Vovo Vou Sentir sua falta
O soco no estômago é saber que, enquanto eu vou passar o dia evitando as redes sociais pra não ver foto de casal feliz, ela provavelmente vai estar ganhando flores...
Tomei uma decisão dolorosa, mas necessária: decidi seguir em frente. Não vou mentir dizendo que é fácil, porque não é, mas tornou-se inevitável. Cansei de esperar por algo que nunca vai acontecer e meu coração cansou de apanhar da realidade.
A verdade é que eu ainda te amo muito, mas percebi que não faz sentido insistir em algo que só eu luto para manter. Mesmo querendo muito que fosse diferente, entendi que o 'nós' não existe mais. Venho aqui te dizer o meu último 'eu te amo'. Eu não queria que terminasse assim, mas infelizmente aceitei que não era para ser.
Falando comigo
Vou trabalhar,
desenho o percurso.
Planejo o dia,
refaço tudo.
Às vezes sou fraco,
sempre busco ser justo.
Pela manhã sou bicho,
à noite sou manso.
Suplico a Deus,
demoro a acreditar.
Quero mudar,
tento me controlar.
Assovio um canto,
escrevo um mote.
Levo pancadas,
levanto na fé.
Trabalho a mente,
oxigeno o corpo.
Penso na vida,
lembro do ontem.
Desisto no início,
mas ergo a cabeça.
Dedico meu tempo,
espero o dia passar.
Leio um livro,
aumento o som da TV.
Ajudo o próximo,
sinto-me útil.
Lembro da infância,
enxugo as lágrimas.
A lua daqui
Eu não vou mentir: por onde quer que eu vá, sinto que o luar nunca é igual ao de minha cidade, Apodi. Aqui não há montanhas gigantes, nem encostas que façam o luar ser único. Mas, no Calçadão da Lagoa do Apodi, na parte meridional da cidade, a lua se matiza de prata, refletindo sobre a água como se o céu tivesse derramado um bujão de gás luminoso. Ela fica tão reluzente que encanta, apaixona e já fez gente simples se tornar famosa só por morar na cidade da lua platinada.
Percebo que as grandes cidades, com suas selvas de pedra ou litorais recortados por ilhas, nem de longe produzem luas como a daqui. Nossa jaci é uma verdadeira belezura: casais se enamoram e até brigam, mas, ao perceberem o luar, desarmam-se das intrigas e voltam a se amar.
Aqui nem pensar em lobisomens. Pelo contrário, o que a lua enfeitiça são os gatos, que deixam de ser apenas gatos e ganham nomes dignos de celebridade: Nâno, Tufão, Fábio Assunção, Nega Véia, Melissa Mel, Florinda, Bob Mel, Frida Mel, Pedro de Canoanés, Ceguinha, Morcego e até Paulo Jorge. Longe de quererem se tornar feras, eles só se deixam encantar. E, assim como nossos felinos se transformam em personagens, nossa cidade carrega consigo uma rica gama de apelidos, que vão desde as crianças até os idosos, passando por todos que têm história e memória por aqui.
A lua daqui parece tornar nosso povo ainda mais hospitaleiro, e quem bebe da água de Apodi tende a não sair jamais, encantado pelo luar, pela lagoa e pelo calor silencioso da nossa gente.
Quem sou eu? Onde estou? De onde vim? Para onde vou? Se você é ser humano, já deve ter feito algumas dessas indagações. Se você não se conhece, dificilmente será feliz em plenitude. O autoconhecimento é base para manter a autenticidade e uma vida equilibrada.
Vou costurar meu dia assim café com tapiocas um abridor de garrafa um tira gosto que arde e ver o mar no fim de tarde.
Assim diz o Senhor:
“O que tentaram enterrar, Eu vou ressuscitar com honra.
O que foi manchado, Eu vou lavar com Minha presença.
O que foi desacreditado na terra, Eu vou validar no secreto.” miriamleal
Eu não vou culpar ninguém
Nem jogar pedra em quem venceu também
Se eles correram, eu também posso correr
Mesmo que hoje eu só tenha vontade pra sobreviver
Vou navegar na crista da tua onda,
lindo enquanto dura,
alto enquanto me deixas.
