Alvorecer
Todavia, norteando-se pela decepção que afronta-nos a cada alvorecer público, torna-se flagrante descaso com pilar de mesmice dos indivíduos
Dê o passo
Ocupe o espaço
Arme o laço
Lace o alvorecer
Novo dia, ande, ande
Que o chão se expande
Pra você!
Eterno amor
Eterno por simplesmente não morrer
completa-se com o sol ao alvorecer
assemelha-se a eclipse no prazer
esconde-se entre lágrimas e um viver
Sobrevive entre o lembrar e o querer
soberano sem deixar transparecer
o destino encarrega-se de esconder
e o desejo resolve reflorescer
a saudade desse amor faz sofrer
o silêncio temeroso anoitecer
melodias de um amor a merce
sentimentos revelados no prazer
amar como se ama o alvorecer
na tristeza sofre um entardecer
esperanças se renovam ao nascer
novo dia sem promeças e sem você
O alvorecer das letras
Inspirações ?
Me são plurais, a janela traz...
Carícias: a brisa faz.
Em consonância,
meus versos trovam;
e nas rimas leves,
teus lábios vêm.
E assim, em ti centrado,
me brindo, ansiando beijos,
libando amor, de amor fartando !
Superar é resistir a vontade de desistir até o pôr do sol, e recomeçar com o alvorecer de cada dia.
SURDO, CEGO E MUDO
Infeliz gente podre que se arrasta
No alvorecer do milênio terceiro!
Pervertido poder que, galhofeiro,
Na desgraça alheia pisa e repasta!
Tripé desnaturado e rapineiro
A servir tão somente sua casta!
Gládio vil que na pujança nefasta
Não poupa o pobre e infeliz caminheiro!
De que esgotos sobem, assim, aos bandos,
Com seus discursos imorais, nefandos,
A iludir o sofrido poviléu?
Vêm certamente de ignoto averno,
E achando que o poder é sempiterno
Dos umbrais da vida fazem seu céu!
O ALVOR DE MINHA TERRA...
Neste alvorecer de minha terra assisto
Nuance de saudade vertida no cerrado
Uma felicidade e apertura num misto
No peito num sentimento imaculado
Este alvorecer desperta o que existo
De melhor no ver, a surpresa ao lado
Eis-me à beira do louvor, de tudo isto
De um alvor mágico e tão encantado
À tua espera, o horizonte totalmente
Alumiado, matiz que aos olhos berra
E à sensação uma surpresa reluzente
E, quando surges, então, nunca iguais
Vário, impar, o alvor de minha terra
Madrugadas seletas no sempre mais! ....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/02/2021, 04’59” – Triângulo Mineiro
"Sempre vale à pena acordar cedo e ir contemplar o alvorecer à beira da praia. Verás o quanto é mágico o momento em que surge o primeiro raio de sol, trazendo contigo toda a energia crucial para desfrutar de um novo dia."
Um dia ao alvorecer o Espírito Guerreiro encontra a Paz... A Energia se transforma mantendo a vida no seu curso infinito.
Começar e recomeçar no alvorecer do dia
e no declinar da noite. Um dia inteiro para
refletir, amar e cuidar de quem amamos e
nos doar um pouco mais para quem precisa
de nós. O Hoje é único, amanhã poderá ser
um talvez. Talvez as mesmas possibilidades,
talvez as mesmas chances, talvez as
mesmas oportunidades e talvez as mesmas
companhias. O dia de hoje é único e
devemos alvorecer com que há de melhor
em nós.
Ah… que bucólico prazer é vivenciar o alvorecer e contemplar o esplendor crepuscular da Baixa do Lero, ouvindo a sabedoria popular de seu Antônio, num gostoso lero que só existe na Baixa do Lero.
Alvorecer
As águas estavam tão cristalinas naquele amanhecer que pude confundi-las com o céu,
minha respiração continuava descompassada, somente o frescor do vento causava ânimo.
Acamado sem condições de esperar muito pelo ar dos próximos minutos viajei em várias passagens da minha vida.
O quão bom são as lembranças quando elas vêm com a sensação de realidade,
foi maravilhoso rever os sorrisos da minha mãe, foi lindo caminhar até a escola da minha juventude, Tatiane meu amor eu vi você!
Sinto uma saudade do que vi e vive, são tantos rostos, tantos lugares, quem dera pudesse estar por mais um tempo com os meus animais de estimação que em todas as fases foram extremamente carinhosos e verdadeiros comigo.
Quantas lutas, quantas quedas sofri, são tantas as passagens pelo vale das sombras, porém não demorei chorando, não fiquei de joelhos, reagir e olhar para o horizonte sorrindo foram os meus melhores movimentos realizados.
Aprendi, apanhei, me apaixonei, sonhei, abracei o mundo, as pessoas , abracei a verdade lutei contra a mentira, fui leal, cuidadoso, aventureiro, perdi tudo ao mesmo tempo não perdi nada, fui levado pela natureza a evoluir, em alguns lugares que passei deixei meu legado.
As águas parecem tocar o céu, tudo é tão cristalino, lágrimas caem com emoção, a respiração padece lentamente, as minhas mãos caem do lado da rede com o peso do tempo, o vento continua a bater me levando a um novo lugar, um novo alvorecer.
Tudo foi tão bonito.
No calor que perturbas meu ser
no alento de cada alvorecer
lembro-me de quando fui feliz
busco a compreensão
no entanto,
o que me vem a cabeça
são só flexes de um "tempo bom"
e só.
O QUE NOS VALHA
Valorize a vida, a cada instante,
Desde o alvorecer ao sol poente.
Tenha em si, um amor constante,
E o distribua, sempre a toda a gente.
Valorize tudo a sua volta,
Todos que se achegarem a você.
E tire de você toda a revolta,
Que ela só lhe faz, entristecer.
Valorize, o seu lar, sua família,
Seus amigos, seu trabalho, tudo em fim.
Mesmo, até quem o humilha,
E tenha sempre aos lábios o teu sim!
Valorize-se, antes de mais nada,
E saiba que você tem seu valor.
E assim, saberás que Deus lhe valha,
Por que, em você existe amor.
Elciomoraes
O ALVORECER DAS PALAVRAS"
Desamores por ventura
ríspidos sem qualquer ternura.
Afrontados pelas mágoas passadas.
Por águas rasas que afloram sobre pele,
umedecida face de alma seca
a espera de algo que se revele.
Açoitados pela noite,
a dama que nunca espera.
Os corações entregues sem medo
aos espinhos solitários da primavera.
Como se a tristeza trouxe-se cura
e não mais loucura.
Para o despertar dos sonhos,
o abraçar da palavras.
Donde todos os corações adormecem,
em suas milongas embaladas.
Pelo som das ondas inquietas,
aos quais todas as estrelas florescem.
Os versos se desfazem com o tempo.
Se misturam entre as sombras do alvorecer,
como folhas tristes ao despertar do vento.
Da voz inclinada sobre outros ombros.
Do violão a ecoar a solidão,
aos olhos que se escondem em meio aos escombros.
