A Vida e a Arte
O mercado de arte universal tem o péssimo habito de super valorizar, divagar sobre a grande importância e valor das criações geniais do artista morto.
A maçonaria sem a arte e cultura embarcando numa plataforma futurista e tecnológica perde o papel de ser Luz Guia para ela mesma e toda insensata e equivocada descrente humanidade.
O natural destino de uma boa obra de arte, não é ficar escondida e circuncisa, trancada, refém em uma coleção como símbolo de status e poder. Pelo contrario, ela em si não pertence a mais ninguém e é de todos, quando o artista finaliza, a obra passa a ser do mundo. Sua promoção, publicação e exposição por direito deve alcançar o maior numero de pessoas e culturas, se tornando a base comum do conhecimento criativo do universo.
Entender a vida, por si só, é uma arte. É olhar a existência nos olhos, e deixar-se guiar pelas trilhas que o mundo provém. É saber distinguir cada passo, e compreender os desígnios do futuro para além das expectativas, mas como quem sonha e faz acontecer. É notar a si mesmo como elemento fundamental da própria história, e não como um coadjuvante que tudo vê. É permitir-se ser livre, mesmo dentro das amarras que as circunstâncias podem trazer. É compreender o próprio tempo, alinhando as arestas que delimitam a imposição do outro no nosso querer.
Entender a vida é uma arte. Ser autor dela também.
A arte provoca, instiga nossos sentimentos seja de que jeito for. Nos tira do morno, nos motiva.
Para mim, sem ela, não há vida.
É preciso tempo para viver. Como toda obra de arte, a vida exige que se pense nela.
A verdadeira beleza está escondida na arte de sobreviver o mundo, e o mundo consumiu a beleza da vida.
A única maneira de combater a insignificância humana é criando arte! A vida é uma arte. Viva a arte, viva a vida!
Em toda a beleza caótica reside uma obra de arte ferida.
Linda, mas rasgada,
Camuflada pelas inseguranças, cega por tudo.
Eu amo a maneira como você se senta aí e mal me nota.
