A Inteligencia Nao se Mede
Caso o tempo não permita com que eu viva.
Deixo guardado as memórias que já vivi.
Estarei no o sabor dos cafés que viveríamos a saborear..
E Me sentirá tocá-la nos cabelos, ao viver paisagens onde minhas fotografias não registravam o brilho do meu olhar.
Pois como o vento frio, fui passageiro.
E em cada pequeno universo que passei, não deixei de ser intensidade..
...
Alegria intensa ou amor profundo.
Raiva intensa ou medo avassalador.
(...)
Sol do Verão
Não o amei durante minha juventude, pois não permitia que me aquecesse como o amor fez.
Optei pelo isomento, no alto de frias colinas.
Onde permaneceria então intocável pelo seu calor, e longe de qualquer desconforto aos meus olhos.
Erro meu não deixar aberta as portas e janelas, para que seu feixe de luz iluminase meu lar.
Agora..
Tarde a amei, e cego fiquei ao amá-la..
Meus olhos já não enxergam nada além de luz, porém não sinto o desconforto.
E Além de ti, não vejo nada..,
Os esforços no presente, tornam meus sonhos palpáveis.
Então não há nada que possa reclamar, se já não sou e nem estou onde comecei.
Sabe aquela sensação que você não consegue definir se está "vivendo um sonho" ou se está "sonhando acordado".
E que se for apenas um sonho, você deseja nunca mais ser acordado.
Você me faz sentir isso..
Em todas as vezes que você sorri
Em todas as vezes que me abraça
Em todas as vezes que escuto sua risada.
Talvez por isso.. cada sonho, desafio ou obstáculo.
Se tornam mais prazerosos e fáceis de serem conquistados.
Pois carrego sempre você em mim.
Naquele dia, eu morri.
Não havia vida no olhar.
E do brilho, veio a escuridão.
A senti como se fosse minha..
A verdade?
Eu havia buscado aquilo.
Tudo o que tinham medo, tudo o que dava fim ao sentimento.
Naquele dia eu mereci a morte.
Naquele manhã não deveria mais estar aqui.
Por uma última vez te senti.
A amei.
E por amor, eu parti.
Um Simples Cara.
Uma armadura que protege, também aprisiona.
Diminui seus movimentos, e não deixa com que se aproximem de você.
Parece bom, quando o assunto é proteção e segurança.
Mas é o pior pesadelo que se pode sonhar.
Já que ela te bloqueia do mundo externo.
Da dor.
E do amor.
Educamos crianças para um mundo que não existe mais, com ferramentas de ontem para resolver os dilemas de amanhã. No fundo, a educação formal é como ensinar alguém a nadar desenhando gráficos sobre água, enquanto o oceano que importa está lá fora, ignorando todas as regras.
Enquanto não mudares de atitude, te juro, que o passado sempre será o teu presente, ainda que estejas no futuro.
Somos máquinas programadas para buscar sentido em um universo que não se importa. Talvez a maior piada cósmica seja essa: procuramos significado onde só há caos, e chamamos isso de viver. A paz talvez não seja entender o absurdo, mas abraçá-lo. Afinal, a vida nunca prometeu fazer sentido — fomos nós que inventamos essa promessa.
A vida não é cruel nem bondosa; ela simplesmente acontece. O sofrimento nasce quando acreditamos que ela nos deve algo — amor, justiça, sentido. No fundo, somos nós que criamos essas dívidas com expectativas que nunca serão pagas. Talvez o segredo seja parar de pedir explicações e apenas assistir ao espetáculo sem final definido.
Independentemente do que nos espera — ou não — depois da morte, a forma como conduzimos nossas ações e relacionamentos aqui e agora é o que verdadeiramente importa.
O silêncio da solidão não é o problema; o problema é o que ele revela. Ele nos força a confrontar as perguntas que evitamos, as partes de nós que escondemos. Preenchê-lo com vozes externas é só um band-aid para uma ferida que nunca se fecha. Talvez o verdadeiro desafio da solidão seja descobrir que o que falta não é companhia, mas aceitação do que somos.
Envelhecer não é perder tempo, mas ganhar peso — não no corpo, mas na alma. Cada ano que passa deixa marcas invisíveis: as memórias pesam, as escolhas rejeitadas se acumulam, e o futuro encolhe enquanto o passado se alonga. Talvez o maior fardo de envelhecer seja perceber que nunca fomos tão leves quanto pensávamos.
A felicidade não é algo que se conquista. É uma distração temporária do desconforto que acompanha a existência. Tentamos encontrá-la, mas ela só aparece quando paramos de procurá-la. Passamos a vida achando que precisamos de mais para ser felizes, quando na realidade, ser feliz é só parar de querer o que não temos. A felicidade nunca dura porque a vida não foi feita para ser permanente.
Recíproco
Eu sei, você não sabe viver,
mas encontrou em mim
a poesia que faltava,
o verso que acalma,
o rastro de luz na sombra do querer.
Quem de nós sentiu primeiro
o pulsar mútuo, o laço inteiro?
Foi no toque das almas,
na vibe de um amor recíproco,
que o tempo parou, e o mundo,
por um segundo, cedeu à existência.
Amor, você é meu sol incessante,
verão que dissipa o frio cético do amante,
minha costela, minha essência,
o calor que desfaz a distância
entre o medo e a entrega.
Você é o poema que respiro,
a razão pela qual não apenas existo,
mas amo e vivo.
Aceitar a vida como ela é não é conformismo, é lucidez. É entender que nem tudo precisa ser perfeito, resolvido ou ter um propósito. Resistir à realidade só aumenta o sofrimento, porque o mundo não vai se ajustar às nossas vontades. Aceitar é mais difícil do que lutar, porque exige encarar que somos pequenos diante do caos.
A insatisfação não é um defeito, é um sintoma de quem enxerga demais. Os que estão confortáveis com a vida geralmente não a questionam. Insatisfação é o preço que pagamos por não aceitar as mentiras que contamos a nós mesmos.
O amor nos tempos modernos não morreu, mas está em coma induzido. Foi sufocado por expectativas irreais, apps de encontros e a pressa de consumir pessoas como produtos descartáveis. A promessa de conexão virou catálogo, e o romance, uma transação.
Nos tempos modernos, confundimos desejo com amor e distração com conexão. Não buscamos mais a profundidade de um relacionamento; buscamos alguém que preencha nossas horas vagas e não exija muito esforço. A superficialidade virou padrão porque exige menos comprometimento.
