A Inteligencia Nao se Mede
Amei-te no instante em que não sabias existir, e desde então, o tempo apenas confirmou o que a alma já sabia.
A verdade não é um destino, mas uma jornada constante que se revela apenas aos olhos de quem busca, sem temer o desconhecido.
Não somos senão artífices do invisível, forjando sentidos na vastidão do incognoscível, enquanto o tempo escapa pelas frestas do ser.
Entre as sombras da alma, habita o silêncio que não se desfaz, e é nele que a psique se descobre, metamorfoseando dor em renascimento.
A eternidade não reside no tempo, mas na profundidade com que vivemos cada instante — o agora é a única forma palpável do infinito.
Há tormentos que não gritam — apenas sussurram dentro da consciência, travestidos de rotina, enquanto corroem o ser pelas frestas do inconsciente.
Ainda que os sóis fenecessem e o firmamento se rasgasse em penumbra, meu afeto por vós não feneceria; pois jaz em mim como promessa lavrada em pergaminho e selada com o lacre do tempo idoso.
A solidão do espaço não assusta tanto quanto o ônus da escolha entre salvar o mundo e abandonar quem se ama.
De ti, restou-me o inebriante perfume da tua ausência — e as palavras não ditas, que o tempo, implacável, se levou antes que pudessem nascer.
Juro-te amor eterno, não pelo amanhã incerto, mas pelo instante em que teus olhos me revelaram a melodia de todos os meus dias.
Quero esquecer que vivo, leva-me a algum lugar que não seja esse lugar em que estou. Faz-me esquecer o peso que carrego nos ombros, essa carga pesada de pesados escombros, queira ser como a fragrância de uma flor, minha história feita de dor.
Lugar... estar... esquecer... pesar... flor... fragrância... Leva-me para sempre, sem rumo nem distância!
Sei que essa vida não é eterna, mas almejo viver, através das pessoas que conheci ou amei, viver através de lembranças, como lembrados vivem através de mim. Não tenho medo de morrer, mas temo ser esquecido!
