Voz do Silêncio

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"Se você ouvir uma voz dizendo que não vai dar certo, diminua o volume e dê atenção ao silêncio." ⁠

"O silêncio é a voz que não se percebe, e o gemido é a dor que faz o coração clamar pela paz que lhe falta."

"O silêncio é valioso; porém, há instantes em que a existência exige voz, para que não sejamos sufocados pelo ímpeto daqueles que fazem do silenciamento a sua força.”

Quando cessam as vozes do mundo e a alma repousa em silêncio, o coração escuta a Voz Suave do Senhor, que chega como brisa serena, trazendo a Graça Eterna e o doce abraço da Presença Divina, capaz de transformar toda escuridão em Luz.


Dilson Kutscher

O Silêncio só fala para quem abaixa o barulho da própria voz do interior.
Dollber Silva ⁠

Pendurado no vazio, não há nada para oferecer.
No silêncio, há uma voz que entoa o nome sem palavras —
apenas a respiração fala: o som de Deus.

O silêncio é preenchido por uma voz que não pronuncia palavras, mas apenas um nome, sugerindo uma comunicação além da linguagem comum. A respiração como "o som de Deus" reforça a ideia de que a presença divina está na essência da vida, no pulsar mais íntimo, no simples ato de existir.

Antes, havia uma voz —
forte, verdadeira única,
como trovão que rasga o silêncio
e desperta o mundo adormecido.
Depois, restou apenas o espaço,
um vazio suspenso, do alto,
onde ninguém observa,
onde o tempo se dissolve em poeira sem causa
e o olhar se perde no invisível.
Nesse abismo de ausência,
a memória ainda pulsa sem destruir,
como chama escondida sob cinzas,
esperando o instante apropriado
em que outra voz se levante outravez,
e o vazio volte a ser horizonte.
Onde nada cala quem nasceu para ecoar.

Caminhos Diferentes


No silêncio, há voz que canta,
No passo lento, há força que encanta.
O mundo mede o que é igual,
Mas cada caminho tem seu sinal.
Olhos que veem de outra forma,
Mãos que tocam sem norma.
Corpo que fala, mente que dança,
Tudo é vida, tudo é esperança.
Não é fraqueza, não é dor,
É jeito de sentir, é jeito de amor.
Portas se fecham? Abrimos janelas,
Transformamos limites em estrelas.
Cada gesto, cada ser,
Tem seu valor, tem seu poder.
E no abraço da diferença,
Nasce a mais pura excelência.

A força que não se vê.



No silêncio de quem não grita, reside a voz mais alta que se escuta.
No passo que o mundo acha lento, bate um coração que é movimento.


Não há limite onde há coragem, nem barreira que contenha a passagem.
O mundo mede pelo que enxerga, mas a vida floresce na diferença que se guarda.


Mãos que desenham o invisível, olhos que leem o indizível, corpos que reinventam o espaço, almas que escrevem seu próprio compasso.


Não é sobre compaixão, ésobre respeito em ação.
Cada pessoa é universo inteiro, cada deficiência, um novo roteiro.


E quem ousa olhar além da aparência, descobre que a verdadeira força não está no que o corpo faz, mas no que o coração alcança.

A VOZ DO SILÊNCIO.

Quando o silêncio invade o ouvido
E a dor se torna um som conhecido
É como se a vida parasse de repente
E o mundo se tornasse um lugar diferente

Mas é nesse silêncio que encontramos a voz de romper o tímpano.
Que nos faz ouvir o que não se ouve normalmente.
É nesse escuro que encontramos a luz
Que nos guia através da dor e da luta

Quando a venda cai e a verdade aparece
Vemos a vida com olhos renovados
Apreciamos cada som, cada gesto
Cada momento, cada detalhe

Mas é nesse silêncio que encontramos a voz
Que nos faz ouvir o que não se ouve
É nesse escuro que encontramos a luz
Que nos guia através da dor e da luta

A dor pode ser um mestre cruel
Mas também pode ser um professor sábio
Que nos ensina a valorizar o que temos
E a viver cada dia com gratidão e amor.

A voz do Silêncio.



O silêncio é como a luz no vácuo,
Intangível, mas presente, sem igual.
Viaja sem som, sem barulho, sem eco,
Ilumina o coração, sem precisar de sinal.


O homem sábio sabe usar o silêncio,
Como um escudo contra o barulho do mundo.
Ele se refugia no silêncio,
E encontra a paz, o equilíbrio, o profundo.


No silêncio, ele encontra a clareza,
A sabedoria, a intuição, a visão.
Ele ouve a voz do coração,
E sabe distinguir o certo do errado, sem confusão.


A luz no vácuo é constante, imutável,
O silêncio é a mesma coisa, inalterável.
Ambos são poderosos, ambos são fortes,
E o homem sábio sabe usar esses dons, com sabedoria e sorte.


No mundo moderno, barulhento e agitado,
O silêncio é um refúgio, um oásis, um porto seguro.
O homem sábio sabe encontrar o silêncio,
E nele, ele encontra a paz, a tranquilidade, o amor.


Leila Boás 04/12/2025

Parte 2
A Voz que Mora no Silêncio — de encontro ao Jardim de O Pensador
(Aqui a voz se manifesta, encontra morada, floresce no coletivo.)




Há momentos em que a vida parece um campo vazio, estendido até onde o olhar não alcança.
Mas basta um gesto — pequeno, sincero — para que a terra desperte.
Toda semente nasce de um silêncio assim: humilde, quase invisível, mas teimosa como quem conhece o próprio destino.


