Alma
“Haveria de incutir em todas as fibras da sua alma a noção desesperada dessa liberdade que eu tanto amei. À custa de palavras marteladas durante o dia inteiro, aprenderia que miserável comédia representa a existência neste mundo, que sonho de escuridão e obscenidade é o caminho do homem sobre a terra. Não, nossa única obrigação é sermos fortes, intratáveis, selvagens na satisfação dos nossos desejos e fantasias. Mas agora me sopram alguma coisa ao ouvido e eu sorrio: bem sei que não passo de um triste fracassado, bem sei que estes planos serviriam apenas para fazerem arder a minha imaginação de solitário, bem sei que apesar dos meus esforços, não consegui burilar senão uma tosca imagem do príncipe que idealizei – mas, santo Deus, desta vez com este dútil barro nas minhas mãos, não levantaria um fantoche inútil, um ser marcado somente pelas ambições fracassadas e vontade aniquilada.”
Assim como cuidas do seu corpo,cuides muito bem também da sua alma,pois se a sua alma estiver iluminada,grande será o seu brilho
Mas para Zeca, para sua alma eternamente imatura, alguma coisa acabara de suceder, e era tão grave, tão decisiva como se lhe fosse outorgada uma maturidade postiça, e ele, a quem a infância fôra dada como destino, viesse bruscamente a perceber o equilíbrio e o tempo, pois o que sentira, mais do que vira ou percebera, fôra uma emoção fund
a e desgarradora, uma certeza sem palavra, sem nome, sem classificação, sem nada que pudesse admití-la ou revelá-la, de que a vida existia - essa coisa infrene, cega, voluptuosa e azul, que do outro lado, com um poder sobrenatural erguia a paisagem e a sustinha em seus luminosos alicerces. Descobrindo a vida, Zeca ao mesmo tempo descobrira a si mesmo e aos outros - e tudo o que ele não identificara durante aquele tempo, Donana, o homem ensanguentado, a cortina, as vozes, aquela flor que sustinha na mão - tudo, todas essas realidades - rapidamente encaminharam-se para seus lugares, ocuparam os nichos vazios, deram consistência, cor e veracidade ao mundo. E descobrindo tudo isto, Zeca havia descoberto a morte.
Apesar de tudo, não há o que tire esse sentimento de minha alma, esse arrependimento de meu coração.
Pessoas como eu não se encontram porque não se procuram. Eu não preciso de uma alma gêmea, preciso de uma alma oposta, que me faça ver o outro lado da vida para descobrir se há felicidade fora daqui.
Às vezes o amor consume nosso espírito, e aprisiona o nosso coração.
E depois cospe sua alma.
O próximo passo é afetar seus pensamentos.
A alma livre, o descompromisso e a transgressão me atraem de maneira peculiar. O pensamento libertário e inovador seduz minha alma de aquariano.
O que a alma sente com o amor: O amor, ele faz você se sentir alegre, feliz, amoroso e romântico; O amor para a alma é a nutrição dela, deixa-a mais saudável mais alegra não aquela solidão que sentimos quando tristes; A alma ela deve ser tratada com muito amor, não é feito um brinquedo.
A cada vez que virastes as costas senti minha alma ainda mais distante, Espero que um dia traga ela consigo e complete a minha melhor parte.
Acordei caçado em ti
De corpo virado e alma solta ao vento
Recordações leves do teu último suspiro
De tristeza pelo término?
De dor pelo momento?
Prazer e somemente prazer?
Não sei.
Nesta noite
Zumbi alcançou o palmar de gente boa
Numa via sem asfalto
Em picada de mata virgem
Balas certeiras
Zuniram em direcção à tua rocha
Vivos sem conta
Asfixiados não contam mais
O prazer do trajecto pela vida
Herois sim, e mortos no medo do amanhecer
Nesta noite
Eu acordei caçado em ti
Sonhar quando tudo é utópico
Aquele amor platónico do bairro das aves
Aquela arvore
Aquele vento
Aquela madrugada
Aquela noite e nesta noite
Ficar à ústia por um amor casto
Eu quero sonhar
Sentir o teu beijo
Sentir o teu toque
Com polidez ao te amar
Mas sem polisarcia
Oh meu amor platónico
Do bairro das aves
Em polirrítimo
BEIJA-ME...
FOLHAS: O meu amor do bairro das aves-.
