Voz do Silêncio

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Deus Me Ouve


Entre o silêncio da noite e o peso do meu coração,
descobri que existe uma voz que nunca deixa de me responder.
Mesmo quando as lágrimas falam mais alto que as palavras,
Deus me ouve.


Ele conhece cada sonho escondido,
cada saudade que ninguém percebe,
cada oração feita em segredo,
e cada esperança que ainda insiste em florescer.


Se for da vontade d'Ele,
que escreva nossa história com as próprias mãos.
Que una caminhos, cure feridas
e transforme espera em encontro.


Porque o amor que nasce em Deus
não é pressa, é propósito.
Não é ilusão, é promessa.
Não é apenas sentimento,
é cuidado que atravessa o tempo.


Enquanto espero, continuo orando.
Enquanto oro, continuo confiando.
E, acima de tudo, continuo acreditando:


Deus me ouve.

A voz de Deus ressoa por toda a criação e nas Escrituras. Quem reclama do silêncio divino, muitas vezes, ignora que Deus já falou por meio do Livro Sagrado.

Sua voz faz meu silêncio se calar.
Pois ignora o declínio é cair no precipício.

A voz que morre com olhar é mesma que te faz sofre.
No silêncio químico o labirinto questiona ego com eco no subconsciente.
Mas, pequenos lampejos de ironia são expostos em sua mente então um brilho no olhar.
Defraga um respirar e ar seco e lento em sua mente um filme de falas lentas.
De repente aparece tantos mundos multiastral.
A resposta e ecoa num vazio de lampejos...

Quem tem ouvidos ouça, quem tem olhos procure enxergar e quem tem voz não fique no silencio.

"No mais alto e imponderável silêncio das nossas consciências, escutamos a voz lacônica Deus, a nos anunciar o enigma
impronunciável da eternidade!."

​A VOZ DO CAOS
(Fé na travessia)
​
Às vezes, é no silêncio ensurdecedor do caos que a alma esbraveja e grita — e as ondas gigantescas do Mar Vermelho se abrem para a sua travessia.

​Lu Lena / 2026

Vencendo gigantes pela fé


No vale profundo, o silêncio ecoou,
Onde o medo de muitos a voz se calou.
Um gigante de bronze, de força e metal,
Erguia-se no alto, um muro do mal.


Mas no passo firme de quem crê no invisível,
O impossível se torna um alvo atingível.
Quando alguém inviável é por Deus o escolhido
Não veio com espada, nem escudo na mão,
Mas trouxe o Altíssimo em seu coração.


Davi, mesmo jovem mas ousado do espírito, se permitiu em frente ao gigante ser guiado pelo divino.
"Tu vens contra mim com a lança e o rigor,
Mas eu vou a ti em nome do Senhor!"


Não foi a estatura, nem o braço brutal
Foi a fé que venceu o gigante afinal.
A pedra atirada no ar se lançou,
E o peso do orgulho no chão desabou.


Que a tua coragem não venha da vista,
Pois é no espírito que a alma conquista.
Na luta diária, não te deixes abater,
Pois o Senhor está contigo, não há por que temer.
A fé é a chama que arde no coração,
Que te ergue e te dá forças, não importa a situação.


Igreja, mocidade tenha a ousadia do espírito
Pois a coragem que te ajuda a vencer o gigante Ela vem do Divino
Não retroceda, vá adiante
Com a certeza de que Deus está contigo.

A voz de Deus.
Senhor, Passei a noite querendo ouvir sua voz, eapenas o silêncio me acompanhava.
No romper da aurora ouvi os pássaros, o novilho nascer, a jandaíra resplandecer seu mel,
o mandacaru florar anunciando a chuva.
No amanhecer, tua tempestade caiu no sertão, e eu não somente o ouvi, mas mostrasse o teu poder!
Perdoa Senhor esse tolo, só tua graça me basta

Foi no silêncio que você deixou de ouvir a própria voz,
abrindo mão do seu espaço para caber no mundo de alguém.
Você se apequenou até virar sombra,
esquecendo que o seu universo nunca coube na mão de outro alguém.

Colocou no pedestal um espelho de ilusão,
e entregou a chave do seu templo a quem não sabia cuidar.
A queda foi alta, o chão foi duro,
e o coração se partiu em mil estilhaços pelo ar.

Há quanto tempo você não caminha a sós com os seus passos?
Há quanto tempo não olha para o céu sem buscar outro olhar?
Na urgência de amar o outro, você se abandonou no caminho,
e deixou os seus próprios sonhos poeira acumular.

