Água
Para ela, a imaginação é como uma fonte
Jorra água sem parar
Gosta do que faz
E chega a conclusões incoerentes
Totalmente diferentes do que quis mostrar
Ela deixa bem claro que sua paz
É muito cara e difícil alguém comprar.
"Ó Água, essência da fluidez e renovação, que viajas por rios e oceanos. Invoco tuas correntes suaves para purificar meu espírito e guiar minhas emoções. Que a tua clareza traga discernimento, e que eu aprenda a me adaptar às mudanças com graça. Pelo poder da Água, que eu flua serenamente através da vida."
Há sempre algo a menos,
um vazio que não se preenche.
Cada esforço é inútil,
como água que escapa entre os dedos.
Tudo o que faço desmorona,
antes mesmo de ser concreto.
O que sinto é um eco distante,
de algo que nunca foi completo.
Caminho, mas não chego.
Falo, mas não sou ouvido.
Tudo que sou é metade,
um esboço, um rascunho esquecido.
No peito, uma constante falta,
um peso de existir sem razão.
E mesmo quando busco alento,
só encontro mais solidão.
O cântaro nem tão cheio
― há sede ―,
e a boca continua seca
em poucas décadas
a água será escassa
ainda mais
gotas de vidas
sumidas
das bocas
encarecida
a vida irá
ao fundo
a sede
do mundo
em bolhas
suspensas
de destruições.
A maresia, a brisa,
a água um tanto fria,
os olhos de infinitos flutuantes
ondas leves dançam
ao som do sopro do vento.
Distraída ―
a lágrima cai.
Que encantador
é o mar!
O olhar preso
ao futuro,
ao amanhã
as certezas derramando
como um copo de água
na toalha
escorre a vida pelo chão
invade ruas, casas, corações
e o sorriso da moça da janela,
mas lá está a árvore
sob as suas sombras
gotejam dores
em almas verdes
de porvires incertos.
A mesa de tábuas
envelhecida
as paredes condensadas
de vapor
a água quase fervendo
a magia de estender
a massa sobre a mesa
enrolar com esmero
fatiar
espalhar
enfarinhar
fervura breve
molho
queijo
alegria
a família reunida
falando alto
rindo feliz
― Tutti buona gente!
Fora da curva
O mundo anda rápido
e nos cobra de imediato
as contas do supermercado
da água
da luz
(ainda assim
se vê a lua)
seria uma poesia
fora da curva?
Pede remédios
pede comida
pede clemência
(ainda assim
se encontram flores)
o filho da rua
perde a ilusão
ouve vozes
se sente invisível
talvez mantenha
a esperança, ou
será só a inocência
da solitária criança?
Eu posso nadar onde há água com abundância, mas se bater apenas em meu joelho no máximo irei me molhar, se eu mergulhar eu me machuco.
Frase de Islene Souza
Seu amor é assim, ar que eu respiro
Água que eu bebo, suor que eu transpiro
Só você faz explodir no meu peito
Essa louca paixão.
Chuva
Que hoje chova!
De dentro pra fora
Molhe sua alma
E cada pingo d'água seja um mergulho
Intensamente preparado para te recompor
Que o vento leve embora teu carnal
E deixe o que te faz bem
Que a água seja pura
E deixe ósculos prescritos em tua face
Que o amor alheio abra espaço
Ao amor próprio
E que derrame paz sobre você
A água limpa as feridas
O tempo também
Se existe Água para Peixe, Solo para Toupeira, Ar para Pássaro e Planeta Terra para Homens Ignorantes, então, deve existir Planeta para Homens Sábios!
Isto é, no Cosmo existem vários lugares e cada lugar é apropriado para uma determinada forma de existência!
Copacabana
Copacabana hoje você
Me fez sentir como criança
Pulei, e joguei e na água me desestressei
Em seus braços d’água me joguei
Minhas dores aliviei
Vi meus cabelos jogados
Feito uma trança
Me senti verdadeiramente criança
Nesse mar de amor d’água
Sorri de felicidade
Me afoguei de esperança
Voltei agora à São Paulo
Renovada para uma nova dança
Morrer é voltar
Da natureza tu viestes, um sopro, um ser,
Feito de pó, de água, de vida a florescer.
Das mãos da terra, moldado ao vento,
Ecoas a essência, leveza, e tempo.
Em tua jornada, a terra teus pés toca,
Caminhas por rios, florestas, e rocha.
Respires o ar, floresces no chão,
E dentro de ti, pulsa o coração.
Mas quando o tempo te chamar de volta,
O ciclo se fecha, a terra te solta.
Da natureza viestes, e para ela irás,
Como folhas caídas, no vento, em paz.
Na dança eterna, retornarás ao lar,
Feito de pó, de água, de brisa, de mar.
E assim como viestes, tu também voltarás,
No abraço da terra, teu repouso terás.
"O fariseu é uma espécie de neurótico que, preso num recipiente com a água na altura do pescoço – e subindo –, aponta o dedo para quem faz as coisas que ele não tem coragem de assumir como dever seu, porque está preso a formalidades e dos preceitos só consegue enxergar a letra, nunca o espírito.
Começa como um escrupuloso preocupado com a sua imagem e termina como um invejoso incurável.
Culpa as pessoas por fazerem o que ele não faz, razão pela qual jamais reconhece os benefícios de ordem prática que, para ele, advirão da ação delas.
O fariseu cedo ou tarde trai os seus benfeitores por vaidade, inveja ou avareza".
