Alegria da Vida
As vezes é preciso deixar que as pessoas te entendam e compreendam a sua maneira de pensar, para que elas possam, sozinhas, descobrirem o que é bom pra você.
As vezes é preciso um segundo de silêncio, para que todos os sentidos sejam percebidos.
As vezes é preciso se machucar e fazer alguém feliz. É preciso chorar e fazer alguém sorrir.
E no momento em que uma simples palavra pesar mais que pedra, é preciso ser forte e carregá-la.
As vezes é preciso deixar que as pessoas valorizem o seu sorriso, e encontrem em você um certo ponto de paz.
Quando tudo e todos parecerem distantes, é preciso dar tempo para que eles sintam a sua falta, ou então, percebam que você não significa mais nada.
É preciso acreditar desacreditando em tudo o que te dizem. Mas ser verdadeiro e sincero à todo instante.
As vezes, é preciso deixar que a vida aconteça naturalmente.
Se projetassem a vida como um jogo de estratégia, seríamos dependentes de 5 recursos: 1- Tempo, 2- Dinheiro, 3- Saúde, 4- Felicidade, 5- Conhecimento. E tudo que conquistássemos seria em cima disso. Cada um priorizaria a obtenção de seus recursos conforme sua estratégia e o que busca em seu jogo. Desta forma, o dinheiro tem sua importância devido a obtenção dos demais através dele. O que é óbvio, pois ele é apenas um mecanismo que surgiu para simplificar o escambo. Seu valor está apenas na troca. Cada um tem seu(s) preferido(s). Os meus são o tempo e o conhecimento. Isto dependerá da aspiração de cada indivíduo. Só não deixe que as suas sejam definidas pelo medo. É o erro mais comum do jogo.
O Tempo é algo surpreendente…
Mas leva tempo para termos apenas um leve entendimento do que ele representa.
Há tempos que buscamos ser quem somos, e isso independe do que os outros pensam, pois dependemos apenas do nosso sonhar.
Há tempos que os nossos sonhos foram tão desfeitos, que importa mais o que as frustrações nos causaram para que pisemos no freio de nossas emoções e sensações, e com isso pausamos os impulsos dos sentimentos, que em meio ao tempo, descobrimos que está a despertar… e aí descobrimos que fugimos, tentando evitar e só se afastar.
Em meio ao tempo, há mutações, há revelações sobre nós mesmos, que muitas das vezes não queremos enxergar. E vemos que estamos sempre ligando mais uma resposta com um “e”.
De tempo em tempo tentamos mudar e nos adaptar ao mundo, mas em meio a esse tempo, lutamos para não nos anular.
Dizem que o tempo é ruim para quem não sabe esperar, mas descobri que vem da boca daqueles que nada tem a nos ofertar. São os que nos deixam na prateleira sentados, esperando migalhas, destes que apenas desejam passar um tempo nas horas vagas, e com isso estão dispostos a brincar, fazendo de mentes um play, sem responsabilidade alguma com aquilo que possa causar.
No meio do tempo, a gente descobre pessoas, e se prestarmos atenção, não deixaremos passar aquela que um dia sonhamos, apenas pelo medo de arriscar e ver no que dá. E pode ser o grande amor, a grande amizade, o grande sócio e quem sabe a grande sorte, que tanto apostamos em lugares errados.
Mas uma coisa não podemos negar… Deus deixou o manual do tempo, a gente é que esqueceu de estudar, sem perceber que era a gente que ia mais aprender a se estudar, quando nesse tempo apreendêssemos a se auto analisar.
Eclesiastes 3
1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Bom dia!
Beijo no coração e Deus abençoe seu dia!
Casamento é como construir uma casa. Nunca estará pronto. Sempre haverá algo a se construir, ou, em alguns casos , reformar.
Quando não mais houver o desejo de construção ou reforma, pode ter chegado ao fim.
'MAR... '
Nos extensos mares somos barcos naufrágios. As muitas correnteza [des]favoráveis sempre deixam ranhuras. As salinizadas águas com o tempo deixam cicatrizes. A dilaceração é perceptível com o tempo e o tempo é um desastre.
Vedar as fendas que surgem apenas prolonga o que de fato já se escreveu. Deixar o barco correr ou manter-se agitado? Há os que preferem a resistência, a mágoa de tentar subir as correntezas rumo às suas expectativas. Outros apenas flutuam. São levados pelo mar com aparente satisfação e ócio.
Mas sabe-se: todos querem um porto a qualquer valia. Chegar àquela luz que tanto brilha. Manter seguro a estrela que tanto se admira. Uma. Várias. O que vale é a energia. Flutuar sob as águas imensas. Belas. Delirantes. Mas com seus desafetos e sujeiras.
