Alma
A Porta e o Altar
O rosto é a porta que a vista franqueia,
Mas o amor só acende onde a alma ceia.
A moldura é de vidro, o espelho é de luz,
Mas o que me prende é o que em ti me conduz.
Não se ama o brilho que o tempo consome,
Mas o rastro de vida que mora em seu nome.
Sua beleza exterior é apenas o começo; o que me encanta de verdade é a raridade da sua alma. É nas suas virtudes e na paz que você transmite que vejo o reflexo do coração de Deus. Você é linda porque é luz, por dentro e por fora
Mais que um rosto bonito, vejo em você uma alma rara. É o seu caráter e essa bondade divina que te fazem única. O mundo vê a aparência, mas eu admiro o reflexo de Deus que habita em você
O físico agrada aos olhos, mas é a doçura das ações que encanta a alma. Tenha uma linda noite de descanso!
Não fure as mãos colhendo o que não vai alimentar sua alma, só para mostrar que não teme os espinhos. A vida não é um troféu de resistência, mas um jardim de colheitas leves. Quem busca o difícil por orgulho perde o destino, enquanto quem abraça o simples encontra o caminho
A verdadeira prosperidade não é o que se acumula para exibir, mas a riqueza de uma alma que não se desgasta por vaidade. Não troque o seu tempo por trilhas de espinhos só para provar que domina o que não te pertence. Junte o valor do que é essencial com a calma de quem mantém a confiança, pois o simples bem feito já alcança o céu, e a maior fortuna é a paz de saber o seu lugar
Quando a música provoca sentimentos nunca sentidos afetando a profunda camada da sua alma, seria talvez o despertamento lento de uma vida passada?
A memória do futuro é a eternidade no nascimento da despedida arqueológica da alma na permanência da mudança como o amor que morreu antes de nascer, assim como uma semente infértil que não chegará a ser árvore. E isso é natural como são todos os ciclos da natureza, mas eu não nego que a alma se lamenta se por debaixo da árvore absolvia sua sombra, tudo no presente possível se o passado tivesse acontecido. Mas a distância íntima que acompanha minha íris é uma tempestade silenciando a cidade e eu diria que a chuva são lágrimas já que o rosto não saber chorar. No entanto, eu nego o movimento e evoco um dia solar se é inconsistente a saudade do que nunca existiu. O amor que sobrevive ao amor são versos incessantes que ocupam a ausência dos instantes. O abraço entre o ser e o nada é uma madrugada inerte que desconhece o voo dos pássaros e ouve passos estridentes do mistério do ambiente. A eloquência do vazio é uma ilusão se o amor nunca pisou o chão e escrevo solenemente sobre a clareza obscura dos sentimentos, na certeza da dúvida que encobre um enigma evidente em uma canção tão transparente. E poderia se dizer que falo do nada, mas a ausência tem inúmeros movimentos de deixar o peito sem ar na fadiga de tudo que faltar. Então a simplicidade incompreensível encontra seu lugar nas ternuras indizíveis. E a sombra luminosa da árvore é esquecida ao deixar o sol aquecer o corpo na primavera de dias que florescem no destino. Tudo é como deveria ser, se as rotas são conhecidas e cada um navega o mar que lhe foi destinado e já não se lamenta o passado se o poema nega a tristeza e muito mais alegrias põe na mesa na abundância de uma certeza clara de um pôr do sol laranjado a refletir na praia nossas melhores ações. Viver o presente é o melhor conselho da face que reflete o espelho.
Economizar alma é o segredo: chega um dia em que a paz vira prioridade e o silêncio diante de pessoas duvidosas vira a nossa maior vitória.
Não sigo padrões formatados por sistemas arcaicos que aprisionam a alma com viseiras e rédeas. Há poderes que moldam mentes adormecidas, e talvez seja assim para evitar um colapso cuja verdade muitos não suportariam. Há seres humanos que caminham em círculos sem saber, culpando o mundo por não encontrarem saídas que existem apenas dentro de si.
Liberdade é um estado de ser
Há momentos em que a alma sente a necessidade de respirar, de romper as correntes invisíveis que a mantêm presa.
Liberdade não é um destino, é um estado de ser, algo que flui dentro de nós, esperando para ser reconhecido.
Não precisamos ir longe, apenas aprender a nos soltar, a nos permitir.
E quando a liberdade se apresenta, ela não grita — ela sussurra, suave, como uma brisa leve que nos envolve.
É no silêncio da mente que ela se revela, no instante em que nos libertamos da constante pressão de sermos algo que não somos.
E, nesse momento, tudo se torna possível: o peso do mundo desaparece, e somos simplesmente nós mesmos, inteiros, em paz.
Muitas vezes, buscamos fora o que está dentro de nós.
Mas a verdadeira liberdade não vem de conquistar, de ser mais, de ter mais.
Ela vem de abandonar, de desapegar, de aceitar que, no fundo, já somos completos.
E quando entendemos isso, nos tornamos capazes de viver de forma plena, sem medo, sem limitações.
Eu aprendi que ser livre não é um ato de rebeldia, mas um gesto de autocompreensão.
E, ao olhar para o que sou, vejo que a liberdade está em cada passo, em cada respiração.
Não é algo que se conquista, mas algo que se permite.
E quando me perco nesse estado, eu me encontro.
E sigo, sem pressa, sem pressões, apenas sendo.
As respostas não estão no barulho do mundo, mas no silêncio da sua alma.
Escute-se. É lá que a verdade se revela.
A quietude do silêncio , acalma e eleva nossa alma, nos deixa plenos e sem ressalva , e ,a vida fica assim mais calma !
João Batista Barbosa
Lindo é quando beleza da alma
fala muito mais do que
qualquer
vaidade
falsidade
intolerância
egoísmo
ganância
inquietude ...
É quando deixamos que Deus
fale e aja por nós ...
Fazendo da nossa essência
um eterno jardim
de encanto ,
respeito ,
igualdade e
gentileza.
