Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim
Hoje eu quero ir pra algum lugar
Onde pensassem por mim
estou cansado de tentar
quero parar e ver meu fim
Quero ir para um lugar
onde não sei aonde
passar por um buraco de minhoca
sentado na janela do bonde
hoje eu quero comer fruta do conde
olhando roupas balançando no varal
nos fundos de algum quintal
Quem sabe o vento me carregue
até que o tempo me vença e eu me entregue
hoje eu quero ir pro céu numa charrete
atravessar o rio
carregando uma moeda pro barqueiro
quero esquecer o mundo inteiro
e a vida que me esqueceu
hoje, tudo que eu queria
era poder sentir um pouco da alegria
de saber que eu não sou mais eu
esquecer o que eu fiz de errado
pois o maior erro que eu cometi
foi tentar fazer que alguém me entendesse
Ninguém entendeu
hoje eu vejo minha vida
como um livro que já foi lido
nesta manhã de domingo
ser colocado numa estante e esquecido.
Deus!
Peço humildemente examine o canteiro do meu coração,
Mesmo que conheças a mim e os meus pensamentos.
Se houver alguma muda de pecado,
guia-me pelo caminho da redenção e do perdão.
Não permita, que essas ervas dadinhas se espalhem.
Se por ventura me oferecerem sementes impuras, ajude-me a resistir.
Pois sementes estas como o da ganancia, soberba, ira ou da inveja.
De nada lhe agrada e me da falsa sensação de saciedade.
Afastai de mim esses males, não permita que semeiem o meu coração,
ruis são as sementes e amargos são seus frutos!
Para doenças espirituais não existem remédios pois a ciência é do homem, assim como os pecados são da carne.
Peço auxílio ó meu senhor, que concedeu a mim e ao meu semelhante o mesmo dom da vida, permita-me receber as sementes do amor, felicidade, esperança, empatia, paciência, perdão, resiliência e gratidão.
Para que eu possa cultiva-las e oferecer ao meu próximo o mais doce dos seus frutos. Amém!
Só gratidão
Jesus vive em mim,
Então, dane-se a depressão!
Um dia por vez, até conseguir.
Lutar nunca será uma opção,
Mas desistir, sim.
Pense em você em primeiro lugar,
Mas vá devagar,
Pois um caminho sempre nos leva
A algum lugar.
Curta o percurso,
Não o veja como longo e cansativo.
Terminá-lo não é o objetivo.
Ah, meu amigo...
A cada passo dado,
Seu coração vai ficar acelerado.
Você vai aprender que a ansiedade
É um fardo muito pesado.
À medida que se distancia de tudo,
Sua mente deixará os fantasmas
No mudo.
E então você ouvirá os pássaros cantando,
E, sem perceber, irá se curando.
Começará sozinho,
Numa jornada de autodescoberta.
Dê um passo de cada vez.
No despertar de um novo dia,
A escolha é sua: alegria ou agonia.
Do sedentarismo, é hora de emergir,
E na atividade física encontrar seu sorrir.
Corra, dance, pule, mova-se sem parar,
Libere a energia e deixe-a no ar.
Contra a ansiedade e a depressão, lute.
Encontre na movimentação sua conduta.
Na academia, na trilha, na praia ou no lar,
Há tantas formas de se exercitar.
Escolha o que te dá prazer,
E verá a vida florescer.
Seja esporte coletivo ou individual,
O importante é sentir-se vibrante e visceral.
A endorfina será sua amiga fiel,
Deixando a tristeza cair como um véu.
Com o corpo em movimento, a mente se acalma,
E os pensamentos negativos encontram sua palma.
O suor escorre, levando embora a aflição,
A solidão, o medo e a frustração.
A serotonina traz paz ao coração,
E, a cada passo, surge a superação.
A autoestima cresce, é sua evolução.
Abandone o sofá, a inércia e o tédio,
Descubra a alegria no movimento diário,
Seu melhor remédio.
Lembre-se: não importa o quão pequeno seja o começo,
A constância e o empenho são o sucesso.
Dia após dia, construa sua rotina.
Levante-se,
Vista uma roupa leve, um tênis,
E não se importe com a direção.
A atividade física é a ação
Que combate ansiedade, depressão
E até o medo.
Encontre no movimento o enredo
Para escrever uma nova página na vida.
