31 anos
Das crianças... agora comecei a ter contato com uma figurassa. O filho de 4 anos do síndico do meu prédio, o Gabriel, que vai jogar bola numa parte do terraço que é colada na minha varanda. É o filho do meio de uma família bem situada na sociedade e, como natural, muito mimado pelos pais e um outro irmão. Goza de perfeita saúde e leva uma vida normal das crianças da sua idade. Está sempre aqui no terraço brincando sozinho, jogando bola, tentando, pelo o quê eu escuto, imitar os craques da seleção. Aí começo a me identificar com ele. Como eu, ele também é, pelo que percebo, controlado por uma necessidade de fazer gol que lhe acompanha, diariamente, até o momento de dormir. Como eu fui um dia, apesar do carinho dos pais e do irmão mais velho, deve-se sentir sozinho nos períodos escolares, sem parceiros para as traquinadas da idade. A não ser nos dias de domingo, quando reparo que o levam para uma vila aqui atrás, onde ganha a rua para brincar com alguns garotos da sua idade, mas jamais afastando-se do local. Cópia do que eu fui, também ele joga sua bola imaginando dribles impossíveis e gols inimagináveis dos craques de hoje. Aí que entra a questão, quando ele dá um gritinho Vai "NIUMÂ" (Neymar) e a bola cai aqui na minha varanda hahaha. Como os chutes estão frequentes nos finais de semana, ele já me chama na intimidade, com uma ousadia impressionante: "XIÔÔ (tio), "QUÉ" PANHÁ BÓIA". E lá vou eu devolver a bola para que o jogo não pare por incompetência do gandula. E daí, talvez, a gratidão manifestada pelos cumprimentos e acenos de mão com que me agracia ao passar por mim agora na portaria. Tentando avaliar o peso da cruz que cada um carrega e, sobretudo, vendo o Gabriel, nos finais de semana me posicionando como gandula na varanda, e nunca deixando de me cumprimentar ao me encontrar na portaria ou na rua, espero que ele possa crescer sem encontrar maiores obstáculos no mundo cão em que vivemos, e que este século que ele irá enfrentar adulto seja menos violento e ofereça às pessoas maiores possibilidades de realização dos sonhos de vida. Sinceramente é o que eu desejo ao meu "amigo" Gabriel...
No passar dos anos, descubrimos que a morte não é triste nem vingativa, descubrimos que triste mesmo é não saber viver
O Brasil proclamou sua independência há quase 200 anos, mas ainda não conseguiu libertar-se de uma sedimentada mentalidade de exploração colonialista.(Walter Sasso)
No passado costumava enxergar bem melhor, com o passar dos anos comecei a enxergar mal melhor.(Walter Sasso)
Por 2 anos vivi julgando aqueles que eu achava que eram hereges e com isso, nessa linha de julgamento, cai de cabeça no mar de críticas e fez meu coração se tornar cético, pois, alimentei meu coração somente de coisas ruins, somente de trevas e morte. Somente Cristo pôde trazer a luz em meu coração.
Se eu pudesse dar dois conselhos para todos vocês, seriam...
- Não sigam aqueles que APENAS JULGAM a todos e não a si mesmo.
- Não julguem tudo e todos.
Lembre-se que sua boca vai falar apenas aquilo que o seu coração está cheio, não deixe o seu coração se encher de trevas.
Seja Sal, seja luz.
O Anjo que Me Reconheceu — Parte 2: O Retorno
Os dias passaram. Muitos. Talvez anos. Às vezes eu voltava naquele banco, como quem tenta conversar com um silêncio. Mas ela… nunca mais apareceu. Pensei que tinha sonhado. Que era só coisa da minha cabeça cansada de solidão.
Mas o que eu senti aquele dia… era real demais pra ser invenção.
Foi numa noite fria que tudo mudou. A cidade parecia coberta de névoa e ausência. Eu caminhava sem rumo, meio perdido, meio conformado. Já nem esperava mais nada.
Até que, entre as névoas, vi uma garota de pé. Era ela. Os olhos mirando o vazio, igual a mim. Mas tinha uma calma no jeito dela... tão profunda, que parecia que tudo ao redor se aquietava.
Meu coração reconheceu antes dos meus olhos.
— És tu…? — perguntei, sem coragem de falar mais.
Ela se virou devagar. Os olhos estavam mais maduros. Tristes, mas firmes. Como os de quem viu demais. E mesmo assim, não deixou de sentir.
— Voltei — disse ela. — Tu me chamou com o teu silêncio.
Eu queria chorar, mas fiquei parado. Tonto de emoção.
— Achei que tinhas ido embora pra sempre — falei baixo.
— Nunca fui embora de verdade — ela respondeu. — Fiquei onde tu guardou aquele dia: dentro do teu coração.
Ela se aproximou. Tocou minha mão, que tremia. E então falou com a voz mais doce do mundo:
— Tu ainda tem bondade, mesmo depois de tudo. Ainda procura beleza nas ruínas. E isso… isso faz de ti um anjo também.
— Eu? Um anjo? — perguntei, quase rindo de dor.
Ela assentiu.
— Tu foste meu milagre quando ninguém mais me via. Agora eu volto pra ser o teu.
E, pela primeira vez, eu chorei. Não de tristeza. Mas porque alguém me reconheceu — inteiro. Com as falhas, os cacos, e o coração cansado… ainda assim, digno de cuidado.
