Ama se pelo Cheiro
Corpo a Corpo
William Contraponto
Teu cheiro chegou primeiro.
Nem palavra, nem nome.
Apenas pele
em estado de intenção.
Tinhas o torso do erro
que eu nunca quis evitar,
e um olhar de quem conhece
a língua dos labirintos.
Não havia futuro em nós —
havia agora.
Esse agora denso,
que se despe com os dentes
e se escreve no escuro.
Minhas mãos em tua nuca,
teus quadris contra o mundo,
e tudo o que não sabíamos dizer
se dizia ali,
em cada investida.
Não fizemos amor —
fizemos ausência.
Do que disseram que era certo,
do que juramos reprimir.
Fizemos vício,
feito dois animais
com pensamento demais.
Depois, o silêncio.
Não o constrangido —
mas o pleno.
Como quem sabe
que o que aconteceu
não precisa de legenda.
E quando partiste,
deixaste um rastro de ti
no cheiro do lençol,
e um pouco de mim
nas tuas costas.
Cuscuz...
Um prato tradicional da vida.
Rouba a cena com o cheiro;
liberta com o calor
e acolhe com o sabor.
"Hoje, vai chover, eu sei; pois o vento, me lembrou seu cheiro.
Hoje, vai chover, eu sei; pois o gelado do vento, arrepiou-me a pele e me fez lembrar seu beijo.
Hoje, vai chover, eu sei; pois roguei aos céus que chovesse, para mascarar as águas do meu rosto.
Hoje, vai chover, eu sei; pois mesmo quando as lágrimas do céu, não recaem sobre mim, em sua ausência, será tempestade em meu eu, nada de novo.
Hoje, vai chover, eu sei; pois o rugir do trovão, não foi capaz de tirar da minha mente, o seu choro.
Erro, erro, erro sim, de amarguras, meu peito roto.
Avido, escritor, vívido, parvo, o tolo.
Penso em ti, o relâmpago acende o escuro do meu quarto e em um súbito luzir, vejo seu rosto.
O brilho do castanho dos olhos, me paralisa o corpo.
Sinto que estou morto.
Novamente, perdi jogando o seu jogo.
Odeio a chuva, por fazer-me lembrar de quem, destruira o meu todo.
Eu já sabia, hoje choveu; para o meu desalento, amanhã, eu sei; vai chover, de novo..."
O cheiro da noite só me causa dor.
Me lembra teu perfume, relembro o seu ardor.
Era intensidade de alma, intensidade de corpo, intensidade de amor.
Eu sei o que sou.
Posso ser louco, demônio, sua divindade, herege, pecador.
Olho o céu, quando chuva, sou gris; quando Sol, sem cor.
O peito, que um dia fora só paixão, hoje parece-me, ser só rancor.
Lembro-me que cada toque, cada beijo, trazia à sua face, aquele belo rubor.
Ébrio de paixão, o meu ser era só furor.
És a mais bela das flores, mulher, hoje eu invejo cada beija-flor.
Fui escravo de um coração, o qual acreditei ser o senhor.
Nem do império, que fantasio contigo, posso ser o imperador.
Só me restaram as vazias palavras, acabou-se meu pundonor.
Das minhas falácias, eu mesmo sou o trovador.
Vislumbro o horizonte e vejo o Sol se pôr.
Ali eu sei que vai se iniciar o meu torpor.
Pois quando a noite vem, o cheiro dela só me causa dor…
Procurei no vento o seu cheiro
Procurei em ti acalmar meus medos
Procurei em meus lençóis vazios o seu aconchego
Procurei no meu travesseiro o macio dos seus cabelos
Procurei na minha sensatez a sua tez...me perdi de vez
Procurei no abismo profundo dos teus olhos não me perder
Procurei em tudo de você não me perder
Procurei em tudo não te perder
Procurando em tudo... Eu perdi você...
"O problema é que o vento da noite me faz lembrar seu cheiro, transforma meus sonhos em pesadelos, preenche de saudades o meu peito e minha calma em desespero...
Eu gostaria de ter um amor com sabor da fruta preferida. Com cheiro de lugar confortável para o coração. Onde o caminhar juntos represente o prazer de compartilhar.
É tudo tão turvo
Inebriado
Mas tem seu cheiro
E gosto do seu batom
Posso ficar feliz
De não enxergar
Ou triste
De só imaginar
Não sabendo
Acho o que quiser
Sem certeza
Posso ser o único de pé
Esperando pra dançar
A música que só eu ouço
Mesmo assim eu torço
Pra não pisar no pés
De quem me tira o chão
Toda vez que abro os olhos
E fico nessa escuridão
A tatear
Em sua frente
Um futuro que eu invente
Ou talvez exista
E resista
Com medo de se mostrar
Noite de Fogo
Saudades do teu cheiro,
feromônio que embriaga, perfume que marca.
