A Gente Aprende com as Decepções
Tem gente de terço na mão.
Tem Bíblia na boca.
E tem ódio no coração
pra quem votou diferente.
Rezam "perdoai-nos"
e condenam sem perdão.
O céu confuso pergunta:
Que evangelho é esse
que não cabe no outro?
Van Escher
Disseram que era política.
Mas era medo.
Medo do pobre virar gente.
Medo de não ter mais
quem limpe o chão.
O ódio tem CEP.
E tem preço de mão de obra.
Jesus andou com pescador.
O Brasil crucifica
quem dá rede pro pescador.
Van Escher
UTI da alma.
Tem gente em terapia há anos tratando "relacionamento que não deu certo".
Quando devia tá na delegacia tratando estelionato emocional.
Van Escher
"Meu trabalho é ME preservar".
Tem gente que responde no impulso,
fala o que a cabeça pensa
mas não o que o coração sente.
Se enrola toda e depois apaga a mensagem
achando que você não ouviu, não leu.
Eu corto o mal pela raiz:
Se tá confuso dentro,
não vira caos aqui fora.
VAN ESCHER
Tem gente que exala companheirismo, amor, sinceridade, brilho no olhar e firmeza nas palavras.
E tem gente que nem usando os melhores perfumes importados consegue disfarçar o cheiro de mentira e podridão.
— Van Escher
O questionar da etica e a moral.
Navio cheio de gente rica e navio contaminado.
Se esse navio fosse de Cuba cheio de refugiados seria acolhido ou afundado.
é tão bom ter gente boa ao nosso lado, e tão melhor quanto isso, é ser gente boa para alguém, e esse alguém ser reciproco.
25 de março mundo real de batedores de carteira trombadinha.
Gente trabalhadora vem de outros paises buscar pouco de dignidade.
Polícia e fiscais fazem batidas contantes de mercadorias ilegais depois vendem para outros ambulante ou em suas proprias lojas.
A prostituição no meio dia nos edifício do centro pois não tem mais o treme treme... foi demolido.
Shopping da vinte cinco produtos chineses legais e ilegais.
Comida vendida na rua sem higiene igual a india ou pior.
Tem gente vem fora do estado de São Paulo para comprar vem ônibus clandestinos, e também de fora do pais do mesmo jeito clandestinos. Preço barato.
Outros vem pelos terminais de onibus.
Fazem contrate da feirinha da madrugada renda da famílias estão ali produto baixos e de boa qualidade.
Muitas vezes povo vai de carro ou taxi e tem gente se aproveita desta condição rouba as mercadorias.
Os eletrônicos são expostos atrativos.
Ate camelos perfumes falso cheios de agua. Logo ali perto carne porco exposta calçada e peixes e mariscos no sol escaldate.
O contraste com maquina de carne e suco gelado barado rápido ate os mosquitos gostam.
As ruas cheias dão contraste com policiais e metro cheio. Os ônibus são outra aventura.
Minha vida é irrelevante num lugar desse tamanho. Há muita gente com histórias muito mais tristes do que a minha. Aqui sou invisível. Desimportante. Manhattan tem gente demais para se preocupar comigo. E eu a amo por isso.
O melhor lugar do mundo realmente é quando a gente se põe no lugar do outro ..em todos os sentidos....
E o amor nasceu pra ser fogo.... porque quando a gente se olha.. ele incendeia... e quando nos entregamos a ele.. nós o apagamos.. no calor dos nossos desejos.. na ardente ânsia dos nossos corpos em chamas..
A gente ainda se ama..
so esquecemos de priorizar isso...
acabou chegando a rotina..
a indiferenca vem nos afastando..
Vidro embaçado. .
A gente no carro..
Gemidos,sussurros, afago..
Corpo no corpo..
Sabor, prazer,pecado..
O Proibido é mais gostoso..
o ser humano adora desafios..
Chega um tempo em que a gente para de pedir licença para ser quem é.
Depois de tantas travessias, já não há necessidade de esconder as marcas, explicar escolhas ou caber nas expectativas de ninguém.
Porque existe uma força que só nasce depois que a vida nos atravessa. Uma coragem que não faz barulho, mas nos ensina a voltar para nós mesmas.
Hoje, quando olho para trás, não vejo apenas o que doeu. Vejo tudo o que precisei vencer para chegar até aqui sem perder a fé, a ternura e a vontade de continuar.
Não sou apenas quem sobrevivi sendo.
Sou também a mulher que escolhi me tornar.
E talvez uma das maiores liberdades da vida seja chegar diante do espelho, depois de tantos caminhos, e finalmente poder dizer:
essa sou eu.
Edna de Andrade
SOBRE AMOR
Quando a gente ama, num tem porquê, não.
A gente ama e pronto, sem motivo, sem razão que o outro dê… e sem invenção na cabeça da gente.
Amor não usa máscara, visse?
