa eternamente.


Os átomos se alinham no compasso
do tempo que não sabe pra onde vai,
há dúvida moldando cada traço,
e o caos revela a ordem que se esvai.


Um pensamento pulsa entre os planetas,
em código que nunca se decifra,
e o vácuo grita verdades secretas
que a razão recusa, mas registra.


O universo é só um pensamento,
máquina viva sem operador,
reflete em mim seu movimento,
sou engrenagem do seu motor.


As galáxias giram como ideias,
que buscam forma e nome sem cessar,
mas toda luz produz suas aldeias
de sombra que ninguém pode evitar.


Se o mundo é mente, somos devaneio
de um cérebro em combustão,
e a vida, esse constante entremeio
entre a matéria e a percepção.


O universo é só um pensamento,
máquina viva sem operador,
reflete em mim seu movimento,
sou engrenagem do seu motor.

Diziam os antigos: o segredo da vida é viver um dia por vez, sem se perder nas sombras do ontem nem correr à frente do amanhã...

Os antigos costumavam dizer: o segredo da vida está em viver um dia de cada vez — sem se deixar arrastar pelas sombras do ontem, nem se precipitar nas promessas do amanhã...

⁠A memória apreende não o passado, mas antigos presentes!

⁠"Mesmo quando o coração arfava sob o peso de dogmas antigos, foi pela tua sagacidade em amar sem amarras que descobri a liberdade de ser inteiro." ©JoaoCarreiraPoeta.


Campinas, 13/12/2025.

Creio que mapas antigos ainda podem ser úteis, e que novoscaminhos semoldam à medida que personalizamos as rotas que trilhamos. Ao observarmos o presente, conseguimos prever possibilidades do amanhã, porque o futuro já começa a se desenhar aqui e agora.

Chuva em Paranaguá

Cai a chuva sobre os telhados antigos,
molhando histórias que o tempo guardou.
Paranaguá veste seu cinza mais belo,
como quem chora, mas não se apagou.

O cais repousa em silêncios molhados,
barcos dançam ao som do trovão.
Nas calçadas, passos apressados,
corações lentos em contemplação.

As ruas refletem faróis e saudades,
espelhos d’água de um tempo que foi.
O cheiro da terra se mistura à brisa,
e cada gota parece dizer: “depois”.

Depois da pressa, vem a lembrança.
Depois do adeus, a vontade de ficar.
Na chuva mansa de Paranaguá,
há uma paz que sabe esperar.

⁠No solo da mente inconsciente, no leito dos mortos antigos, enterramos aquilo que era vivo para vê-lo renascer no útero da mente criativa, transformado pelos deuses imortais.

Talvez eu não seja sábio,
nem chegue eu aos pés dos escritos antigos,
pois sou apenas pó que caminha,
errante em um mundo que não compreendo por inteiro,
obra de uma consciência maior do que a minha.


Sou transitório,
passageiro entre o nascer e o desaparecer,
e habito uma anomalia que chamo de vida,
sem conhecer-lhe a origem nem o fim.
Pois a sabedoria
é o nome que damos
àquilo que pensamos ter entendido,
ainda que o entendimento nos escape como vento entre os dedos.


E se aquele que fez todas as coisas
viesse a corrigir o que julguei correto,
não se revelaria, então,
a limitação da minha própria razão?
Não seríamos tolos
mesmo quando nos julgamos inteligentes?
A vida, portanto,
é um desdém ao entendimento humano,
pois quanto mais cremos saber,
mais nos é revelado o quão pouco alcançamos.


Somente chamo de sábio
aquele que está além da morte e da vida,
além do tempo e da matéria,
o próprio que não compreendemos
e que, ainda assim, sustenta todas as coisas.

Entre nós,
Entre encontros
E antigos desencontros,
Eu renasço.
Renasço descalça,
Com os pés tocando
A memória da terra,
De olhos vendados
Para enxergar
Além do visível,
Mas com o coração aberto
Como um portal sem fronteiras.
Caminho para descobrir
O segredo oculto
Do viver
E o encantamento sagrado
De me amar por inteira.
Sem pedir licença ao mundo,
Sem me curvar a sombras,
Erguendo a chama
Da minha existência potente
Nesta terra que guarda
Os sussurros
Dos que vieram antes.

