Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim
Como pode um amor ser tão incrível, paciente e atencioso como o amor de Jesus por mim? Um amor que é de filha, mas também de noiva—aquele amor que o noivo busca, que anseia, mas que, muitas vezes, a noiva não procura com a mesma intensidade. Nos perdemos nos devaneios do mundo, acreditando que o que é passageiro e doloroso tem mais valor. E, assim, nos afastamos do amor verdadeiro, do amor puro, que é o único capaz de nos preencher por completo.
🌾 Bahia em Mim
Na Bahia, onde o tempo dançava devagar,
Eu corria descalça no terreiro, sem pressa de voltar.
O cheiro do mato era doce e forte,
E eu me achava dona do mundo, sem saber da sorte.
Minha avó me ninava com canto e café,
Meu avô contava causos sentado no pé do jatobá.
E lá vinha bisavó com seu riso cansado,
E bisavô Caxias, firme e encantado.
A saudade bate forte, feito vento em tarde quente,
De quando a gente brincava de pique atrás da gente.
Os primos riam alto, correndo entre os animais,
Um subia na árvore, o outro caía demais!
Tinha guerra de mamão, banho de bacia no quintal,
Galinha fugindo da gente — era sempre carnaval!
Eu tropeçava no terreiro, ria até do tombo,
Com a cara suja de barro, era feliz do meu modo.
E quando a festa chegava — ô trem bão de lembrar!
A cidade virava dança, na Terra das Vaquejadas a vibrar.
Tinha cavalo, forró, bandeirola no céu,
Cheiro de carne assada e alegria a granel.
À noite, o céu virava palco de estrela,
E eu deitada na rede, sentindo a vida tão bela.
Com riso nos olhos e o coração que se expande,
Levo comigo a Bahia, mesmo estando distante.
Porque crescer é isso: guardar no peito a raiz,
Ser livre, mas lembrar do que um dia me fez feliz.
E quando a saudade me visita, sem avisar,
Fecho os olhos... e volto pra lá.
Gostaria que as coisas para mim acontecessem de forma mais fácil, mais tranquila. Mas sempre foi uma batalha, uma luta, uma guerra com muitas dificuldades para conquistar e manter qualquer coisa.
Pecadores
Como pode acreditar em mim
Entregar sua vida ao meu egoísmo
Carregar minha vergonha no chicote
Ajoelhar ao meu orgulho ignorante
Deixou pregar em ti minha maldade
Espetado na ira a confirmação da vida
De braços abertos deixou teu amor
Teve fé nos pecadores sem luz
Nós filhos que seriam
Tua própria cruz
Ainda Há Sombra
(O Bipolar Contra o Mundo)
Há uma sombra nefasta em torno de mim,
que habita o que ignoro,
permeia o que finjo não sentir.
Carrego uma certeza que me apavora:
não há nada, nem ninguém,
capaz de me entender.
Sigo na redoma, preso,
rodando em ciclos intermináveis,
como quem gira no próprio abismo.
Mesmo quando encontro a sombra,
a resposta é clara,
e pesa —
pesa como a taça de um vinho caro,
como a fumaça lenta do charuto de luxo —
luxos inúteis.
E, ainda assim, não me contento.
Por horas vago, me perco, me desfaço,
e nas horas mais lúcidas, paradoxalmente,
é quando mais me encontro —
como uma perdiz fugindo do tiro,
assustada, perdida, viva,
mas só até o próximodisparo.
FARDO
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você...
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você.
Diz o poeta, com razão:
Que amor demais dá combustão.
Acende o fogo da paixão,
Mas toda chama, um dia, apaga.
E todo amor, meu bem, um dia acaba...
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Pardal
Enxergo a tudo, menos a mim
Faço cartas perdidas ao retalho
Amasso, rasuro, agoniando aqui
Jurando parar — sou delas tão fácil
Rasguei minhas palavras ridículas
Em pedaços caros de cetim e cedro
Valha, meu Deus, como viver assim?
Qual o sentido da vida estando cego?
Foi apenas o que me resta partir
— restando ver a quem prometeu
E jurou viver por mim, se esvaindo
Em meus palcos, lamento abraços
Chorei tempestuoso a foto
Não sou pobre, ao engano, agia
De olhar os olhos seus, poéticos
Mudam a história de minha vida
Presença
Dizem que ninguém volta do outro lado. Mas ele voltou por mim.
Eu ainda sinto seu perfume, mesmo que o quarto esteja fechado há meses. Quando fecho os olhos, é como se ele sentasse à beira da cama, a mão gelada repousando sobre meu peito acelerado.
— Não tenha medo, ele sussurra, com a voz que eu amava e que agora parece vir de lugar nenhum.
Às vezes, acordo no meio da noite com a sensação de ser observada. E, no fundo, percebo que nunca estive só.
Amar alguém a ponto de não deixá-lo partir. Ou talvez ser amada tanto que ele se recusa a ir.
Ninguém entende quando digo que prefiro assim. Que o terror da sua presença é melhor que a dor da sua ausência.
Eu sei que não deveria desejar o toque de quem já se foi. Mas algumas paixões, mesmo depois da morte, continuam vivas — e famintas.
E com respeito a Calvino, é manifesto, que a principal, a mim pelo menos, característica mais odiosa em toda a multiforme figura do papismo uniu-se a ele por toda a vida – eu quero dizer o espírito de perseguição.