Agora o peito pesa com essa pergunta que ecoa na alma:
*Como fui capaz de me esquecer assim?*
Mas não carregue a culpa do abandono como uma sentença final,
pois o deserto também é o lugar onde nasce o recomeço do fim.

Não corra para outros braços, não procure outro refúgio no escuro.
A cura que você busca não está em mãos alheias, mas na sua reconstrução.
Recolha cada pedaço dilacerado do chão,
pois cada caco ainda guarda a força da sua própria essência.

Para onde ir agora? Para dentro de si mesma.
O que fazer? Voltar a se habitar.
Descer desse pedestal emprestado,
estender a mão para a sua própria dor e aprender, de novo, a se amar.

Você não se perdeu para sempre; apenas se distraiu da sua luz.
É hora de sair sozinha, encarar o vento e retomar o seu lugar.

"O silêncio aprendeu o seu nome,
e nas páginas da noite escreveu
aquilo que a voz jamais ousou dizer."

Nem no meu silêncio consigo calar a minha voz.

O SILÊNCIO DO NOSSO ADEUS
Há despedidas que não se pronunciam. Elas não se fazem em voz alta, nem se escrevem com gestos dramáticos. Instalam-se na alma como um inverno interior, lento e definitivo.
O silêncio do nosso adeus não foi ausência de palavras. Foi excesso de consciência. Quando dois espíritos compreendem que o caminho já não é o mesmo, o ruído torna-se indigno. Falar seria profanar aquilo que já estava consumado no íntimo.
Há algo de antigo e solene em certas separações. Como nos ritos arcaicos em que o fogo se apaga sem espetáculo, apenas com a dignidade de quem cumpriu sua função. O amor, quando verdadeiro, não se degrada em escândalo. Ele recolhe-se.
O mais doloroso não é partir. É permanecer por instantes no limiar, sentindo que o que foi intenso agora se converte em memória. E a memória não abraça. Ela apenas ecoa.
Nosso adeus foi assim. Um entendimento tácito. Um acordo silencioso entre duas consciências que se respeitam. Não houve acusações, nem dramatizações, apenas a gravidade de quem reconhece o fim de um ciclo.
O silêncio, nesses casos, não é fraqueza. É maturidade. É a forma mais elevada de respeito. Porque quando se ama de modo honrado, até a despedida preserva a dignidade do que existiu.
E assim seguimos. Não como estranhos, mas como capítulos encerrados com sobriedade. Pois há histórias que não terminam em ruínas, terminam em silêncio. E esse silêncio, embora doa, é a prova de que um dia houve verdade.

"No silêncio onde a alma reside, a voz ergue-se como prece antiga; um sopro que atravessa o vazio e pesa no peito como lembrança de primaveras que não voltam."

Luz no Isolamento
23 de Setembro 23:13




Ouço sua voz,
no silêncio da prisão
em que acabei sendo detido, por desejar justamente o que não me desejava no tempo perdido.


Sou prisioneiro de uma cela fria, feita de sombras e de vã memória, onde a saudade dita, noite e dia, os tristes versos da nossa quase história.


Mas sei que o tempo que hoje me isola
não há de ser o meu eterno fim, porque a mesma mente que agora chora,
guarda a certeza que vive em mim:
a de que um dia, livre do tormento, hei de ter o teu corpo em meus braços, transformando em abrigo o vento, unindo os nós dos nossos pedaços.


E ao ouvir teu relato sagrado, da nova vida que em ti floresce, porei a mão em teu ventre dourado,
numa ternura que o mundo esquece.


No som macio que a tua voz traz, revelas o fruto do nosso enredo,
então a cela se desfaz em pura paz, quando confessas o doce segredo.


Sinto o compasso de outro coração,
sob os meus dedos que trêmulos guio, assim, a gravidez cura a antiga prisão, transbordando de amor o meu vazio de ti!

Não reclame do silêncio de Deus enquanto você segue ignorando a voz dEle.

Silêncio em sinfonia


Sua voz vem do coração,
das palavras que saem dos seus olhos, braços e mãos.
E, no universo onde tudo é desigual,
Miguel transforma silêncio em amor.

Na dor, encontrei voz de aço, um eco rasgado que rompeu o silêncio, grito afiado de resistência.

Superação é a insurreição do espírito, braço erguido na sombra, voz que esmaga o silêncio.

Mesmo o silêncio das orações ecoa no céu, há preces que não precisam de voz para serem compreendidas por Deus.