A árvore da vida
Houve um presente para cada um de nós depositado sob a Árvore da Vida há 2.000 anos, por Aquele cujo aniversário celebramos hoje. O presente não foi negado a ninguém. Alguns deixaram os pacotes não reclamados. Alguns aceitaram o presente e o carregam consigo, mas não conseguiram remover os embrulhos e olhar dentro do pacote para descobrir seu esplendor oculto. Os pacotes são todos iguais; em cada um há um pergaminho onde está escrito: “Tudo o que o Pai possui é teu”. Pegue e viva!
Cristo, Árvore da Vida, que mantém vivo o Corpo em que estou!
Por favor, perdoe-me por viver separado de ti durante muito tempo e deixa alimentar-me de ti!
Para que eu, em união contigo, cumpra o verdadeiro propósito da minha existência!
No vasto teatro da existência, onde o ser se desvela em múltiplas dimensões, a árvore da vida ergue-se como símbolo da jornada espiritual. Suas raízes, profundas e misteriosas, conectam-se ao âmago da terra, absorvendo os nutrientes da experiência e da sabedoria ancestral. Cada raiz é um fio invisível que nos liga ao passado, às nossas origens, aos arquétipos que moldaram nossa essência.
O tronco, robusto e resiliente, é a coluna vertebral da consciência, sustentando o peso das escolhas e das transformações. Ele se adapta às intempéries, mas mantém sua integridade, refletindo a flexibilidade necessária para navegar pelas adversidades da vida.
As copas, que se estendem em direção ao infinito, são os pensamentos e as aspirações que buscam a luz da compreensão. Elas dançam ao vento das ideias, absorvendo a energia do sol da sabedoria, mas permanecem conscientes de que sem as raízes, sem o solo que as sustenta, não poderiam existir.
Os frutos, que amadurecem no tempo, são as ações e as manifestações do ser no mundo. Eles carregam as sementes do futuro, mas também o peso do passado, lembrando-nos de que cada escolha gera uma consequência, e que a verdadeira colheita é aquela que nutre a alma.
Assim, a árvore da alma nos ensina que somos simultaneamente profundidade e altura, sombra e luz, finitude e infinito. Reconhecer essa dualidade é o primeiro passo para o despertar espiritual, pois é na integração do que é oculto e do que é visível que encontramos a verdadeira harmonia
Somos todos frutos da mesma árvore: a vida. A diferença é que alguns no tempo certo amadurecem e outros apodrecem, sem nunca conseguirem amadurecer.
A árvore da vida, é exatamente o rio da vida, através desse rio todos foram curados e libertos, todos. Pois esse rio, é o rio de fonte de amor eterno.
o ego e o Eu moram no mesmo corpo. O primeiro come as frutas doces e as ácidas da árvore da vida, enquanto o último observa tudo com desapego.
"EU e ELA" unidos somos pelo amor.
Ser eu é ser você.
Você é a arvore da vida e eu sou a raiz desta arvore.
Eu sou o composto.
Você é o elemento e o nosso amor é a mistura quimíca.
Somos a mesma união, unidos pela dor e pelo amor...
Árvore da vida
Lembro-me de quando ainda recebia comida no bico, só ficava ali, esperando.
Quando sentia fome era só chamar. E voz pra isso não me faltava. Gritava aos quatro ventos até conseguir o que queria. Logo era atendida.
O calor das asas dela aqueciam meu inverno e me trazia paz.
"Lembro-me de como eram altas as árvores, dos perigos que me rodeavam e das vezes em que quase cai"
Certo dia olhei para o lado e só avistei minhas próprias asas, ela havia partido, porém, sem ensinar-me a voar.
Não sei o que aconteceu, só sei que não a vi mais. Nenhuma resposta.
A muito tempo brotava em mim uma vontade louca de desbravar o mundo, voar cada vez mais alto, indo a lugares jamais descobertos. Observava os outros voarem, quando caiam alguém os juntava e os acolhia. "Perfeito como deveria ser"
Assim, sozinha. Aprendi a voar.
Joguei-me ao orizonte sem medo, descobri muitos segredos antes escondidos, passei fome. Lutei contra a morte, contra a dor, virei cinzas, renasci.
Busquei no inconsciente minha pluralidade. Tive raiva. Amei. Estraguei. Concertei. Sobrevivi.
Em pouco tempo já era respeitada pelo bando. Talvéz pelo meu desempenho e superação.
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Comia apenas as boas frutas. As podres eu nem mexia.
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Pousava apenas em arvores seguras, avistava as raposas lá de cima..
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Os gaviões tentavam me devorar, mas eu tinha boa percepção e escapava com agilidade. Nunca os provoquei, apenas me mantive distante deles.
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Passei anos voltando no mesmo lugar, aprendendo, reciclando. Nunca a esqueci.
Até que em um inverno quaquer ela voltou, tão diferente da ultima vez...
Haviam cicatrizes em suas asas e seu semblante era sofrido.
Abri as minhas, relembrando alguma coisa do passado, o amor. Porém sem entender aquela doação. Ela, em troca, quis oferecer-me seu tudo, mas eu já tinha.
Quis me mostrar o mundo, mas eu já conhecia.
Ao perceber que nada adiantava, por fim, tentou cortar minhas asas. "Não sou pássaro". Respondi. Logo depois, vooei tão alto, até sumir por entre as nuvens.
Sempre que volto a vejo no mesmo lugar.
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Os princípios e valores são como raízes que sustentam a árvore da vida humana. Conheça suas sementes, logo saberá seus frutos.
- O amor é o único fruto da árvore da vida.
- seus atributos são:
- alegria, paz, paciência, bondade, confiança,
mansidão e domínio próprio.
A árvore da vida pode até dar frutos quando estamos vivos, mas só iremos desfrutar da sua sombra na morte
