Ameniza minha Dor
Ah minha linda flor•
Ficarei a teu lado até mesmo na dor•
Vamos passar por barreiras com nosso amor•
Sei que muitos não te dão valor•
Bem sei que não foi esses simples versos que te conquistou•
Talvez meu jeito se sonhar, agir te tocou•
Pai eu não não sou daqui o senhor conhece meu coração e conhece minha dor, cuida de mim para que eu não precise ir até ti
A dor que antes não era minha
Agora não para de arder
Fico pensando a todo instante
O que eu fiz para você
Eu sei que fui muito sincero
Com o que tinha em meu coração
Mas se isso não te interessa
Do que vale o perdão.
Meu olhar fixo na janela
Da nossa cama, aquele cantinho
Onde as 5 da manhã
Vinha bater, cantando o passarinho
Sei que aquilo te incomodava
Mas a lembrança vem na cabeça
Que o amor tem momentos bons e ruins
O ponto é paciência e delicadeza
Para que na estrada da vida
Esse querer não padeça.
...
Fulgurei no picadeiro ao transformar dor em metáfora. Maquiei a minha retórica e retoquei a sua anáfora.
Recitei tais repetições ao esgotar minhas alegorias. Evitei as contradições e mergulhei na poesia.
Cunhei minha resiliência ao acordar da letargia. Carreguei as raízes nas asas e abdiquei da nostalgia.
Amputei um passado longínquo ao bancar tal decisão. Alinhei o que era oblíquo e persisti na fulguração.
Não sei fingir, não sei segurar minha dor, não desafio, não entendo o porquê, não preciso da mentira, não consigo entender o NÃO.
Canto de Acolhimento
Cantei para as nuvens no céu nublado.
O tempo sentiu a dor na minha voz.
O vento soprou suave e também entendeu.
As árvores choraram ao ouvir o meu canto.
Elas sentiram a minha dor.
Será que estavam com pena de mim?
Eu as olhava fixamente.
De repente veio a chuva
e os pássaros também cantaram.
Estava tudo tão calmo e frio.
A chuva se fez forte
e também se pôs a cantar.
O seu canto competiu com o meu.
Então, calei o meu canto
e apenas ouvi a chuva.
Ela não queria competir com o meu canto.
A chuva queria acolher o meu canto.
E mostrar-me que a minha dor era a sua dor.
Cada vez que você me fere eu tento não deixar que a dor ofusque a minha razão, tento te perdoar e entender que você mais que eu é quem precisa de cura.
Peço que se afaste com seu sorriso e sua visão de paraíso que eu quero passar com a minha dor / Por favor não leve a mal, esse meu pedido um tanto quanto teatral, alegando tristeza etcétera e tal, é que foi insuportável ve-la em outros braços aos beijos e abraços chamando alguém que não sou eu de meu amor / No calor desse momento, me aflora um sentimento que não tem explicação, Em que situação me provoca esse vazio sinto até um calafrio ao ver no meu grande sonho uma enorme desilusão / Uma insatisfação vem me dizer que no âmago do meu ser protesta um coração /
Com o perdão da má palavra o chicote que me lavra me lapida de emoção.
Um dia acredito que minha dor irá acabar, só espero que nesse dia, as pessoas que um dia me deixaram assim, não sejam hipocritas em aparecer no meu funeral.
Eu sempre soube que era errado. Cada sensação profunda em minha pele poderia criar dor, mas era essa dor a única capaz de dilacerar meus pensamentos. Era uma constante guerra para descobrir o que gritaria mais alto; a agonia ou a gritaria em minha mente.
A MINHA DOR
O que é isto que rasga meu soneto em sofrência
E de onde está poética que sussurra em alta voz
Versos frios, que tortura, dum amor na ausência
Que me devora por inteiro, num sentimento atroz
Triste sensação, desilusão em riste, rima triste
Há um tormento no peito que sufoca e agiganta
Tudo tão cinza, e uma prosa penosa que insiste
Numa dolorosa poesia que resiste e desencanta
Aonde estão as trovas tão cantadas com alegria
Aquela doce poesia, não o silêncio que me resta
A solidão, pensamento amargo e a paixão vazia
Cadê os versos, aqueles com ventura ao dispor
Com estória e histórias não essas que molesta
Pois cá neste versar penalizado só a minha dor...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 setembro, 2021, 14’25” – Araguari, MG
LUTO
Minha poesia fez-se pesar dum amor ido
Uma dor no sepulcro onde saudade sente
Lembrada, suspirada, sentimento sofrido
Evocado da recordação, mas tão presente
Oh, versar, porque és tu, tão imperador?
Minha prosa vive a sonhar nos desvarios
Dos beijos, dos carinhos do amado amor
Num desejo de inteirar os versos vazios
Estouvada poética, carente de venturas
Não vês que o meu estrago é tão duro
Rasga o coração, e farto de amarguras
Cá fico a olhar e imaginar um atributo
Para então versar a este amor tão puro
Mas, o verso se traja de nostálgico luto!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30 setembro, 2021, 11’08” – Araguari, MG
Queria escrever poemas
sobre flores e amor
Mas na minha intima
natureza
Só escrevo sobre dor.
Dor do coração,
da alma e da solidão
Desejo o seu perdão
para escrever uma
linda canção.
SANTA TERESA DE ÁVILA
Santa Teresa de Ávila
Escutai a minha prece
Retira do meu peito toda a dor
Traz ao meu ser alegria
Dá a nós, pobres mortais
A recompensa do amor
Acalma os desolados e já sem fé
Pede ao Senhor que nos perdoe
Todas as falhas cometidas
Assim minha Santa Teresa de Ávila
Seremos fortificados e viveremos
Para o Senhor, só para o nosso Senhor
Amém
Troquei.
Troquei os meus versos de poemas pelos teus lábios.
Troquei minha dor e solidão pelo teu afago.
Troquei meu esquecimento pelo teu abraço.
Troquei o rancor e a dor pelo sorriso que é só teu e é o meu amparo.
Troquei tudo isso porque sei que tu és meu esconderijo onde a escuridão ou a ferrugem.Jamais conseguirão me encontrar pois elas não entendem o que é amar.
Sei que nem em cem bilhões de anos,poderia me completar por si só.Pois eu te digo e reafirmo você é justamente a metade que eu estava custando a encontrar.Sinta-se disposto a ser o meu novo lar....
Transformando a dor em experiência, esforçando minhas decisões no campo de algo além da minha visão.
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