A Inteligencia Nao se Mede
Nada melhor que o tempo para nos mostrar diversas coisas que ainda não víamos ou acreditávamos não existir. A reflexão é constante e necessária, pois dela retiramos conclusões sensatas. Pode parecer difícil entender no início, mas Deus apresenta diversas coisas todo segundo, basta prestar atenção nos pequenos detalhes. Respostas chegam rápido, antes mesmo do que imaginamos.
Bastava que ela me dissesse: vamos. E eu iria. Não sei para onde. Não imagino para onde. Mas iria. Feliz como nunca. Feliz como estou, feliz... sempre que estou com ela. Vamos, diria ela, nos meus sonhos mais utópicos. E eu iria. Mas não vou. Ela não diz. Ela não diz nada e eu vou aguentando esta sucessão de nadas que tento transformar em tudos, tudos que queria ouvir, tudos que queria sentir, tudo que só ela me pode dar....
Amar é transformar uma sucessão de nadas em tudo.
Sérgio Soeiro
Textos fictícios
Eu não consigo guardar rancor
De alguém que me magoou
Prefiro transformar esse rancor
Em sentimentos de amor
Só vou guardar para mim
Sentimentos que me faz feliz.
Mais uma escrita de uma mão negra
A folha branca, que não tem preconceito,
Recebe a caneta, com tinta preta,
Eu escrevi.
Sempre me perguntam se tenho medo da morte. Não, eu não tenho medo da morte. Tenho curiosidade e, de vez em quando, uma leve, uma tênue vontade de conhecê-la. O que me causa medo, o que me apavora são aquelas pessoas, todas bem vivas e pobres de espírito, que deixam um rastro de destruição e de tristeza por onde passam.
Pássaros cantando
Talvez o mundo não fosse tão grande como eu imaginava
Talvez eu não merecesse o céu, como eu achava, somente as nuvens
E, tenho apenas que me contentar com o canto das pássaros
Porém, não é me desfazendo deles
Eles não deixam de ser belos
Mas, são singelos
Talvez eu devesse cantar apenas a minha verdade
Andar a passos curtos
Sem fazer barulho
Apenas vivendo cada instante dentro da minha própria eternidade
Numa silenciosa jornada
Ao mesmo tempo intensa e necessária pra quem a vive
Talvez eu devesse apenas recolher as folhas que eu encontro nos bosques do caminho
E plantar uma nova história
Pouco a pouco fazendo o meu ninho
Uma casinha no interior
Um campo verde e florido
Uma chaminé
E novamente os pássaros cantando
Escutando e apreciando meu silêncio interior no interior do interior.
A saudade do futuro
Uma saudade não nomeada
Também brota aqui dentro
E se perde pela estrada
Ah, se no meu próprio canto eu ouvisse os pássaros cantando...
Talvez eu não mereça mesmo o amor
O amor de Eros, o amor dos outros
Nem a paz e a calmaria da cidade
Talvez no meu coração só possa perpetuar a dor
Continuamente
E nesse total desprazer é que a minha mente sente
Sentimento descontente
É o que provoca esse miserável, insensato e profundo estado de torpor.
Passo os meus dias tentando ser algo que com certeza não faz parte de mim. Agora, desconfio que até meu próprio nome não faça mais sentido
Vírus eleitoral
O vírus não quer ir
E a morte também quer ficar
Quem será o dono desse lugar?
Espero que sejamos nós!
Mas entre nós,
também há vírus mortais
E até entre os canibais
há animais melhores!
Entre vírus e animais há de haver um acordo político!
Você fica com o emprego
E eu com seu sossego!
Vc me pega de ladrão
E eu te engulo de antemão!
-Sou poderoso, meu cidadão!
Basta um aperto no pára-brisa,
e eu te mostro com qual vírus se faz uma eleição!
