Aflição
Dor que nem fogo apaga
Que prevalece do desejo do saber
Que me impede de viver
Sem saber o que faça.
Digo às folhas o que sinto
Não sei se haja alguém que as leia
Mas agora pouco importa
O futuro o dirá.
Raiva, fúria tudo isto me trazes
Tu, Ò dor que me afogas
Que da alegria me libertas
Mesmo com o fogo lá fora.
Se não estivesse só…
Não sei,
Não estamos todos?
Fingindo-se e iludindo-se
Não somos nada além de sós.
LAMPADÁRIO
Somos luzes a iluminar várias vidas...
Qual luz temos a oferecer?
Como luz branca iluminamos corpos amorfos,
luz que atravessa o prisma e colore em sete cores a alma.
Como luz negra escancaramos os defeitos,
descortinamos o mais íntimo segredo.
Nossa luz quente relaxa nos momentos de aflição
Nossa luz fria ativa nos momentos de depressão
Quanta luz!
Por acaso acha que não é farol a guiar, dar diretriz?
Não é isso que sempre se quis?
Tua luz há de servir para alguma coisa
Mesmo sendo:
Pouca luz
Uma partícula
Fagulha
Lume
Vagalume
Centelha incandescente,
constante, permanente.
Luz é permuta eterna até se apagar
e dar lugar a um outro clarão
"Têm horas que o nosso peito está tão sobrecarregado que nem mesmo entendemos a causa da aflição. Não sei bem se as costas dividi o peso do mundo com o coração, às vezes me gera essa indagação."
Tem gente que faz tempestade em copo d'água. O desespero não ajuda em nada. Nem tudo que reluz é ouro. Nem tudo que parece ser um grande problema de fato é. Na verdade, os problemas sempre trazem oportunidades de crescimento e aprendizado.
Portanto, quando surgir um novo problema, não o veja como algo ruim, mas como uma oportunidade de crescimento.
Silêncio
Há silêncio como resposta,
e aquele melhor do que ferir,
mas tem outro que é treva,
quando a aflição é urgente.
É o que apaga o sorriso,
espalha o frio de angústia,
congela a esperança,
e esculpe a saudade.
Derrete como gelo,
todos os sonhos,
e faz da ausência,
um profundo vazio.
A mágoa é como um amontoado de dejetos dentro da alma. Perdoar é ir em direção à toda essa podridão malcheirosa e desagradável, tendo que remexe-la e retirá-la com às próprias mãos. Para alguns é mais fácil não tocar em nada disso, mas eu prefiro limpar os dejetos, antes que o mau cheiro se espalhe e contamine todo o meu ser.
Das contrições
Entre o gostar e o querer
há um mal sofrível:
o se arrepender...
vem a tristezas atônita
e o peito vazio
vem sentimentos de noites
sem amanhecer
e as vísceras sangram, aflitas
à cruciação
não existe o que mais fazer...
toda dor traz suas sementes
nem todo céu é de encantos
nem todo rio é de encontros
nem todo verso quer rimas
nem todo chão dá poesia
nem há amor que se plante
em terreno baldio.
Há momentos que minha mente entra em uma ilusória calmaria, breves momentos em que a angústia fica, por mínimo que seja, aliviada. Porém quando os pensamentos e lembranças, aqueles tão temidos que você daria tudo para ter a fórmula secreta para esquecer, chegam... eles parecem me apedrejar com toda a força que existe, sinto um vazio que um dia já foi preenchido, uma aflição que jamais fora sentida pois não tinha espaço para tal sentimento. Meu único aliado é o tempo que poderá aliviar essas sensações nada agradáveis.
"Sinto-me ter nascido para a eternidade. Creio em Deus, se não seria eu uma pessoa aflita com uma alma profundamente angustiada"
Aquilo que um dia achei que era amor, na verdade era apenas ilusão, aquilo que um dia pensei ter volta, me amedronta até hoje, aquilo que achei que daria fruto, hoje apenas seca, aquilo que um dia achei certo... hoje percebo que era o mal escondido. Tudo aquilo que é belo, pode na verdade ser um monstro, escondido em um belo sorriso...
Os bons trovadores de outrora, Béroul e Thomas e monsenhor Eilhart e mestre Gofried, contaram este conto para todos os que amam, e não para os outros. Por mim, vos transmitem a sua saudação. Saúdam cuidadosos e os felizes, os descontentes e os desejosos, os alegres e os tristes, saúdam a todos os amantes. Possam eles aqui achar consolação contra a inconstância, contra a injustiça, contra o despeito, contra a aflição, contra todos os males do amor!
Algumas feridas jamais cicatrizam. Umas tão profundas que de vez em quando sinto sangrar. É como se lembrar fosse um gatilho, dispara e me entorpece. Tamanha a dor, parece que vou sufocar. Minha alma chora.
Penso nas maldades que fiz, jamais poderei reparar.
As vezes a gente fica perdido dentro do nosso próprio mundo, com saudades de pessoas que ainda não foram, mas a gente sabe que elas vão, também ficamos com saudades da aquelas que já foram, fica com saudade daquela que nunca falamos só trocamos olhares, ficamos com aquele arrependimento de algo que não fizemos, e de coisas que fizemos também, o futuro e incerto não adianta mas de certo modo existe o tal destino e a gente nunca sabe o que ele guarda pra nós, aquela pessoa amada? Ou talvez aquela pessoa que já amamos e por alguma razão ela saio de nossas vidas, a gente sabe que um dia iremos se encontrar, isso e o mais triste como você vai estar? Como eu vou estar? Agente se vê por ai em qualquer esquina em qualquer lugar, a saudade e só uma previa de nossos destinos.
Além de inconstante, medrosa, ansiosa e covarde. Sou também egoísta e enquanto escrevo tenho vontade de deixar os problemas da humanidade que é a intenção deste meu conjunto de letras e focar em mim. Naquilo que me aflige de uma maneira extrema o suficiente para que eu queira fugir.
