A Gente se Entende
A gente não nasceu pra viver só de aliviar a pressão de vez em quando.
A gente merece ser feliz de verdade.
Sentir o coração leve num dia comum… não só quando a vida resolve dar uma pausa.
A gente merece conhecer lugares que despertam vida por dentro,
viver um amor que soma — mas também aprender a gostar da própria companhia,
até o ponto de se sentir inteiro mesmo sozinho.
Porque a vida já exige demais.
A gente corre, se esforça, engole muita coisa em silêncio.
Então tudo isso precisa fazer sentido.
E no fim… não é sobre sorte.
É sobre constância.
É continuar — mesmo cansado —
sem desistir do que a gente acredita.
Ainda aqui
por Sariel Oliveira
Eu já vi a morte levar gente demais de mim.
Gente que eu amava, que eu queria perto,
gente que eu achava que ainda tinha tempo.
E não teve.
A morte não dá aviso,
não dá chance de preparar o coração.
Ela só vem… e tira.
E depois disso, alguma coisa muda dentro da gente.
Hoje, eu prefiro que as pessoas se afastem.
Prefiro ver de longe, mesmo que doa.
Prefiro saber que estão vivendo, sorrindo, seguindo a vida…
mesmo que não seja comigo.
Porque a distância machuca,
mas não destrói do jeito que a morte destrói.
A morte não deixa escolha.
Não deixa caminho de volta.
Não deixa nem um “e se”.
Então, se for pra perder…
que seja pra vida.
Que seja vendo de longe,
que seja em silêncio,
mas sabendo que ainda estão aqui,
em algum lugar do mundo.
Porque no fundo…
o que mais dói não é a distância.
É a certeza de que nunca mais vai existir nem a chance de estar perto de novo.
Que a gente tenha coragem de arrancar algo bom até dos dias mais fodidos.
A vida bate… e não bate fraco!!!
Mas não importa quantas pancadas eu leve hoje, nem o tamanho da dor que tentem me impor, eu não fico no chão. No outro dia eu levanto. Sempre levantei.
Porque tem algo maior que me sustenta, me protege e nunca falhou comigo.
E enquanto eu tiver de pé, ninguém me derruba de verdade.
Daqui a pouco vai começar
o Stamm Tchucalonga
para a gente se esbaldar,
e para a La Sagra
a gente se esquentar,
Muita festa vai rolar,
você vai adorar,
E no ano que vem
com certeza irá voltar
para com a nossa
querida Rodeio festejar.
A ventania traz o tempo
para dançar com a gente,
Fazendo o Araçá-grande
gentilmente balançar
as flores a desabrochar.
Ouço Cantar os Reis
vindo se aproximar,
Queiram ou não,
vamos todos sorrir,
se divertir e a paz total
haverá de prosperar.
Os Reis Magos
irão nos abençoar
sob a luz da querida
Estrela de Belém
que irá nos iluminar.
Tudo em nós é janeiro
para colocar do jeito
que a gente ama e quer,
Não vejo a hora de te ver,
aqui em Santa Catarina
O Angico jacaré está
em florescimento,
O meu coração derretido
forte está batendo,
Querendo viver de amor
o tempo todo com você.
Tem gente que não quer que o brasileiro não tenha memórias alegres ou tristes, ou seja, que simplesmente o brasileiro apenas só se lembre daquilo que aconteceu há cinco minutos atrás.
O mundo em preto e branco
não é capaz de me capturar.
Tem gente que até vai à Igreja —
e não aprendeu a rezar.
E se um poderoso falar
que vai jogar uma bomba atômica,
há quem tenha a capacidade de
amenizar.
Eu, como sou poesia,
não posso me calar.
Vou até a multidão
ao coração falar.
Pelas mãos e fortaleza da gente
do campo do Rio Grande do Sul
e do Vale do Rio do Peixe foi erguida,
assim começa a história
da cidade que é toda a minha vida.
Depois da Guerra do Contestado
passou a pertencer à Santa Catarina,
fundou-se a história de Ouro Verde
plenamente no Oeste Catarinense,
e aqui vivo orgulhosamente.
Ouro Verde fascinante que leva
esse nome graças aos pinheirais
e a erva-mate em abundância,
que fascinaram este povo,
e o meu coração tem estância
cheia de beleza e romântica.
É nesta cidade que tenho a fé,
o encontro com ou sem festa,
os sabores que sempre animam,
tudo na vida o que interessa,
não me vejo fora deste lugar:
este é o meu recanto de morar.
A Dialética da Hipocrisia
Tem gente que sonha e não busca seu espaço.
Tem gente que briga, mas é um eterno covarde.
Tem gente que adoece e jamais procura a cura.
Tem gente que planeja e nunca se organizou.
Tem gente que se diz discreta, mas adora fazer alarde.
Tem gente que é lenta para o dever, mas veloz para o interesse.
Tem gente que é tagarela, mas não quer ouvir.