Ela me abraçou. As asas, agora mais fortes, nos envolveram como um casulo.
E pela primeira vez em muito tempo… eu me senti salvo.
Quando o amor é puro e verdadeiro é difícil esquecer. Anos se passam e você não consegue esquecê-lo. Paixão da minha vida ainda choro por ti.
E dois anos se passaram....
Foi assim que aprendi
A galhofar de dois menos um.
E nessa brincadeira
Eu te chamo pra sorrir.
Me visto de amor
E te invoco
Para ser os meus momentos,
Meu eterno
Reverso do acaso.
Agora
És emoção infinita
Trazida para o meu mundo.
És meu sol
O sol que brilha.
E diante dessa fantasmagoria
Vou tecendo o pai nosso
Chegando a Ave Maria,
E você agora
É o meu amém
Das minhas noites frias.
Linda fantasia!
Somente veras
São os meus versos
Que continuam sendo você.
Mas eu não me importo
Eu exploro
Pois é a imagem do teu sorriso
Que me afaga,
Doçura que me excita.
Permita ainda dizer,
Moço ímpar do meu bem querer,
Que meus pensamentos em você
É o néctar do meu viver!
E dois anos se passaram....
TU és CArinho!
Ruiva
Ontem eu comemorava 33 anos a 5 dias antes da minha data oficial. Quando fui pegar um drink e la estava ela, de costas ruiva da pele branca, com as mãos finas e delicadas. Short jeans (fiquei surpreso pelo tamanho que nao era do seu feitio) e um sapato preto brilhoso que ela costumava usar, blusinha regata cavada. Formosa como ela sempre foi, um corpo de esculturas gregas, espetacularmente desenhado, com curvas exuberantes exatamente como me lembrava. Senti o coração forte, falta de ar e uma vontade repentina de ir embora daquela festa. Mas tive que me aproximar pra ter certeza. Certamente meus convidados iriam se chatear se eu me retirasse. Sem falar nada a ngm pior ainda! Me aproximei ao lado. E a vi de frente. E nao era ela. O alivio me tomou o corpo, junto de uma erupção de borboletas no estomago e o pensamento de Deus me livre mas quem me dera. Sentei, acendi um cigarro pra refletir sobre "e se fosse", "e se me ignorasse", "e se viesse comemorar comigo".
Quis deitar e olhar as estrelas, mas era tarde de verão ensolarada.
colocar fechaduras é muito desconcertante pra mim.
vivi, por anos, numa casa onde nenhuma porta as tinha, em um dos banheiros havia apenas um trinco frouxo que, por força do hábito, ninguém usava.
não abríamos as portas fechadas.
não havia necessidade de trincos.
para todos tudo estava perfeitamente bem dito
e os termos circunscreviam as relações.
(cronicidade quotidiana).
Um dia eu terei 60 anos e ainda vou me lembra de como foi me derreter de amor por você da primeira vez com 20 e poucos anos…
Sempre digo pra mim mesmo
que não é fácil ter setenta anos anos
meus documentos não dizem que eu tenho setenta anos...
mas quando eu tinha trinta eu já imaginava isso,
as lembranças pesam, as saudades machucam,
acho que já tenho oitenta; olhando adolescentes de hoje
penso que já nasci adulto, eu não fazia muito barulho,
eu não achava tudo engraçado, eu me encantava com as manhãs,
com o céu azul e as colinas, eu gostava de pensar,
não nas coisas que os adultos de hoje pensam,
talvez eu não seja normal, penso que já tenho cinco séculos...
quem normal pensaria que é eterno, quem normal pensaria que é Deus
VINTE ANOS DE MENTE
Mas se não for eu,
seja feliz assim mesmo
nem tudo é completo...
completo vinte anos
no ano que vem ,
vinte anos de mente, de mentalidade...
e se essa cidade fosse minha,
galerias de jóias seriam suas,
seriam suas as sorvceterias...
meu maior prazer é tua alegria ,
é o teu prazer,
mas se não for eu,
seja feliz assim mesmo,
nem todo amor
tem o mesmo tamanho
o mel dos meus olhos castanhos
aliviam a dor,
meu coração tem o suporte
para qualquer adeus,
mas se não for eu
será alguém com muita sorte
seja feliz do seu jeito..
nem tudo é perfeito guarde
no peito a lembrança
do que é ser criança.
E se a esperança ainda arde,
se a paixão te consome
aguarde, tenho todo amor
pra matar essa fome...
A primeira vez que vi o mar
aos quatro anos, na ilha do governador,
Eu não podia entender tanta imensidão...
A segunda vez, eu já sabia o que era paixão...
Agora eu vejo o mar e o mar me ver
E eu sei o que é o amor...
MAIS DE MIL ANOS
Quando ela se nivela ao horizonte,
Como se o seu corpo
fosse uma gangorra, sob as luzes solar
eu penso que as cores do crepúsculo,
são adornos divinos,
para momentos bem íntimos
quando ela se espreguiçou
como se o mundo dormisse mil séculos
meu latim perdeu o sentido
meus músculos dormentes
meus ósculos dementes
pediam seus cálidos lábios
usei de meios espúrios
fiz promessas lhe ofereci a penha
com o templo lá em cima
e todos os sacramentos,
seus cálices de ouro e pedras preciosas
transbordando de um amor sublime
então ela se inclinou
e tingiu tons de pink e lilases
nos travesseiros de nuvens
e nos balançamos por mais de mil anos...
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