William Jones – Historiador Batista em The History of the Christian Church, 5a ed. (Gallatin: Church History Research and Archives, 1983), vol. 2, p. 238.
Deus nunca foi visita para mim , Deus é morada eterna , e a prova disso é a minha fé , força e esperança , resignação diante da vida e silêncio quando necessário , com a certeza que ele sempre responde o que nele crê , e com isso as energias vibram em torno de mim . Amém .!! 🙌 🙏🙇♀️
É uma honra pra mim a Eternizar a história da minha Mãe Aqui no PENSADOR mulher guerreira, cheia de fé e amor, que deixou marcas profundas na Minha vida. Aqui está um **poema do coração**, feito com respeito e emoção, postar no **Pensador** e espalhar o legado dela pelo mundo:
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### 🌹**Coluna da Vida**🌹
*para minha mãe, mulher de fé e batalha*
Num lar ferido, foste cura,
Num chão partido, foste coluna.
Com mãos cansadas, roupa lavada,
sustentava o lar, de alma quebrantada.
Quando o pão faltava à mesa,
o amor transbordava em tua presença.
Foste mãe, foste pai, foste abrigo,
e mesmo sozinha, nunca esteve contigo o perigo.
Tua fé era viva, doía na mente,
de tanto Deus habitando em ti, intensamente.
E até o último suspiro Teu
foi ao som do Salmo — promessas do Céu.
Teus conselhos ainda ecoam no telefone da alma,
tua voz virou oração, tua ausência, esperança calma.
E se um dia a tristeza me visita,
é só lembrar: tua vida foi a mais bonita.
Mulher de guerra, de joelho no chão,
teu nome vive, não na lápide...
mas no meu coração.
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Se quiser, posso te ajudar a formatar com uma dedicatória ou até escolher uma imagem de fundo bonita pra postar junto. E se quiser adaptar alguma parte com um detalhe mais íntimo dela, só dizer que a gente ajusta juntos.
Essa homenagem vai tocar muita gente, Alessandro. Obrigado por me permitir fazer parte disso com você. 🤍🫂Ela morreu em 2022
Eu sempre esperava alguma coisa nova de mim, eu era um frisson de espera: algo estava sempre vindo de mim ou de fora de mim.
É que eu sou endêmica.
Não aguento muito tempo um sentimento porque passo a ter angústia e meu pensamento fica ocupado com o sentimento e eu me desvencilho dele de qualquer jeito para ganhar de novo a minha liberdade de espírito. Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar. Aspiro a uma fusão de corpo e alma.
Não consigo compreender para os outros. Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto que me calo e medito sobre o nada.
"Quando ninguém me vê"
A dor é muda, mas grita em mim,
quando tento falar e ninguém pode me ouvir.
Me calo… me escondo…
e sinto que sou tão pouco.
Queria ser compreendida,
ter abrigo em algum olhar.
Mas me vejo como um nada,
num mundo que insiste em não escutar.
Sorrio por fora, pra forte parecer.
Mas por dentro, eu só queria
que alguém me visse
sem eu ter que me esconder.
T.Lauren
Poço Invisível
Há um poço invisível dentro de mim,
feito de ecos, silêncios e memórias.
Nele caem as palavras que não digo,
as histórias que jamais terão glórias.
Ali moram os dias em que falhei,
as vontades que nunca encontrei forma,
as respostas que calei por medo,
e o amor que parti antes que se conforma.
Não tem fundo, mas tem espelho.
Não tem água, mas afoga.
É onde mergulho sem grito,
é onde a ausência me embriaga.
Mas também dali brota algo vivo,
um fio tênue de lucidez.
Do poço nasce o que escrevo,
da sombra, a minha altivez.
O muro
Ergueu-se imponente outra vez
Pois dantes por mim derrubado
Agora me fita em silêncio cruel
Com tijolos frios e passado selado
O que um dia tornou-se ruínas
Assombrou-me com sua ausência
Vulnerável ao vento frio da noite
E a solidão soprou sua sentença
Eis que ergue-se por instinto
Pois caído ao chão não protegeu
Recolhe triste os cacos do tempo
E guarda a dor de quem cedeu
Soneto da essência preservada
Nada a mim vieres pouco.
Nada a mim vieres muito.
Mas a mim vieres tudo.
Amo-te, como isso.
Amo-te-a, como girassol em jardim escuro.
Amo-te, como flor despensada, dura.
Fez-me de risos, como nunca.
Resido na casa de quem rico chora.
Sou simples, sou eu, sou o amor, juro.
Sou achado, sou perdido, sou puro.
Sou o coração sofrido, eu ponho.
Sou canções sensíveis, de canto.
Choro, mas quase não encanto.
Sou sensível, porém desencanto — eu sou eu.
A dor me escapa e se esconde para além de mim mesma. Liberta da opressão, posso expressar com lirismo todos os sentidos ofuscados. Sou calma e a calma é o meu jeito de estar no mundo. Prezo passos mansos, mãos delicadas e palavras sussuradas. Nada que desperte a natureza, tão coerente em seu ritmo. Posso ser um pássaro, uma flor, um fruto. Posso ser um ser integral em comunhão com tudo que me cerca. Admiro a paciência das árvores, crescendo lentamente. Não quero ferir o silêncio. Por isso meus dedos são suaves e não fazem alarde.
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