Tem gente que grita e não se cala na hora certa.
Tem gente que chora e não suporta ver ninguém chorando.
Tem gente que crê em Deus, mas vive chamando pelo demônio.
Tem gente que canta e não deixa ninguém assobiar.
Tem gente que reclama e nunca reivindicou coisa alguma.
Quando a gente pensa positivo e mantém o coração no lugar, a alma se torna leve e a vida caminha em paz.
Você ter pouco dinheiro,
muita gente se importa.
Você ficar doente, alguns se importam.
Experimente ser feliz e veja
quanta gente se importa.
CRÔNICA:
QUEM DERA...
BY: Harley Kernner
Às vezes, a gente só quer fugir. Não para um lugar distante no mapa, mas para um canto onde o tempo se dobra e a realidade se dissolve. Era uma tarde dessas, o sol ainda alto, mas já com um tom alaranjado que prometia o fim do dia. Sentei-me no banco da praça, observando o movimento miúdo das pessoas, cada uma imersa em sua própria urgência. E, de repente, veio aquela vontade: de trocar o asfalto pelas estrelas, de sentir o calor de um amor que, de tão intenso, quase sufoca, mas de um jeito bom, sabe? Um amor que quebra o silêncio do universo com o barulho de dois corações que se entendem sem palavras.
Quem me dera se, naquele instante, alguém me raptasse. Não um rapto de filme, mas um arroubo de carinho, um abraço apertado que desenhasse no meu peito a certeza de um sentimento. Um desses encontros que a gente sonha, onde o olhar diz mais que mil discursos. Mas a vida real é feita de sutilezas, de quase-encontros, de olhares que se cruzam e se desviam. E a gente fica ali, no banco da praça, com a melodia de um desejo que não se concretiza, mas que pulsa forte.
Já que não há rapto, nem beijos que aprisionem, a gente se permite sonhar. Sonhar com braços que acolhem, com a chance de beijar a alma de alguém, de inalar um perfume que acalma e faz esquecer o mundo lá fora. Adormecer no colo, mesmo que seja apenas na imaginação, é um consolo. É a beleza do efêmero, do que poderia ser, do que se anseia.
E a gente pensa: "Por favor, que esse rapto venha logo. Que esse doce cativeiro do coração se concretize." Quem dera fosse hoje, nesse exato momento, antes que o sol se ponha de vez e a noite traga apenas a lembrança do que não foi. Mas, por enquanto, a crônica da vida segue, e a gente continua sonhando, esperando o dia em que o "quem dera" se transforme em "um rapto real".
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular.
MAIS UM ADEUS
Não importa o quanto a gente fuja, nem para onde vá… no fim, não podemos escapar de nós mesmos. Cada um de nós carrega dentro do peito uma batalha silenciosa, uma guerra íntima que ninguém vê. E, por mais que o mundo mude ao nosso redor, é dentro de nós que a verdadeira vitória precisa acontecer. Porque, se não vencermos a nós mesmos, perderemos todas as outras batalhas, inclusive aquelas que mais importam.
Seus hábitos devoram seus planos no café da manhã, e isso é mais do que uma frase… é um lembrete de que o amor, os sonhos e até as despedidas são moldadas pelas escolhas silenciosas que fazemos todos os dias. Não há destino escrito, só caminhos abertos, e, às vezes, eles seguem em direções diferentes, mesmo quando o amor ainda grita dentro do peito.
Você está indo embora, e eu fico aqui, entre a dor da ausência e a incerteza se teria sido melhor não ter vivido esse amor?! Não me despeço de você com rancor, mas com respeito, acredite, porque eu fui verdadeiramente feliz com você, não por você, não te carreguei nos ombros e não foi um fardo vê-lo sendo feliz comigo, porque você não sabe, mas eu sei que você era muito feliz ao meu lado!
De todas as pessoas que me machucaram, você foi o único que também me curou de algo, que apesar da dor, também me amou. Eu me sentia uma criança protegida, uma menina feita de amor e entrega, uma mulher completamente realizada...
E é isso...
Vai… segue tua estrada, enfrenta teus medos, transforma teus hábitos e vence tuas batalhas. Eu ficarei aqui, também lutando com as minhas, tentando ser alguém melhor, alguém que um dia consiga olhar para trás e sorrir, mesmo com tantos motivos pra chorar.
Leve com você tudo o que vivemos, tudo o que fomos… porque, apesar da despedida, uma parte de nós sempre vai existir, intacta, em algum canto dentro de você... em mim, consumindo todo meu ser.
Sabe do que eu jamais o perdoarei? Por ser tão vazio de mim, por ter me feito promessas que nunca irá cumprir, sussurrando por aí mentiras que eu adorava ouvir, por desperdiçar o tempo que não me deu, por escolher passear entre amores que não sou eu.
Adeus.... mais uma vez... que você se encontre, que você seja feliz e que jamais me esqueça...
