Agora foi o fim do nosso Amor
Já bebi da Sabedoria...
E questionei os enigmas sem fim...
Já puxei da faca...
Fiz muitas coisas...
E tantas me arrependi...
Já fugi de encontros marcados...
Alguns nem cheguei a ir...
Já deixei de aceitar um abraço...
Como também com muitos dormi...
Já fui esperto...
Também tolo fui...
Já tive pressa...
E andei devagar...
Sorri, chorei...
Mas nunca deixei de sonhar...
Já enterrei todos os meus...
E com eles à cova quis descer também...
Conheci o purgatório e o paraíso...
Na saudade que vai e vem...
Por esse mundo de meu Deus...
Ingênuo sempre fui...
Alguns de mim se aproveitaram...
Hoje, cansado, deles não quero mais nada...
Já que tantos em minha jornada me faltaram...
Alguns segredos foram rompidos...
Confiei demais...
Boca fechada não entra mosca...
Aprendi como se faz...
Incompreendido eu fui...
Aprendi a dizer adeus...
Também aprendi a perdoar...
Erros alheios relevar...
Não sou perfeito...
Não sei aonde vou chegar...
Mas se Deus perdoa...
Quem sou eu para contrariar?
Tive ouro...
Tive prata...
No bolso alguns cobres...
Passei fome e aprendi a dividir o pão...
Já tomei tapa na cara...
E encontrei quem já me estendeu a mão...
Fui motivo de riso...
Fui motivo de chacota...
Muitas vezes magoado...
Mas a vida tudo ensina...
Nos ensina a ter mais cuidado...
Se um dia a juventude voltasse...
Erros e acertos sei que os repetiria...
Vivendo e aprendendo sempre...
Sendo grato pelo nascer de mais um dia...
Tenho cá comigo...
Que o céu devo esperar...
Do inferno me afastar...
E de nunca me perder...
Mas carrego em minha alma...
De ambos um bocado...
A colheita é justa...
Devo aprender a plantar com cuidado...
E assim sigo...
Todo dia aprendendo...
Entre erros e acertos...
Feliz vou vivendo...
Sandro Paschoal Nogueira
Ecos de uma guerra sem fim
Os mortos sabem o que os vivos insistem em negar: a guerra nunca termina. Ela se esconde nos becos e nas esquinas, na miséria que grita silenciosa e nos olhares vazios de quem perdeu tudo, menos o desespero. A farda que um dia vesti carregava o peso de um mundo que sangra, mesmo quando teima em se cobrir com um véu de paz ilusória. Cada dia de patrulha era uma batalha travada não apenas contra homens armados, mas contra as sombras que habitam o coração da sociedade.
Quem segura um fuzil aprende que a verdadeira guerra não está apenas nos disparos ou nas trincheiras; ela está nos ecos que esses sons deixam na alma. O som seco do gatilho não se cala. Ele reverbera nas noites de insônia, nos pesadelos que queimam a mente e nas lembranças que jamais se apagam. Deixar o front não é suficiente para calar esses ruídos. Uma década já se passou desde que me reformei, mas ainda carrego comigo os rostos dos que ficaram para trás e as histórias que nunca serão contadas.
Apenas os mortos encontram o fim da guerra, pois para os vivos, ela continua de formas diferentes. Cada dia longe do campo de batalha é uma nova luta contra os fantasmas que o dever deixou. Esses espectros habitam o silêncio, a solidão, a memória. A farda pode ter sido guardada, mas o espírito do guerreiro não descansa. Ele permanece, marcado pelas cicatrizes invisíveis de uma guerra que não se apaga, mas se transforma em um fardo que poucos conseguem compreender.
A paz, para quem já viveu a guerra, é um sonho distante, quase impossível. Ainda assim, é o que nos move, mesmo sabendo que ela talvez nunca se concretize. A ilusão de que a guerra tem fim é o que mantém muitos vivos. Mas eu sei, como sabem todos que enfrentaram o abismo, que a verdadeira batalha não se encerra no cessar-fogo. Ela continua, para sempre, nos corações daqueles que sobreviveram.
