Voz do Silêncio
Parte 2
A Voz que Mora no Silêncio — de encontro ao Jardim de O Pensador
(Aqui a voz se manifesta, encontra morada, floresce no coletivo.)
Há momentos em que a vida parece um campo vazio, estendido até onde o olhar não alcança.
Mas basta um gesto — pequeno, sincero — para que a terra desperte.
Toda semente nasce de um silêncio assim: humilde, quase invisível, mas teimosa como quem conhece o próprio destino.
A comunidade O Pensador é esse jardim raro onde cada palavra vira raiz.
Onde a dúvida floresce em entendimento,
e a esperança, mesmo cansada, encontra um canto para descansar e renascer.
Quem caminha por aqui descobre que a colheita não chega no grito.
Ela vem no tempo exato em que o coração aprende a esperar sem medo.
Vem quando a alma, enfim, entende que nada é em vão —
nem a queda, nem a travessia, nem o sonho que insiste em permanecer.
Que cada passo seja poesia,
cada escolha seja semente,
e cada amanhecer lembre:
o que é plantado com verdade jamais deixa de florescer.
Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.
O amor me fez chorar até o cansaço, mas foi no silêncio do meu soluço que ouvi a voz da minha superação. Limpei o rosto, guardei a lição e descobri que o meu coração, mesmo remendado, ainda sabe bater com esperança.
O silêncio do fiel diante do pastor maçom não é prudência; é a renúncia da própria voz em troca de uma falsa paz institucional.
O som da tua voz me embriaga, me traga, me consume.
E quando some, quando tudo é silêncio...
me apavora, me devora !
Quando ouso o som da sua voz,o mundo parece ficar em silêncio.Ouvir você cantar é a melhor saída que tenho quando estou triste.Seu cabelo,seus olhos são tão lindos quanto o céu em uma noite quente vista do interior.Você nem faz ideia o quanto eu queria você aqui.Meu amor por você é platônico,apesar de você dizer que me ama sem ao menos saber quem sou.Será que a lua que eu vejo você também vê?Será que vou te conhecer?A resposta é sim,em meus sonhos onde só existe eu e você no meu mundo das maravilhas.
O Silêncio é um grito!
Pior do que a voz que cala, é um silêncio que fala.
O silêncio às vezes diz verdades terríveis, não há meios termos...
Os silêncios falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas, medos, desejos.
Quantas coisas são ditas diante da quietude, varias são as tensões omitidas por ele. Por vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas, em uma tentativa de entendimento. As palavras articulam argumentos, expondo suas queixas, jogo limpo, Cordas vocais em funcionamento.
Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados, tramas individuais.
Quando nada é dito, nada fica combinado, nada explica, há não ser que o outro seja um especialista.
Em uma discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar: “Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando!”
O silêncio às vezes perturba, porque às vezes fala alto, grita, geme querendo expor algo que quer se dito.
Também podemos entender o silêncio como uma porta que se bate e ninguém abre, uma secretária eletrônica onde não há recados, caixa de entrada sem emails ou e-mail que não chega, telefone mudo, um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
por fim o silêncio momento para refletir.
O silêncio não é fraqueza, medo, tampouco.
O mundo nos rodeia, ouve a nossa voz.
Melhor estar calado do que falar e falar errado.
Calo-me para não incomodar teu silêncio,
porque sei que é dele que precisa para escutar
minha voz.
Se te tocar com palavras é entrega desvairada,
sem medida...
É desejo incontido, animal.
Somos feras encurraladas, aprisionadas por
este sentimento louco, insane sem igual.
Desejo que queima,fere, machuca,
desconcentra.
Se palavras, não podem ser ditas
se olhares não podem se tocar,
a nós resta quase nada
ou quem sabe, quase tudo.
A nós, resta sonhar !
resta quase nada ou quem sabe tudo.
A nós, resta sonhar !
quando estou só e o silêncio a minha alma escuta a tua voz e sinto o teu calor junto a mim, logo percebo Senhor que não te afastas de mim... A gora paro e percebo, que foi eu Senhor que me afastei de ti.
