Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim
Postar algo meu é difícil, porque nem sempre o que está dentro de mim é o que as pessoas querem ver.
“Sinta a doce brisa da manhã querida, e deixe o vento brincar em seus cabelos. Sorria para mim, e deixe-me admira-lá por alguns segundos. Não me importo se serão os últimos de nossas vidas, não me importo com nada contanto que sorria, para a vida... Para mim querida.”.
De tudo - que foi tão pouco - que nós vivemos, restou em mim apenas sentimento. Esse, ainda minuncioso, arrisco dizer, inclusive, que evoluiu, já que não me faz mais sofrer, mas persiste, não passa. Incomoda-me toda vez que enxergo possibilidades - mesmo sabendo de todos os nossos erros, conhecendo toda a nossa história. Às vezes me pego me perguntando se para você ela realmente existiu. Parece que faz tanto tempo, mas nem faz tanto tempo assim.
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Eu estava entre o relacionamento mal resolvido (só para mim) que ainda era totalmente nostálgico e me alfinetava vez ou outra, e o relacionamento maluco que era, basicamente, uma troca de pedidos piedosos, desejos não realizados, encontros desencontrados. E eu estava exatamente nesse lugar, tendo a certeza deplorável de que era só porque eu não tinha mais para onde ir, já que não sei ser sozinha.
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O que há de imperfeito, é o eu que eu sou. Que atinge a mim mesma, sem remorsos, sem dó.
As vezes imagino, como poderia ser melhor. Como poder encarar, tudo de outra forma. Mas se põe longe, muito longe. E me prende a mim. Quem sabe eu, fosse um pouco diferente...Diferente de tudo que sou,
diferente do que já fui.
De baixo das cobertas, acordada, sozinha, não é ser nada diferente. È a clássica "fuga" que fielmente pratico. E tenho certeza ! Estou me afogando. Os meses passados, que mesmo sem saber, foram a despedida, da pouca felicidade, que acreditava possuir.
Agora ela está reprimida, como tudo que há em mim. Apertada ! Encolhida pela mágoa, que sufoca aos poucos as batidas do coração.
Melhor seria então, se renderem a mágoa ! Parecem de bater, silenciosamente e indolorosamente, me poupando do tal "titulo" e a entrar na grande lista, me tornando assassina, assassina de mim.
Mas hoje eu sei, que a vida é algo a mais. E mesmo que minha alma, queira entregar os pontos, talvez haja alguém, que ainda há faça segura-los, talvez Deus ! Não tenha desistido de mim.
E por isso e por muito mais, sou de profunda gratidão ! Pois aqui dentro sei, que não quero que ele desista.
È maravilhoso saber que alguém, pelo menos alguém, ainda vê possibilidades em nós, ainda mais esse alguém, sendo o único e verdadeiro, em que posso confiar.
E eu aceito com orgulho, hoje entendo, como é bom ser a minoria ! A minoria que dedos apontam com risos insanos, e Deus cuida, protege e acolhe como seus filhos.
E os donos destes dedos, que se afundaram ao final. Na maior das profundidades, que até com todo meu adoecer, jamais cheguei, e nem pretendo chegar.
Por isso agora sei, agora entendi, no que se resume minha vida: Preciso ir, quero ir, devo ir para casa. Uma casa que ainda não sei onde fica.
Mas um dia vou encontra - lá, pois na hora certa, Deus estará a minha espera ! Pois nessa casa existe, em sua casa existe, finalmente ! Um lugar para mim, que ele vai guardá-lo, com todo o carinho.
Finalmente o lugar que me espera, um lugar onde até mesmo eu, tenho o meu.
Não há nada seguro, garantia ou mapas, mas eu acredito, e já possuo as chaves.
E se tudo isso for uma parte, mesmo que pequena, deste caminho, eu vou segui-lo, porque ao final dele, eu vou encontrar. Final que se torna um novo começo, pois ai então, abriremos as portas, portas que me fizeram, escolher o caminho mais difícil, mas que é o melhor.
E eu sei que existe esse lar ! Não sou em quem digo, mas sim, Deus ! E lá será de uma paz e uma beleza tão grande, que não poderá ser compara a nenhuma beleza do mundo. Imaginável aos olhos dos homens. Daquilo que peca, odeia, inveja, entristece e mata... Aquilo que é imperfeito, tudo aquilo que é humano.
Mas Deus tem misericórdia, Deus me dará o perdão, e mais que essa vida, mais que bens materiais, ele me dará algo que a nem a morte será capaz de me tirar.
Um lugar para se chamar de lar.
O tempo me enrola, atrapalha, e adianta. Levou de mim, o que um dia eras eu, e a mim trará, o que ainda serei.