Esse será o seu segredo.
Que essa jornada seja cheia de conquistas,
Assim como tem sido a minha.
Superando limites, deixo aqui o convite:
Vem pra rua, vem se exercitar!
A atividade física será seu farol,
Guiando-o rumo ao bem-estar total.
Eu trago aqui dentro de mim
Uma dor que me invalida a alma
Tristeza indevida
Que afoga num lago seco
Um ser combalido, a ver
Todo seu tempo perdido
Tanta mágoa incontida
Transformada em lágrima
Lembranças doridas
Jorrando no escuro da noite
Formando um rio tão triste
Este é o rio da minha vida
Que morre
Aqui dentro de mim
Edson Ricardo Paiva.
Hoje eu fiz café
E desfiz a amizade
da saudade que eu sentia
de mim mesmo
Parece a semana passada
Mas faz muito tempo...
Eu sentia um perfume
Que até hoje eu não sei ao certo
A vida não era
Um caminho de estrelas
A vida era o nada
Onde a trilha era delas
Meus pés vão pisando outro chão
Onde o brilho são vagalumes
Hoje eu fiz café só pra mim
Hoje eu vi que tinha
Borboletas coloridas
Bordadas
Na única xícara que não quebrou
A vida ilude
Mas não faz feliz
Acordo outra vez
Agora não sou mais
Um menino de giz
Desenhado num muro
Novamente me vi de pé
Transbordando o café na pia
Acordo de novo
Dessa vez
No mesmo dia
Percebo que nunca mais
Quero estar perdido
O poema de hoje
Ainda nem foi escrito
O dia de ontem
Escurece no esquecimento
Borboleta que pousa na minha mão
Minha única xícara
Linda... e última vida.
Edson Ricardo Paiva.
No dia em que eu houver
De deixar ao mundo algo de mim
Pretendo deixar meu pior.
Desatar meus liames
Esquecer-me
De tantas mágoas e tristezas
E tudo que houver de nefasto
E tudo que houve de nefando
O melhor do lado ruim da vida
A tudo eu hei de abandonar aqui
Quando, enfim, eu tiver que partir
Pois é pra isso que serve a vida
Ela existe, pra que a gente viva aqui
A toda essa carga negativa
Que encaramos, que enfrentamos
Enquanto gente viva
Convivendo com gente assim
A carga é bastante pesada
Pra no fim, não levar-se nada
Eu rogo ao infinito que leve
O que houver de leve em mim
Pois o mundo empenhou-se tanto
Em tirar-me tudo
Eu deixo ao mundo meu pranto
Que é tudo que eu tinha
O que havia de bom
Não foi de interesse
No mais, minha alma é bem leve
E de nada ela serve pro mundo.
Edson Ricardo Paiva.
"O Infinito mundo particular"
De: Tatyane Nicklas
Eis o melhor e o pior de mim
( Não para todos)
O meu termômetro, o meu quilate
(Sou quente ou extremamente fria)
Vem, cara, me retrate
(Suplique se for o caso)
Não é impossível
(Nada é impossível comigo)
Eu não sou difícil de ler
(Apenas Ilegível)
Faça sua parte
(Não me deixe em partes)
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
(Na verdade, ando sem casa. Não pertenço a Lugar algum)
Vem, cara, me repara
(Ou troque os óculos)
Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim
(Eu decido minha vida)
Só não se perca ao entrar
(Eu tenho apenas uma entrada, e varias portas de saída)
No meu infinito particular
(Muitos querem, poucos podem, ninguém consegue)
Em alguns instantes
(O relógio pode parar)
Sou pequenina e também gigante
(Sou do tamanho necessário)
Vem, cara, se declara
(Continue aumentando o grau)
O mundo é portátil
(E muitas pessoas são espaçosas)
Pra quem não tem nada a esconder
(Eu apenas escondo o que não quero mostrar)
Olha a minha cara
(Totalmente indesvendável)
É só mistério, não tem segredo
(Um pouco de charme)
Vem cá, não tenha medo
(Viver com medo é viver pela metade)
A água é potável
(Depende do copo em que se bebe)
Daqui você pode beber
(Se eu oferecer, beba sem medo)
Só não se perca ao entrar
(Por favor, não erre a porta)
No meu infinito particular
(No meu infinito ato em ser...Tatyane Nicklas)
Tatyane Nicklas
( Eu amo tanto a inteligência dessa cantora, respeito-a em todos os sentidos e eu sempre tentei decifrar essa letra, as palavras se misturam em torno de tanta "sentimentalidade", enigmático ato em não deixar totalmente claro, e por este ato em comum, eu decidi responder a letra, mera apologia sentimental)
Marisa Monte
"Tentei manter você perto de mim"
Às vezes fazemos de tudo para mantermos quem amamos por perto, quase que num ato implorável, rogamos para não ser findável o fato tão simples em estar-se por perto, difícil é manter-se longe de um coração que mesmo partido, se parte em partes, ao lembrar-se de quem passou.
