Abismo
QUANDO TE VI
Profª Lourdes Duarte
Quando te vi pela primeira vez
Percebi uma distância intransponível entre nós
Aquele olhar melancólico de amor e beleza
Expressava o que tua boca jamais falou.
Com teus olhos profundamente suaves
Deixaste-me a perguntar perpetuamente
És paisagem da minha infância que aflorou
Ou alma Infinitamente intransparente.
Indago com um desejo insano
Se a vida, ainda me levará a ver-te
Serás então como uma estrela cadente
Que atirastes flechas no coração desse ser.
Apareceste-me iluminando de alegria
Enchendo-me o coração de amor
Mesmo com um sol alvorescente
Dourando a paisagem fresca
Partiste me deixando viver de amor.
Ficaste impregnado em meu ser
Escuto-te como uma melodia
Que não se sabe de onde vem,
Hoje, tenho –te em meus sonhos
Com um abismo de saudade e amor.
Por vezes, a distância percorrida, com a mente e o coração, é muito maior que o tempo. Outras vezes, o tempo é que não era suficiente para se viajar toda a distância desejada ou necessitada. E o tempo e a distância podiam ser ambos o abismo, e nós seus viajantes, andarilhos sem pernas ou olhos. Não há sequer necessidade de nos jogarmos nele. É o abismo que nos envolve.
Mesmo sem sentir o seu beijo eu me sinto navegando em desejos.
Sinto a alma deslocando e o corpo se afundando em um abismo que destrói a insegurança e mantém a esperança.
Mapas
Rasguei o mapa.
Agora qualquer caminho me serve.
Não tenho ponto de chegada.
Apenas sigo mais um dia por esta estrada.
Não quero o futuro desvendar.
Não quero placas pra me guiar.
Na dança da vida rodopio.
Não importa que esteja presa por um fino fio.
Se encontro um desvio, me desvio.
Sigo o leito do rio… ou não.
Sigo na mão.
Me perco na contramão.
Se precisar dou voltas.
Faço o caminho de volta.
Perco-me.
Encontro-me.
Nas esquinas da vida.
Sigo.
Entro em becos sem saída.
Deixo a vida me levar.
Deixo a chuva me lavar.
Deixo a vida me parir…
sem medos, sem dores
abismo profundo: eu sempre a cair… a cair…
no fundo, no fundo só vejo flores.
Nossas opiniões pouco ajudam neste momento. São nossas atitudes que contam, para sairmos desse abismo social!
vigiemo-nos aos passos que cometemos.
Nosso caminhar pode levar-nos rumo ao cume; ou rumo o abismo!
Para quem tem atitude, determinação e persistência entre o sonho e a realidade existe uma ponte, para quem não tem, existe um abismo intransponível.
Meu corpo repousa e meus pensamentos fluem
E me levam cativo, me tornando meu próprio prisioneiro
Aonde estou?
No abismo.
Minhas tristezas e ansiedades me dominam
Eu grito, mas são inúteis meus prantos, sinto que estou sozinho neste poço infinito.
Eu quero correr
Eu quero gritar
Eu quero fugir
Desaparecer…
Mas como seria capaz de fugir de mim mesmo?
É notável a necessidade que tenho de olhar no fundo dos teus olhos, como quem cuida de uma flor, e deixar que as lágrimas descrevam em atitudes o que sinto.
Reconheço que as palavras proferidas pela minha boca, não são capazes de minimizar, as atitudes executadas pela obra das minhas mãos... Mesmo sabendo que sobre elas não havia consciência alguma.
Minha vontade é de abraçar-te, nem que seja o nosso último contato... Talvez assim eu encerre a nossa história ou me afunde cada vez mais nesse abismo secreto.
Assim com fujo de um raio, me escondo embaixo de uma árvore de você, e sigo escutando dentro de mim trovões, que com tremores me dizem: "volta!".
Luz na escuridão
Ando perdido
Coração partido
Está escuro não te vejo
Para saciar meu desejo
O dia claro
Parece um abismo
Mas não paro
Até estar comigo
Você é a luz
Que eu procuro
Para me tirar da escuridão
E aquecer meu coração
O dia e o noite
Estão iguais
Não enxergo nada
Até você ser encontrada
Há uma luz no fim da estrada
Deve ser você parada
Esperando minha chegada
Para clarear minha vida e ser amada.
Roney
A vida é um misto de evolução e retrocessos. A história vai sendo construída de acordo com a evolução dos tempos. Com o passar dos dias e com a experiência acumulada, aprende-se a conviver em sociedade com comportamentos, deslizes, adaptações em culturas diferentes, num processo de aculturação. Aprende-se com a tropeços e traições, com as perfídias, deslealdade, desvios alheios, hipocrisia, manifestações autoritárias, ingratidão, e esse sem número de sentimentos e vazão do comportamento humano têm o condão de polir a conduta das pessoas, e aprimorar o caráter, desenvolvendo ações virtuosas, de fortalecimento da autoestima para continuar focado em atividades agregadoras, e às vezes se desviando para o caminho do mal ou do abismo.
O mau caratismo precede a queda.
A queda aguarda com paciência.
A paciência gera acúmulo.
O acúmulo aumenta a pena a ser paga .
A pena a ser paga aguarda com paciência.
A paciência não tem pressa.
O mau caráter precisa de tempo.
O ciclo se encerra.
O mau caráter se aproxima do abismo.
O abismo tem paciência.
E aguarda o mau caráter .
Enfim o ciclo se encerra.
E o mau caráter está no fundo do abismo.
Sozinho e agora com paciência.
as palavras não devem andar em curvas, mesmo porque as frases podem derrapar e os entendimentos cairem no abismos...
Quando a nossa mente é ocupada a processar mais o “ter” em detrimento do “ser”, estamos a um passo do abismo existencial.
Se não soubermos bem vive-lo, por vezes o
amor pode nos levar a insondáveis abismos,
cuja saída nem sempre saberemos encontrar...
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ABISMO DE AMOR
Marcial Salaverry
Se em pensamentos num abismo afundamos,
sempre dominados pelos sentimentos,
reagindo por sobre as dores saltamos,
e vencedores no amor mergulhamos...
Depois, contemplando as estrelas,
soltamos o que temos n'alma,
buscando ainda que estranhas,
as rimas para nossos poemas...
E então, vencemos nossos medos,
libertando-nos de todos anseios,
com desejo sentindo o amor na carne...
Esquecemo-nos dos momentos adversos,
que nos viraram do avesso,
escrevendo nossos lindos versos...
Ah, Senhor!
Tu conheces os meus pensamentos antes mesmo que eu lhe dirija uma só palavra.
Sabes quando Minh 'alma está na superfície ou no mais profundo abismo.
O Medo!
O medo, esse intrincado labirinto da mente, muitas vezes ergue muralhas impenetráveis que nos impedem de avançar. É como uma sombra constante, sussurrando dúvidas e incertezas em nossos ouvidos, paralisando-nos diante das oportunidades que se apresentam. Nos seus grilhões, a inércia se torna confortável, e o desconhecido, um abismo temido. Mas, na escuridão do medo, também reside a luz da coragem. É preciso confrontar nossos temores mais profundos, desvendar suas raízes e transformar o medo em combustível para a jornada rumo ao progresso. Somente ao atravessarmos os véus do medo é que descobrimos a verdadeira liberdade e o potencial infinito que reside dentro de nós.
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