#Foi #numa #noite #bela...
Foi numa estrada sem fim...
Foi sob as estrelas...
Que aquele homem veio até mim...
Quando eu chegava ao fim...
Quando eu não tinha mais nada...
Em madrugada solitário...
Aquele homem veio até mim...
Não sei de onde surgiu...
Qual vento o fez vir...
Sorrindo...
Aquele homem veio até mim...
Em seus olhos eu pude me ver...
Sua força pude sentir...
Sua voz grave e rouca...
Falou assim para mim...
"Não há estrada real...
Para a felicidade se encontrar...
Há quem seja feliz...
Sem nada ter...
Há quem seja triste...
Sem fazer por merecer...
Ninguém se perde em estrada reta...
Nem mesmo em noites sem luar...
Verdade não é caminho para riqueza...
Sabedoria é que deve procurar..."
O cavalheiro da noite então perguntou:
"- Qual a sua estrada homem?
- O que quer tu encontrar?
Cada um faz seu destino...
Cada um paga o que deve pelos desatinos...
Viver é um desafio..."
A lua se escondeu...
E um forte vento soprou...
E na poeira que levantou...
Aquele homem que veio até mim...
Desapareceu...
Continuei a caminhar...
Tendo as estrelas como companhia...
A noite eu já não mais temia...
Sabia que ali estava...
Em oculta companhia...
Aquele homem que veio até mim...
Os pés
Meus pés no chão
Como custaram a reconhecer o chão!
Por fim os dedos dessedentaram-se no lodo macio,
[agarraram-se ao chão...
Ah, que vontade de criar raízes!
“Em momentos de solidão, quando o fim parece ser a única saída e a vida pede um ponto final, lembre-se: é quando as máscaras caem e as costas se viram que sua verdadeira força se revela. Levante-se, erga a cabeça e coloque uma vírgula onde pensaram que seria o fim. Comece a escrever a história de superação e vitória, mesmo que seja a jornada de um homem só.”
A percepção de que tudo tem um fim, mesmo em meio a uma vastidão temporal, surgiu quando me flagrei observando o calendário e me perguntando: 'Esse ano já vai acabar em 5 meses? É intrigante como nos primeiros dias de janeiro, encaramos aqueles números com uma sensação de que a espera será longa, mas em um piscar de olhos, já estamos imersos em julho. A efemeridade da vida revela sua verdade universal, provocando-nos a refletir sobre a própria natureza transitória de todas as coisas.
Cansei de ser metade, cansei de ser a segunda opção, cansei de brincar de faz de conta e no fim ficar sozinha, dizem que não saberemos o resultado de algo se não tentarmos, que a tal pessoa certa está ali e não vemos porque estamos focados em outros olhares, tentar significa que vai dar certo ou errado, se der errado superar é o que fazemos quando as coisas saem erradas né verdade?
O encerramento de um ciclo, não é a representatividade do fim, mas sim, a evidência do recomeço.
081223
Não se precipite! O erro transforma-se em acerto( vice- versa ) e fica o dito pelo não dito. No fim, a tempestade esvai-se vagarosamente expurgada pela proatividade do sistema. Enfim, agora é tempo de bonança.
280124
O único poder, que o poderoso não tem, é a capacidade de se perpetuar numa plenitude sem fim. Tudo passa, fazendo jus, aquilo que outrora fora dito: " tudo Leva tempo, e como consequência inevitável, o tempo vem, e leva tudo." Tudo cairá por terra, menos a esperança que no cristão de boa fé, existe.
020225
Construíram impérios sobre ganância,
ergueram guerras em nome do poder…
e no fim, tudo virou poeira
sem nem lembrar quem venceu.
DeBrunoParaCarla
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