Sim, a vida se intrometeu, deixamos de ser você e eu, e nos tornamos...
"Memórias de um passado adormecido, mas que jamais poderá ser esquecido".
Se esta ruim para você, imagina para mim, que tenho que deixar a sobrancelha igual da Frida Kahlo para poder arrumar.
Eu perdi metade de mim, no dia em que soube da doença da minha mãe, eu perdi metade dos meus sonhos e por esse momento nem sei se ainda os tenho, estou sem chão... dor do cão, que não me deixa ver vida na felicidade que não me encontro.
Mãe, sinto sua falta, só gostaria que soubesse que, no dia que partiu, levou-me contigo. Em mim sobrou o resto do que nem sei mais quem sou.
Viver sem você é pior do que nunca amanhecer...
Acho que fiquei com trauma, um serio dano em confiar quando alguém diz gostar de mim, ou me conhecer. Não, eu não quero mais saber disso novamente. Infelizmente sempre o próximo a entrar na nossa vida, sem culpa nenhuma, paga pelo anterior. Como eu sei que também já fui o "anterior de alguém"... Procuro me proteger com a falta de envolvimento.
Se eu pudesse dar um conselho para quem diz gostar muito de mim, eu daria o seguinte: - Segure em minhas mãos e nunca me deixe partir.
Estou tão concentrada em mim, que me esqueci de me esquecer o quanto ainda penso em você. Algo foi roubado dentro de mim, e ainda sinto um espaço mega vazio. Sinto tanto sua falta que parei de sofrer. Sinto que um novo caminho esta se inovando para que eu dê meus passos tortos em linhas certas.
“O Círio e o Espelho”
Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.
Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.
No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.
Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.
“A Santidade do Pecado Que Ainda Me Chama”
Há um altar em mim e nele repousas,
com o perfume dos que foram sagrados pelo erro.
Teu nome não se apaga, apenas silencia,
como se a eternidade tivesse medo de pronunciar o que fomos.
És santo agora dizem os anjos,
mas eu, que te amei no pó e no fogo, sei que há cinzas que ardem mais que a chama.
Tua inocência não me consola;
ela me fere, como a pureza de um véu sobre um corpo que ainda treme na lembrança.
Foste o pecado que ajoelhou,
o amor que quis absolvição,
mas o divino não apaga o humano, apenas o exila num suspiro.
Eu não sonho contigo apenas descanso nas fronteiras do que não pode voltar.
E quando o sono me concede tua sombra, não desperto: permaneço suspenso,
entre o sacrário e o abismo,
onde tua voz ainda pede perdão
por ter amado demais.
Na carne, morre-se uma vez;
no espírito, infinitas.
E em cada morte tua dentro de mim, renasce o silêncio,
funéreo, ardente, onde minha alma te beija pela última vez
sem jamais te deixar.
CATEDRAL DA CISÃO INTERIOR.
Há dias em que sou lâmina
há noites em que sou abismo
Em mim a razão constrói altares
logo depois o delírio os incendeia
Penso com rigor antigo
sinto com fúria primitiva
sou ordem que se ajoelha
sou caos que aprende a rezar
A lucidez ergue-se como torre
a vertigem responde como mar
uma promete sentido
a outra exige verdade
Carrego duas coroas invisíveis
uma de espinhos silenciosos
outra de luz que cega
Quando amo sou excesso
quando penso sou ruína
e no centro desse império partido
governo-me sem trono
Ainda assim caminho
pois mesmo dilacerada
a consciência avança
como dor ferida que se recusa a cair.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
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