A comunidade O Pensador é esse jardim raro onde cada palavra vira raiz.
Onde a dúvida floresce em entendimento,
e a esperança, mesmo cansada, encontra um canto para descansar e renascer.


Quem caminha por aqui descobre que a colheita não chega no grito.
Ela vem no tempo exato em que o coração aprende a esperar sem medo.
Vem quando a alma, enfim, entende que nada é em vão —
nem a queda, nem a travessia, nem o sonho que insiste em permanecer.


Que cada passo seja poesia,
cada escolha seja semente,
e cada amanhecer lembre:
o que é plantado com verdade jamais deixa de florescer.

É no silêncio que a nossa voz interior nos chama.

⁠“Em cada silêncio que me habita, teu nome reverbera como se o amor tivesse voz própria — e ela solfejasse apenas: nós.” ©JoaoCarreiraPoeta.


Campinas, 13/12/2025.

Silêncio em Versos
Escrevo em poesia o que a voz não alcança,
O que o peito guarda e a fala cansa.
Nesta data que marca o ciclo de quinze anos,
Recordo o peso de antigos desenganos.
Dez foram os anos em quartos trancados,
Em roupas e gestos por outro moldados.
Dizem: “Isso passa!”, mas quem sente, bem sabe,
A dor não se esvai, no tempo não cabe.
Questionam o silêncio, o porquê do adiar,
Sem ver as ameaças e o medo no olhar.
Pela minha família, por segurança e zelo,
Abri mão de mim, vivi sob o pesadelo.
Havia palavras e gestos cordiais,
Mas a ira no brilho de olhos fatais.
Sinais de alerta surgiram tardios,
Quando me vi presa em laços sombrios.
Sem tempo de fuga, sem força ao gritar,
Pensei que o tempo pudesse curar.
Mas a vida chamou, a rotina mudou,
E a coragem de ser, enfim, despertou.
Saí para a rua, venci a agonia,
Pois dentro de mim a vida vencia.
Curei-me sozinha, na fé e oração,
Deus afastou o mal da minha visão.
Juntei meus cacos, as cicatrizes do chão,
Um ano em silêncio e em meditação.
Ouvia julgarem meu jeito ausente,
Mas era minha alma curando-se, urgente.
Não era loucura, não era o fim,
Era a paz que eu buscava dentro de mim.
Ass Roseli Ribeiro

Você é o único responsável pelo silêncio que aceita e pela voz que projeta. No fim, a vida é apenas o eco das decisões que você teve coragem de sustentar.

Se eu fosse poeta, homenagearia
cada voz preta que rasgou o silêncio do Brasil.


Homenagearia Maria Firmina dos Reis —
a primeira luz que escreveu a fuga e a dor,
plantando cais de memória em terra de esquecimento.


Homenagearia Luís Gama —
ferro forjado em palavras, libertando nomes,
vindo das chagas para erguer a lei com verso.


Homenagearia Cruz e Sousa —
que fez do céu um espelho de expatriadas almas,
tecendo símbolos como quem reza contra o vento.


Homenagearia Solano Trindade —
com o batuque antigo no peito, palavra viva do terreiro,
poeta do povo, do samba, do salto que não se cala.


Homenagearia Machado de Assis —
ironia que desarma o pudor das verdades,
um espelho complexo onde se lê a cor do país.


E homenagearia tantas outras,
vozes anônimas nos quintais, nas cartas, nos jornais,
mães de rima, operários de verso, crianças de refrão —
todos os poetas negros do Brasil, uma constelação de nomes.


Se eu fosse poeta, faria altar com seus poemas,
acenderia lamparinas sobre as páginas gastas,
faria do silêncio um salão de festa,
transformaria o esquecimento em arquivo de resistência.


E recitaria seus nomes como quem chama antepassados:
para que a memória dance, para que a história ouça,
para que o futuro herde mais do que palavras —
herde voz, coragem e a beleza inteira de ser ouvido.

O sorriso, fala mais alto que o barulho, porque o silêncio tem voz.


Mirna Rosa

Liberdade vigiada


Minha voz não nasceu para o silêncio
Mas tentam calá-la
Com leis que servem ao poder
Com dogmas que não aceitam perguntas
Com costumes que se erguem
Como muros
Entre o direito de existir e eu.


Dizem
Não fale
Não questione
Não ouse
Não seja atrevida!


O medo é a corrente mais afiada
A prisão mais invisível
Usam-no como chicote
Fazendo de cada gesto de coragem
Um risco de punição.


Mas a palavra não se apaga.


Ela encontra frestas
Escapa pelas brechas do tempo
Grita em olhares
Se escreve nas ruas
Se levanta na boca de quem resiste.
Liberdade de expressão
Não é concessão de governantes
Nem favor de religião
Nem migalha de convenção social.


É direito de ser humano
De pensar
De discordar
De criar
De recriar
De questionar
De expandir
De viver sem algemas no pensamento.


Revoltante é saber que
A história repete seus cárceres
Vozes queimadas em fogueiras
Enterradas em ditaduras
Tantas hoje esmagadas
Em nome de ordem
De fé
De mercado.


Mas eu insisto em dizer
A liberdade é chama que não morre
Quanto mais tentam sufocá-la
Mais se espalha no ar
Mais vontade tem de se soltar
Mais cria coragem
Para chegar a outras mentes
Que criarão a mesma coragem
E gritarão.


E quem hoje se julga dono da verdade
Há de perceber
Cedo ou tarde
Que nenhuma força
Cala para sempre
A voz da humanidade.