Com o tempo aprende-se a aceitar o extenso mar à nossa frente. Não importa como ele seja. Um dia nos levará para onde não queiramos. A tração que se tem é apenas temporada. Ajuda, mas não é duradouro.
A visão desse mar é fantástico. Inacreditável. Surpreendente. Nele todos movem-se sempre rumo ao desconhecido. E o tempo há de naufragar aquilo que tanto procuramos. Tempo? Não! O mar... essa coisa sombria e nefasta.
'POEMA DESESPERADO...'
Cada um de nós, uma vertente nos punhos. Exceto o desespero, tal qual a proliferação do amanhã, sem cortina de cores...
Canto palavras ao chão sem sentidos. Jogo vogais nas cortinas, falando das desesperanças do amanhã. Tenho sílabas, proparoxítonas. Não quero o olhar dos que tem idade de oitenta...
Quero crianças nas calçadas soltando borboletas. Sem criação de desesperos. Espreitando no peito calçadas de nuvens em meio à multidão. Poema desesperado, cantando canções de ninar...
Faça as pessoas sorrirem, porque quando você não mais existir, elas continuarão sorrindo, mas sem o brilho da sua presença.
Gosto de acreditar no impossível. Se assim não fosse, possivelmente morreria sem sorrir o suficiente para poder amar a minha vida. Aprendi a medir tudo pela dimensão do sorriso que me provoca. Quando sorrio, nasço um pouco mais a cada dia. Funciona como um parto de amor. Um espaço onde esqueço o tempo e me viro ao contrário para ver o lado iluminado da lua. A verdade é que não consigo imaginar a minha vida sem impossíveis. Acho que prefiro morrer. Pelo menos no céu tudo é possível. Foi um anjo quem mo disse e eu acreditei, apenas porque mo disse com um sorriso no olhar.
Moro Na selva de Concreto e Aço, já Faz um Tempo Que Estou Querendo Um Abraço, De Um Amor Que Seja verdadeiro, Machuquei Meu coração por Ser Aventureiro"
Lembra com saudades gostosas, e no coração vai sentindo como se um pião estivesse a rodar, girando, girando e girando em torno da sua vida. Saudade daquela manhã, quando o amor nasceu na gente. Daquela porção de filhos brincando em volta da gente. De ver, depois, os noetos, crecendo aos olhos da gente. Como andou depressa a vida, deixando pra trás a gente...
Desfilaram neste carnaval com todo o seu colorido, mas sem maquiagens. Com seus tiques. Na passarela cristalina da via pública. Na ribalta das ruas, o grande karaoke das cidades. Parece estarmos vendo o reclame do circo na nossa infância já tão longe, quando os palhaços, saltitando pelas delegacias, interrogavam as crianças com roupas espetaculares. Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor... Nossas ruas mal cuidadas e nossas praças irreverentemente autografadas com pardais. Há reis e rainhas corruptos neste carnaval. Há também, para termos os reis e as rainhas, peões; Peões lavrados em marfim, como num bizantino tabuleiro de xadrez. Mas, por trás das fantasias da ala dos peões, parecidas com peças de marfim, o que se vê são peças como se fora barro bíblico da criação, a fim de plasmar calungas para promover um desfile para a posteridade. A "paradinha" da bateria para o povo, ora a alegrar, chegou triste, sem cobrar aplausos dos espectadores.
Sempre achei que uma palavra de elogio fizesse bem à saúde. Que pequenos gestos mudassem situações até então imutáveis. Que o julgamento alheio não é importante. Que devemos ser adolescentes a vida inteira e, o máximo que der, regredir até a infância com nossos filhos novamente. Que isso é a melhor maneira de renascer. Que amor não se cobra que não é cobre. Que amor não se pede que não é peça. Que amor se chama porque é chama. E que tudo que é muito diferente incomoda tudo que é muito igual.