"Nas trilhas do tempo, o vento a sussurrar,
Segredos antigos nos convidam a sonhar.
Com gestos simples, o carinho a florescer,
E no ceder, encontramos o crescer.


O verdadeiro amor, único a brilhar,
Presente divino que nos faz encantar.
Lembre-se, o que te barra não é amor,
É apenas um desafio, um caminho de valor."

Há dores que deixam de doer e começam a morar.
Instalam-se como móveis antigos — pesados, familiares.
A pessoa acorda, veste a própria batalha e sai.
Sem ela, sente frio.
Porque lutar virou casa.

Não tenha medo de revoltar-se
ante a força de antigos impérios
ou contra sábios heróis
antes moldados a ferro.

FIM


Fim, é se livrar dos antigos desejos.
É refazer todos os planos e esquecer o gosto do seu beijo

Fim, é apagar de mim o seu pedaço.
Para seguir em frente e esquecer do seu abraço

Fim, é olhar para frente e apagar esse passado.
É olhar reto, e focar no presente e te deixar de lado.

Fim, é viver o meu mundo sem você.
É fazer nova morada e enfim te esquecer

Fim, é remover cada amor que você me deu e viver só.
É fazer uma faxina dentro dele para tirar da sujeira ao pó.

Fim, é quando a gente não ama , quando não chama e nem espera
É focar no meu caminho esquecer a saudade
Porque o mundo ainda me considera.

Fim, é esquecer tudo aquilo que um dia você me deu, é se achar em novos aires.
E esquecer que você me perdeu...

Fim, é sim entrega a um algo novo, sem rumo e direção.
Conhecer um novo amor e tirar do coração...

Em fim...me perdeu...

Revisitar nossa galeria de fotos ou álbuns antigos é como revisitar a si mesmo.
Uma travessia silenciosa por rostos que já fomos, por sorrisos que um dia carregaram mundos inteiros dentro de si.

Em cada expressão mora um fragmento de tempo.
Sentimentos que voltam como ecos suaves, lembrando que aquilo existiu, que foi real, que nos atravessou.

Há um brilho no olhar que ainda resiste nas imagens, como se algo de nós tivesse decidido permanecer ali, guardado entre luz e memória.

Então percebemos que muito se perdeu pelo caminho.
Mas também entendemos que sempre escolhemos, consciente ou não, aquilo que permanece dentro de nós.

E entre dores, despedidas e silêncios, existiram instantes raros — momentos singulares em que simplesmente nos permitimos viver.

Talvez seja por isso que às vezes revisitamos o passado:
não para ficar nele,
mas para nos desprender daquilo que já não encontramos mais lá.

Porque há presenças que não voltam a existir em lugar algum.
Nem em tempo algum.
Pois não haverá outro igual a ti.

E compreender isso também é parte do processo de seguir. 🌿

O principal alimento espiritual de nossa época são as selfies, assim como o dos antigos hebreus foi o maná no deserto.

Problemas antigos raramente cedem à mesma cabeça que os produziu.

As chaleiras e os bules
carregam a alma
dos tempos antigos...


São sobreviventes
do silêncio de outrora,
quando o café fervia devagar
e o aroma tomava conta da casa
como um abraço quente em manhã fria...


Eu gosto das coisas
que resistem ao tempo e às modas...
do ritual de ferver a água,
de esperar o pó se misturar nela
para cozinhar com parcimônia
na chama lenta,
de ver a fumaça dançar no ar...
e só depois
coar no velho filtro de flanela ...


Gosto do sabor
que o tempo empresta
às coisas simples,
e das pessoas que, como eu,
sabem que há poesia
no gesto lento de preparar um café
á moda antiga...
sem pressa
e sem cafeteiras modernas...


Eu sou assim...
gosto das coisas,
dos olores
e dos sabores antigos...
✍©️@MiriamDaCosta