As vezes acho eu, que de tudo poderia recordar ! Dia após dia, que até hoje passei.
Que lindo seria, se tal poder me pertencesse, porem não o tenho, e talvez não mereça.
Mas como há de se esperar, eu não podia desistir.
E assim pensei: Quem sabe se tivesse, deixado a cada dia, uma referencia ! Uma porta de acesso para o passado que se calava ? Mas se assim o fizesse, seriam tantas referencias, que se enroscariam umas nas outras, tornando-as novamente, confusas e passageiras, demais a minha memória.
O quanto eu pagaria, o que tanto faria, para ter se quer um segundo, daquilo que já se foi. O guardaria em uma caixinha, sem o deixar escapar !
Para sempre que desejasse, reviver ou retocar, e assim me abrigar àquele momento, fazendo da caixinha, o lugar mais seguro, mais zeloso e hospedeiro do que meu próprio ser.
Esse ser que aos poucos, foi trancando as portas, criando labirintos e engolindo as chaves, perdendo assim, tudo que na mente havia, e arrancando cruelmente, o que estava no coração.
Esse velho coração, que agora só lhe resta, o movimento de pulsar, e ainda assim faz cansado e desamparado, conforme os anos vão passando, o pulsar é mais devagar.
Alma inútil és a minha !Como pode me abandonar ?
Eu tanto ter sonhado, tanto ter sentido, e agora acaba com os pedaços de uma vida toda !
Uma vida que passou voando a qual queria reviver, e se possível beber novamente, das mesmas águas.
Entretanto a dias e sonhos, que não devem ser lembrados, apenas vividos e sonhados.
E se para mim não telos, agora és pura angustia, és porque talvez,
nunca os tive realmente.
Só deixei passarem pelos olhos, pelas palavras e pelos sentidos,
sem saber deixar a eles, um pedaço de mim,
e comigo guardar, uma parte deles.
Onde ficou minhas palavras ?
Onde ficou meu coração ?
Ficaram no passado.
Passado em que vivi,
mais talvez,
nunca tenha pertencido.
Não pertenci, por medo de me entregar.
E agora me entrego a morte,
sem ter nada para dizer adeus.
Os sentimentos tatuaram em mim, a incapacidade do ser humano em se dar por satisfeito, sem ter que tentar compartilhar, o que tua alma és a um outro
alguém.
"Amo à distância, respiro a pura ânsia de ter perto de mim.
Sem você... noites sem fim,com dias assim...cinzas sobre mim."
Viagem
Fazendo uma viagem dentro de mim.
Vejo tudo que tenho de melhor e pior.
Peguei uma carona na vida, estacionei
na obediência. Virei a esquina da rebeldia,
entrei na rua da Revolta, passei pela
Av. Mudanças e peguei outra estrada.
Nessa estrada havia um caminho
chamado Tranqüilidade, que por ele
passava o rio da Paciência, com um
cheirinho de calma.
Vi que tudo ali era belo, perfeito.
E como não existe perfeição, desviei
meu curso pisando fundo no Vale das
Aventuras que tinha uma passagem
secreta à cidade dos Perigos, que
tinha como capital: Confusão e um
interior chamado Ódio.
Consegui achar uma saída de emergência
que se chama arrependimento. Entrei
no ônibus da saudade e voltei dessa
maravilhosa viagem que tem por nome: reflexão.
Mulher fatal III
Queres coisar-me como amiga fatal,
o lindo coração sem rejeitares a mim
fica-me a cousa amada sem pejo;
um ser tão coisado em vosso coração.
Queres coisar-me a vossa amizade,
amo a tua amizade em vosso ser...
Que pelo mau gosto já vos perde;
fico a coisar-te como bom amigo!
Queres coisar-me como bela amiga,
dai-me o vosso lampejo tanto amor!
E cousas eternas sem ser perigosas.
Queres coisar-me como doce amiga,
dai-ma as cousas em vossa amizade
coisar-me de ti a vossa amizade.
O QUE PASSOU
Suspirei neste momento
e sorri de mim mesma.
Em um desses clássicos da comédia da vida,
lembrei de nós dois.
Antes te amava com ardor,
tinha toda e venerada paixão.
Hoje, não mais.
Não sinto nem amor,
nem rancor.
Hoje não sinto nada.
Quando você vem à mim,
nada mais gira ao teu redor,
a não ser as folhas de outono.
Penso, tento imaginar
como aquilo tudo
é um nada agora.
Parece até que nunca te vi,
que nunca sofri.
E parece que nada perdeu,
nada sofreu.
O que passou, passou...
E tua vida já não me importa.
Ontem é um passado esquecido;
hoje um presente vivido;
e amanhã um futuro compensador.
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