Do teu corpo colado ao meu,
pele na pele, sem espaço pra tempo,
sem tempo pra pensar.
Saudades do teu louco amor,
instinto e entrega,
uma explosão de mundos
que colidem em gemidos abafados.
Teu som, um mantra,
ecoando na bagunça da cama
como sinfonia do caos.
Uma louca viagem,
onde prazer e sentimento se misturam,
um universo que se expande
entre mãos trêmulas e olhos fechados.
Cada toque, uma nova descoberta,
cada suspiro, uma nova língua
que só nós sabemos falar.
Quero mais uma noite assim,
onde o infinito mora entre lençóis
e o mundo lá fora
não passa de um sonho distante.
Vem, bagunça meu corpo,
desordena minha alma,
e me faz perder a razão outra vez.
Cheiro de infância risonha no fogão,
Lenha queimando em ardente brasa
Criança adormecida voando alto
Num mundo colorido e sem asa.
Gosto de café com amendoim torrado,
Perfume do campo lembrando flor.
Lençol branco secando no varal
E no peito da criança somente amor.
O dia amanheceu lindo
O cheiro do café coado
O beijo na boca antes de ir pro trabalho
Nas ruas, o vento fresco e o orvalho
Como é bom viver!
Cada um com seus sonhos
Cada qual em seus passos
Unidos pelo tempo
Separados pelo pensamento
Tristes e esperançosos
Afogados nos sentimentos
Quem irá dizer que estamos errados?
Vi um passarinho bicando a grama em meio aos cacos
Como ser livre no concreto, ciscando asfalto?
Mas ele quer viver...
Quem dirá que está errado?
Como os andarilhos pedintes,
Com corpos mais belos do que
Qualquer um dentro dos carros
O dia amanheceu lindo
Mesmo estando tudo errado.
Ainda que eu tocasse o seu pescoço, sentisse o seu cheiro, beijasse sua boca e ouvisse sua voz, eu precisaria de luz para me encontrar.
A menor luz que houvesse em meus olhos, me levaria a todos os seus sentidos.
Ainda que houvesse uma pequena luz no meu coração, eu encontraria você.
Talento não é nada
Sem você, oh minha amada
Quero sentir o cheiro do teu ser
Quero a sua companhia
Em alegria no meu ser
Dia e noite, noite e dia.
Você vê o azul no céu, mas não pode lhe tocar, assim também é o amor, não tem cheiro, não tem cor, mas você sente o pulsar de seu coração quando ele se manifesta em teu ser.
É algo especial, e palavras a expressar não tem
Você sendo amado, e enfim amar também.
A falta de ti......
Quando deito na nossa cama
Sinto teu singular cheiro
Indiscritível e brejeiro......
Quando me cubro em nosso lençol
Sinto que ele já não me esquenta !!!!
Aí , aí ...... A velha tormenta me atormenta!!!!!
Quando me encosto no nosso travesseiro ......
Que estranho parece de pedra ...pois
Falta aquele contorno perfeito ... Que , só .....só com seu jeito ele falava e sorria de amor !!!
Quando me viro na cama ...... Sinto a falta de teu gemido ... Que me alentava nas entranhas de minha mente aguerrida .....aquela paixão perdida !!!!
Aonde estás que não te vejo ....
Não te sinto mais, em nosso espaço ..
Que é só nosso , e era o nosso compasso !!!
Cama Lençol travesseiro , sorrisos , sorrisos , gemidos e mais gemidos era aqui que o nosso amor nascia as vezes de noite... muitas de dia ... E quantas vezes ....... Dia a dia !!!!
Agora , que Vazio e tristeza ,noites e dias , sem tua descomunal beleza !!!!
A nossa cama não sorri mais com os teus sussurros .....
O nosso travesseiro virou pedra !!!!
Já não se contorce .....pois falta o teu encanto ......
A nosso espaço coitado, clama por teu cheiro .....
Volta amor... pois todos sentimos a falta de teu corpo brejeiro !!!!
Há momentos em que, o som e o cheiro nos conduz... há um sentimento de falta que mistura com um desejo sem fim de ser e estar feliz, assim como foi em algures no passado. Tempo que tudo era real, agora resta pressupor, e deixar a pulsação me levar para outras dimensões...
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