Amar um Inutil
A vida é como uma próxima fase de um jogo. Você deve acordar e fazer mais o bem do que o mal, para seguir adiante.
Quando um amor é muito forte,
permanece vivo em suas lembranças
e assim, pode sobreviver à morte...
Osculos e amplexos,
Marcial
O AMOR PODE SOBREVIVER À MORTE
Marcial Salaverry
Para aqueles que se amam verdadeiramente, e que conseguem superar o tempo vivendo um amor completo, mantendo um relacionamento com base sólida, cimentada em muito amor e carinho, sempre preocupa a possibilidade de uma separação causada pela partida de um deles. Como o remanescente sobreviverá ao trauma dessa separação inevitável, é algo que somente o fato em si poderá determinar.
É preciso muita força de vontade para não se entregar ao desespero. É preciso muita vontade de viver para superar esse trauma. Nem todos têm essa força. Nem todos conseguem superar essa dor. Para quem está de fora, é muito simples falar na vontade de Deus, e que o destino quis assim. Mas sua cabeça dá um nó. Seu coração parece querer pular fora do peito. Sua alma chora noites seguidas.
Mas a vida continua, e é preciso começar a imaginar que quem partiu não gostaria de ver seu parceiro entregar-se à dor. É preciso pensar que o amor não morreu, e que em algum lugar poderá estar observando, e se entristecendo com sua incapacidade de reagir. Há que ir até o fundo da alma, para retirar aquele restinho de vida que lá está, e faze-la aflorar. Para vencer a dor da saudade, é preciso aprender a driblar a tristeza que sempre invade a alma, procurando recordar aqueles momentos de muita felicidade vividos juntos. As doces recordações sempre amenizam a tristeza da saudade, mudando uma saudade doída, para uma saudade doida, que inclusive poderá fazer sorrir ao invés de chorar. Há que se entender que, se a morte nos leva o ente querido, jamais levará o amor que foi vivido. Este permanece latente em nosso interior.
Algo que dá vontade de fazer é uma espécie de pacto, para que ambos possam embarcar juntos para a derradeira viagem. Infelizmente quase nunca isso é possível, e o remanescente deverá continuar vivendo, com a certeza de que esse é o desejo de quem partiu, pois o amor quando é verdadeiro, sobrevive à morte. As boas recordações fazem-no viver dentro do coração, que pode parar se não soubermos vencer a dor que insidiosa se infiltra em nossa alma.
E é na busca dessas recordações, que aqueles que tiveram a felicidade de viver um grande e verdadeiro amor devem concentrar suas forças, para poderem fazer de cada um de seus dias, sempre UM LINDO DIA, apesar da tristeza que lhes vai n'alma, que pode ser superada usando das recordações de lindos momentos vividos, e embora a alma chore, o coração pode sorrir...O sempre pode sobreviver à morte...
É nesta presente falta de ar que passamos sempre a viver,
Quase como um sentimento de vazio sufocando o peito,
Isso até enquanto por angústia ou medo,
A falta do entendimento de nós mesmos.
Jorge Jacinto da Silva Junior
Quando me deixou pensei ter voltado a estaca zero
E na busca de um novo amor encontrei um que realmente considero
O amor próprio,o mais verdadeiro,puro e sincero
Lembranças de 1993
Uma bicicleta virada de rodas pra cima e um dínamo ligado a um pequeno rádio.
Era a música que fazia renascer em nós a esperança de que quando a guerra acabasse, voltaríamos de facto pra perto das nossas famílias e dar sequência a nossa adolescência roubada pela guerra.
As feridas provocadas pela fome, doíam no interior do estômago de cada guerreiro que embora pequeno, carregava nas veias a coragem para enfrentar a morte e vencer.
Os meninos bem como os adultos, precisam de esperança e Jacinto Tchipa, apontava o caminho que nos levava a sonhar com o colo das nossas mães que distantes, choravam as mortes de filhos vivos e esperavam por filhos que já não respeitavam.
Onde a fome cantava o soprano, contralto, tenor e baixo, Jacinto Tchipa cantava a esperança do regresso de um grande guerreiro à casa, sem muitas vezes saber que a sua mamãezinha já se não falava, não via, não respirava e muito menos podia ouvir Jacinto Tchipa cantar.
Multiplas fisonomias de um jeito que se pode modelar, defeitos permanentes uma obra prima, desgastada e vazia como um esquero molhado, meu carvão arranhado minha polvorá sacudida, meu gás em você.
"seja quem for, o quê tiver de ser será"
Um evangelho que muda o tipo de roupa de uma pessoa, mais não transforma o caráter dela, não pode ser o evangelho de Cristo!
Eu sou um menino sonhador que queria ser cantor, mas trago sempre no coração muito amor e gratidão.
Distância
Detririou instantes singelos entre nós
Tivemos um amor notável
Construímos inumeros momentos para amargar
Um trageco fim.
De Repente -
De repente surgiu um gesto,
ouviu-se um grito, soprou o vento ...
E num ápice, correu veloz o Tempo
e fiquei sem saber se presto!
De repente, o Céu azul escureceu,
meu olhar ficou velado, marejado,
nasceu o medo, e o teu Amor, calado,
deixou meu Coração, que se perdeu!
De repente, ficámos a sós, sem nos ver,
perderam-se as aves, morreram as flores,
findou a Primavera, ficámos sem nos ter.
De repente, foi nesse de repente,
nesse tão frio e duro de repente que tudo ocorreu,
onde o Ser já nada sente ...
Soneto à Morte do Conde Orgaz -
Lá longe, mais além, onde não vejo ninguém,
existe um préstito funéreo
a que minh'Alma se prende, porque contém,
um profundo olhar etéreo ...
Vão muitos a sepultar, entre lúgubres caminhos,
D. Gonzallo de Tolledo, Senhor da Vila de Orgaz.
"Óh morte, quando é que também me vestes...?" Assim diz, o Poeta-Conde, Senhor da vila de Monsaraz!
E em hora derradeira ouve-se uma voz sem Paz:
Não há ninguém que me conforte,
oiço ainda o Vento chorar trágico e forte!
E tanta gente se vê nos funebres chorões do seu caminho
a abrir com lágrimas de morte, um qualquer destino,
para aquele que foi outrora o Conde de Orgaz!
(Soneto que nasce da belissima Tela do Pintor El Greco em que o tema principal é a morte e enterro do Conde Orgaz.)
Mutação -
Afinal havia além de mim
um outro que eu não via!
Alguém que ao sonho me prendia, sorria!
Alguém que eu não sabia mas sentia!
Não sei se falava em mim ou noutro além,
só sei que entre-gritos o escutei ... e um dia,
quis-me libertar, e consegui,
ao conjugar contigo o verbo Amar!
Por mais que o ego ache estranha a escolha política do outro é preciso respeitá-lo. É marca de um sistema democrático a coexistência de ideias e vontades contrárias. Debates, campanhas, comícios, alternância de poder, tudo isso faz parte da política. O que não deveria existir na democracia é o desrespeito e as brigas. Porque esses ingredientes não são de quem admira a política, mas sim a políticos.
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