Ame mas Nao Seja Trouxa
Talvez a gentileza que tanto incomoda — quando vem dos homens — seja o pé na bunda da nojenta grosseria “masculina” que se vê por aí.
Por mais incômodo que seja o Barulho da lata vazia, jamais roubará a Paz daqueles que sobreviveram ao Caos da própria lata cheia.
Há barulhos que incomodam porque são muito estridentes, repetitivos, insistentes.
Mas há outros que assustam pelo que carregam dentro: o peso de uma consciência inquieta, o ruído das próprias contradições, o eco de escolhas que já não podem ser desfeitas.
Quem um dia precisou conviver com a própria lata cheia, sabe reconhecer muito bem a diferença.
Aprendeu que nem todo Barulho merece resposta e que, muitas vezes, o silêncio não é ausência de argumentos — é apenas a serenidade de quem já não precisa provar nada para ninguém.
A lata vazia quase sempre faz questão de anunciar sua presença.
Bate, reverbera, chama atenção.
Confunde volume com conteúdo e movimento com importância.
Mas o tempo tem uma maneira estranha e implacável de revelar o que existe por trás do estrondo: algumas coisas fazem barulho justamente porque não têm nada dentro.
Quem sobreviveu à própria lata cheia, ao próprio caos, entretanto, já atravessou tempestades muito mais difíceis.
Já ouviu o barulho dos próprios medos, enfrentou o peso das próprias escolhas e aprendeu, a duras penas, que paz não é viver sem ruídos — é não permitir que eles determinem o que acontece em nós.
Por isso, há um momento em que o barulho externo perde o poder.
Não porque tenha ficado menor, mas porque a nossa atenção deixou de ser grande demais para ele.
A lata pode continuar batendo…
Pode até reunir uma plateia para aplaudir o estrondo.
Ainda assim, quem encontrou a paz depois de sobreviver ao próprio caos não se assusta com qualquer barulho.
Sabe que, no fim, conteúdo não precisa fazer tanto barulho para existir.
E vazio nenhum se torna profundo apenas por aprender a ecoar.
quando a pessoa passa o próprio problema para outra pessoa a história será apagada, até que seja reescrita.
- Às vezes o amor pode se tornar a sua pior mentira, talvez seja por isso, que eu ando gritando em meu travesseiro? - Não, o amor é um sentimento que se utilizado de forma correta, pode mover mundos e restaurar fundos, sentimentados e fálidos. - Porém, não estou precisando de cama e muito menos de travesseiro. Descobre-se então que dormir no chão, não é uma péssima opção. Nunca me senti tão bem acolhida como agora. - Males que faz bem, há poucos.
Cavalos selvagens, venham me buscar, venham rápido antes que o tempo deixe de ser tempo e passe a ser apenas uma bússula, essa mesma que todos podem até tentar possuir, mas poucos saberão como utilizar.
Homens que cobra muito estão aptos para trabalhar numa
financeira,mas não para desenvolver relações saldaveis
regadas a um sublime amor.
Quem cobra muito de si se torna seu próprio carrasco e quem cobra muito dos outros se torna algo deles.
Homens inteligentes não excluem,abraçam.
Criticam menos e elogiam mais.Apostam tudo que têm naqueles que pouco têm ou que mais precisam.
Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.
Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.
Ver algo que não foi preparado pelo verbo é entrar no campo das sensações não organizadas, da alucinação, da loucura.
NÃO FALTA ninguém no jardim. Não há ninguém:
somente o inverno verde e negro, o dia
desvelado como uma aparição,
fantasma branco, de fria vestimenta,
pelas escadas dum castelo. É hora
de não chegar ninguém, apenas caem
as gotas que vão espalhando o rocio
nestes ramos desnudos pelo inverno
e eu e tu nesta zona solitária,
invencíveis, sozinhos, esperando
que ninguém chegue, não, que ninguém venha
com sorriso ou medalha ou predisposto
a propor-nos nada.
Esta é a hora
das folhas caídas, trituradas
sobre a terra, quando
de ser e de não ser voltam ao fundo
despojando-se de ouro e de verdura
até que são raízes outra vez
e outra vez mais, destruindo-se e nascendo,
sobem para saber a primavera.
Ó coração perdido
em mim, em minha própria investidura,
generosa transição te povoa!
Eu não sou o culpado
de ter fugido ou de ter acudido:
não me pôde gastar a desventura!
A própria sorte pode ser amarga
à força de beijá-la cada dia
e não tem caminho para livrar-se
do sol senão a morte.
Que posso fazer se me escolheu a estrela
para ser um relâmpago, e se o espinho
me conduziu à dor de alguns que são muitos?
O que fazer se cada movimento
de minha mão me aproximou da rosa?
Devo pedir perdão por este inverno,
o mais distante, o mais inalcançável
para aquele homem que buscava o frio
sem que ninguém sofresse por sua sorte?
E se entre estes caminhos
– França distante, números de névoa –
volto ao recinto da minha própria vida
– um jardim só, uma comuna pobre –
e de repente um dia igual a todos
descendo as escadas que não existem
vestido de pureza irresistível,
e existe o olor de solidão aguda,
de umidade, de água, de nascer de novo:
que faço se respiro sem ninguém,
por que devo sentir-me malferido?
Não sejais como o homem que morria de sede no deserto,
que ao deparar-se com uma rosa e com um cacto,
preferiu o perfume da rosa
e desprezou o cacto
que poderia salvar-lhe a vida ao saciar a sua sede.
Hoje, acho que sei. Um dragão vem e parte para que seu mundo cresça? Pergunto - porque não estou certo - coisas talvez um tanto primárias, como: um dragão vem e parte para que você aprenda a dor de não tê-lo, depois de ter alimentado a ilusão de possuí-lo? E para, quem sabe, que os humanos aprendam a forma de retê-lo, se ele um dia voltar?
Não é algo que vai curar rápido. É muito mais complicado. Não existem remédios para corações partidos, o receitável é deixar essa ferida aberta, até ela cicatrizar. Depois de um tempo, você ainda vai lembrar dessa ferida que rasgou fundo o teu peito, mas vai saber também, que foi apenas uma página do capítulo passado.
Quando eu te ligar cantando aquela velha canção.
Não diga que estou enganado, estou resolvido.
Vou dar férias pro meu coração.
Confesso que fiquei magoado, eu fiquei zangado,mas agora passou, esqueci.
Eu não vou te mandar pro inferno porque eu não quero e porque fica muito longe daqui.
(...) que não encontra justificação para o seu pecado mortal, que é viver. Viver ao sol, gratuitamente, como um lagarto.
