Voz
[...] Foi daí que me ligaram numa noite. Era uma voz trêmula, quase sem forças que dizia:
- Olha para o céu e procura a mais linda e brilhante estrela. Eu achava que era uma brincadeira ou coisa desse tipo, e sorrindo, olhei pro céu e avistei a mais brilhante estrela da noite.
- Achou? - Perguntou a voz do outro lado da linha.
Eu respondi que sim e a voz continuou: - Ela não estava lá ontem. Hoje é o primeiro dia que essa estrela brilha no céu. Ela se chama Maria Clara…
A voz silenciou, e um nó me deu na garganta. Não me lembro o que disse ou se a voz ainda tinha o que falar, mas deixei o celular cair ao chão.
Queria ter calado a sua voz quando soube o seu nome, queria não ter lhe ouvido, queria não ter estado naquele lugar, queria não ter conhecido você.
Quando nem uma imagem me alegra seu sorriso me vem a mente,
quando nem um som me amima sua voz me vem a mente,
quando não quero nem uma pessoa por perto sinto sua falta,
quando o mundo parece ser apenas um ovo, me vejo pequeno ao seus pés, mas isso não me faz ser fraco, sim, essa é minha fraqueza,porem é o que me da força pra prosseguir
Só seu sorriso já me conforta
só sua voz me da calma
só seu olhar me leva aos céus
só seus lábios me levam ao delírio
só seu corpo me leva a tentação
só sua boca desejo
só é você que eu quero.
Em meio aos turbilhões de pensamentos, onde a mente é um caos sonoro, sua voz emergiu como uma melodia, alinhando a desordem, tornando-se uma linda sinfonia.
Não me importo com suas narrativas e as reviravoltas do enredo, pois eu não as escuto. A única voz que consigo ouvir é a dos desejos do meu corpo, a voz ruidosa da minha mente e a inquietação da minha alma.
Eu, tu, ele... Nós e a voz do castigo,
que, com eles, insistimos em nos dar.
Somos mentores da própria dor.
Às vezes não é felicidade.
É só alguém que escolheu
ouvir sua voz interior, não as
opiniões aleatórias dos outros.
ouvi a voz do vento a me chamar oscilando as cortinas da janela do meu quarto, reparei a lua e ela estava coberta por nuvens negras sem poder me inspirar, sem poesia, sem nada, pois a lua em sua infidelidade acariciou os instantes e fez de uma noite qualquer, o beijo daqueles apaixonantes quando eu olhava pra noite esperando ouvir palavras delirantes e ao despertar vi o sol ao romper o horizonte com tristeza, sem noite,sem lua e sem estrelas...
precisamos conversar com alguém quando s escuta apenas a voz vazia da solidão e nada mais de psicodélico atinge a inconsciência
a fumaça do charuto do Jobim
é a música de Elis
a voz de Adoniran
as águas de março
chuviscadas pelos querubins.
a fé de Pe. Cícero
os conselhos de Frei Damião
os benditos do horto
de um pobre poeta esquecido
é lição de amor, à um pobre coração.
Entre a luz dos olhos do Jobim amante
rezei com Adoniran na capela São João
naveguei com Elis no falso brilhante
aprendi a amar e amar sem razão