Por isso é que não se explica, nem se entende com palavras — só sentindo mesmo.
O amor é que nem água limpa: a gente vê logo quem é a pessoa de verdade.
E, mesmo ela sendo o contrário de tudo que a gente já sonhou um dia… olha, num tem jeito: a gente ama assim mesmo.
É coisa doida, sem pé nem cabeça.
Mas quando é amor de verdade, daquele que vem do fundo do peito…
Ah, minha filha, num tem força nesse mundo que desate.
PRÓLOGO: À PROCURA DO SER HUMANO
Havia muita gente na rua...
Os cônjuges passeavam de mãos dadas; jovens congregavam-se à sombra de uma mulembeira, discutindo a literatura africana dos séculos XVIII e XIX; outros, mais curiosos, discorriam sobre a ascensão do Iluminismo e a Revolução Científica e Tecnológica; alguns, do outro lado do ocidente, ostentavam vaidosamente aquilo que vestiam e consumiam...
Havia ainda aqueles que se entregavam a pelejas por nada menos do que pecúnia. Talvez, à primeira vista, isso pareça fútil, inclusive para um Miserável como eu... irrisório de se dizer e absurdo de se ouvir.
Cheguei a cogitar interceder; não obstante, como estava apenas de passagem, pouco desejava o meu íntimo que assim o fizesse.
Fui-me embora.
Segui adiante como segue o vento: sem olhar para trás.
Pensei se a minha atitude seria passível de apreciação por parte da sociedade. Por outro lado, temia igualmente que ela me censurasse por ter permitido que o meu subconsciente se recusasse a interceder em favor daqueles incompatíveis.
Ponderei, afinal, que a vida se assemelha a um cemitério, onde as tumbas já foram preparadas para nós há muito tempo. Daí que aquilo a que chamamos viver seja, de facto, um belo enterro.
Enfim...
Achei melhor abandonar tais reflexões e prosseguir a viagem de forma tranquila e solene.
Enquanto caminhava pelas terras da Humpata em direção à Chibia, já com a garganta ressequida pela longa jornada, deparei-me, de forma inesperada, com um viajante mukubal. Apressei-me, então, a saudá-lo:
— Graça e paz, amigo viajante. O que o traz a estas terras longínquas?
Então, respondeu-me:
— Estou à procura do ser humano. Pois, de onde venho, existem poucos.
Perplexo ante o que acabara de ouvir, tornei a inquirir:
— Afinal, amigo viajante, que tipo de ser humano procuras especificamente?
Em tom metafórico e exaurido pelo cansaço, replicou:
— Daquele que não deseja afirmação, mas perdão. Daquele que não quer possuir o céu, mas apenas ser digno de habitá-lo.
Estarrecido com as palavras do nômade, ensimesmei-me a refletir:
Que estranho...
De que tipo de ser humano se trata?
Não somos todos nós humanos por natureza?
Afinal, o que nos distingue daquele que ele tanto procura?
Permaneci aturdido diante das minhas próprias indagações e concluí que talvez tudo não passasse de um delírio do viajante mukubal; que o excesso de fadiga o tivesse levado a proferir tais afirmações aparentemente absurdas.
Enquanto monologava com o meu subconsciente, o viajante mukubal disse-me imediatamente:
— Não penses demasiado, filho.
Sabes, houve um tempo em que este mundo era habitado por pessoas verdadeiramente humanas. Pessoas de coração benigno. Zelavam umas pelas outras; faziam de tudo para resguardar a paz e a harmonia social; auxiliavam-se mutuamente, unidas por um único propósito: o bem-estar comum.
Não obstante, com o passar do tempo e com a descoberta dos minerais e de outros recursos naturais — ouro, diamantes, carvão, ferro e tantos mais —, bem como, mais tarde, do petróleo, da energia, das grandes invenções tecnológicas e, por conseguinte, da bomba atómica, esses humanos foram-se dissipando.
Na verdade, o amor tornou-se exótico nos últimos tempos.
O ego, por seu turno, erigiu-se como a suprema afirmação do homem.
Cada indivíduo passou a buscar a própria exaltação perante os demais.
Converteram-se em amantes da guerra.
Possuídos pela febre da opulência.
Famintos de poder.
Endividados pela ignorância.
Dominados pela ganância.
Obnubilados pela ausência de lucidez.
Sepultados na desgraça e engendrados pela cobiça.
É desse ser humano que estou à procura, filho.
Por acaso, viste algum por aí?
Vai voltar pra mim um dia..
Vai porque so eu sei .. so eu sou..
Sempre o melhor pra vc..
A gente combina em tudo..
A gente se entende.. se completa..
E na hora certa .. vc vai abrir aquela porta..
Vai me pedir: volta?
E com um sorriso no rosto..
Te direi te quero pra sempre...
E vai ser assim... eternamente..
Eu .. vc... vc ... e eu...