Você sempre começa uma história pensando em alguém. Poderão considerá-las românticas demais ou exageradamente sentimental, considerando meus trinta e poucos anos. Sentimentos que, contados em histórias, o bálsamo do tempo da escrita arrefece qualquer coisa. Histórias como daqueles que casam depois de haver gozado e bem, a vida de solteiro. Se conhecem e percebem a reunião, a um só tempo, da beleza de corpo e alma. Após o encontro, fazem-se amantes, em qualquer sentido que se queira dar a palavra. Constroem um lar perfeito e geram uma prole de filhos. Vivem juntos, tipo uns 50 anos; nesse período, passam bons e maus momentos, amparando-nos reciprocamente. Observam a família aumentar com a chegada dos netos. De repente, em poucos dias, esse amor é interrompido por uma doença insidiosa, inesperada, que arranca um dos braços do outro. Quem fica, sofre na alma a violência de um coice. Já estavam beirando os 100 anos. A tristeza é plenamente normal e justificável. Durante um século, embriagaram-se com o amor um do outro. Com a perda, passa a sofrer uma depressão, sem dúvida, decorrente da saudade, e esta, a queria sempre bem latente para nunca esquecer. Não permitia que médicos desbravadores da mente, com seus artifícios freudianos, expulsassem da sua memória, ou, pelo menos, amenizassem a saudade, que em verdade era a razão da sua vida atual. Na concepção que faziam do termo, os quase 100 anos, um ao lado do outro, era a única história que haviam escrito juntos, movidos pela inspiração provocada por esse único, grande e insubstituível amor. Durante todos os anos de felicidade, dedicavam-se as próprias felicidades. Destas, algumas que encontrei em cartas e bilhetes que guardavam dentro de uma caixa de sapato, preferi protegê-las com o véu da privacidade que considero inviolável, tão somente agora; mas um dia ainda escrevo um livro com essa história. Saudades.
Solidão; barco vazio que passa estacionado. Sozinho à espera de... Com sentido e sem ninguém. Solidão. Vida lenta. Vive mais tempo e devagar. Finais de semana longos como semanas.Televisão; lê; escreve; acesso à rede. Não é orgulho. Razão interior. Consciência. Não se vende. Pode se render. Se rende.Peso da dor. Tombou. Caiu no chão. Não levantou. Acordou. Ali, a pedra. Peso. Saiu dali. Rastejou. Passado. Presente na lembrança. Fora do futuro. Solidão.
Não destrua a casa, mas examine cada tijolo, e substitua aqueles que parecem quebrados, que não suportam mais a estrutura.
A nós cabe sempre a opção de priorizar as melhores escolhas, sabendo que tudo na vida tem um preço a ser pago.
Das crianças... agora comecei a ter contato com uma figurassa. O filho de 4 anos do síndico do meu prédio, o Gabriel, que vai jogar bola numa parte do terraço que é colada na minha varanda. É o filho do meio de uma família bem situada na sociedade e, como natural, muito mimado pelos pais e um outro irmão. Goza de perfeita saúde e leva uma vida normal das crianças da sua idade. Está sempre aqui no terraço brincando sozinho, jogando bola, tentando, pelo o quê eu escuto, imitar os craques da seleção. Aí começo a me identificar com ele. Como eu, ele também é, pelo que percebo, controlado por uma necessidade de fazer gol que lhe acompanha, diariamente, até o momento de dormir. Como eu fui um dia, apesar do carinho dos pais e do irmão mais velho, deve-se sentir sozinho nos períodos escolares, sem parceiros para as traquinadas da idade. A não ser nos dias de domingo, quando reparo que o levam para uma vila aqui atrás, onde ganha a rua para brincar com alguns garotos da sua idade, mas jamais afastando-se do local. Cópia do que eu fui, também ele joga sua bola imaginando dribles impossíveis e gols inimagináveis dos craques de hoje. Aí que entra a questão, quando ele dá um gritinho Vai "NIUMÂ" (Neymar) e a bola cai aqui na minha varanda hahaha. Como os chutes estão frequentes nos finais de semana, ele já me chama na intimidade, com uma ousadia impressionante: "XIÔÔ (tio), "QUÉ" PANHÁ BÓIA". E lá vou eu devolver a bola para que o jogo não pare por incompetência do gandula. E daí, talvez, a gratidão manifestada pelos cumprimentos e acenos de mão com que me agracia ao passar por mim agora na portaria. Tentando avaliar o peso da cruz que cada um carrega e, sobretudo, vendo o Gabriel, nos finais de semana me posicionando como gandula na varanda, e nunca deixando de me cumprimentar ao me encontrar na portaria ou na rua, espero que ele possa crescer sem encontrar maiores obstáculos no mundo cão em que vivemos, e que este século que ele irá enfrentar adulto seja menos violento e ofereça às pessoas maiores possibilidades de realização dos sonhos de vida. Sinceramente é o que eu desejo ao meu "amigo" Gabriel...
Um ser indeterminado, construído por diversos momentos. Um ser de complexos sentimentos!
Indeterminado para amar; Livre para voar para além da vida, para além do horizonte que se possa imaginar.
Livre para buscar, diante a todo momento, tua alegria ou sofrimento.
Um ser indeterminado para criar.
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