Pois sei...
quando a maré baixar,
serei esquecido na areia da praia.
Como espuma.
Como rastro.
Como se nunca tivesse amado tanto.
*- Saul Beleza*
Vou fazer um rango aqui...
Não vai ser um banquete,
sem toalha de linho,
sem taça cara.
Mas vai ter cheiro de casa,
panela chiando,
arroz soltinho.
Será o suficiente
para que eu me sinta um rei.
Rei do meu cantinho,
do meu prato simples,
da minha paz.
(*Saul Beleza*)
*Vou dizer o que eu acho da vida:*
A vida não é longa demais,
nem curta demais.
Ela é do tamanho exato
do espaço que nos foi dado pra caber.
Ela não é o que deixamos de fazer.
Se fosse, todo mundo era fracasso.
Ela é o que fizemos com o que tínhamos, com o que sobrou de dinheiro no fim do mês.
E se a vida é amar,
por que tanto ódio?
Porque amar dá trabalho, Gente.
Ódio é fácil, é preguiçoso.
Amar é levantar cedo, perdoar, dividir o pão, ouvir de novo a mesma história.
Muitos escolhem o ódio porque cansou.
E gente cansada morde.
Mas eu não.
Eu com quase 65 anos ainda pergunto sobre amor.
Isso já é resposta.
Escrevo assim, então:
"A vida é o espaço que me deram,
e o amor que coube nele."
(Saul Beleza)
Título: Nem sempre…
Nem sempre vou estar aí para te falar
Nem sempre vou estar aí para te amar
Mas no fundo, no fundo
Tu sabes que vive para te agradar
Para se entregar
Para confiar … somente em você
Rodando a cabeça
Sua mente, é a minha meta
E as minhas letras
São meras poemas
Escritas por uma caneta
Que devia expor tua alma
No meu livro de contos de fadas
Acho que, dessa vez,
vou orar e torcer
para que meu poema chegue até você,
como aconteceu antes,
quando eu não esperava
que a vida ainda tivesse um jeito
de colocar você diante de mim.
Te rever depois de tantos anos
foi estranho.
Mas também foi familiar.
A sua risada,
as nossas piadas,
o mesmo humor,
aquela maneira quase silenciosa
de parecer que um entendia o outro
antes mesmo que precisássemos falar.
Era como se alguma coisa
tivesse ficado guardada em algum lugar,
não esperando por nós,
mas esperando para ser vivida outra vez.
Eu segui em frente.
E, por um tempo,
achei que tinha conseguido.
Minha vida continuou,
conheci outras pessoas,
amei novamente,
vivi histórias que não tinham você,
e você deixou de ocupar
os meus pensamentos.
Achei que o passado
finalmente tinha entendido
que não era mais presente.
Até você voltar.
E então eu descobri
que algumas histórias não desaparecem.
Elas apenas aprendem
a existir em silêncio.
Porque existe alguma coisa entre nós
que eu nunca encontrei em ninguém.
Não sei se é amor,
se é memória,
se é a intensidade de quem fomos,
ou se existem encontros
que deixam raízes profundas demais
para que o tempo consiga arrancá-las.
Só sei que sempre houve
uma espécie de pertencimento
que era muito nosso.
E talvez seja isso que mais me assuste.
Eu não precisei reaprender você.
Depois de tantos anos,
eu ainda sabia como era estar ao seu lado.
Mas não foi apenas nostalgia.
Porque eu não senti falta
somente de quem você foi.
Foi bom estar com quem você é agora.
Olhar para você
e perceber que mudamos,
crescemos,
seguimos por caminhos diferentes,
conhecemos outras pessoas,
nos tornamos outras versões de nós mesmos
e, ainda assim,
alguma coisa continuava intacta.
Não somos mais aqueles dois.
E talvez nunca devêssemos ser novamente.
Mas existe uma parte daquela história
que ainda pertence ao momento
em que estamos juntos.
Talvez algumas pessoas
não permaneçam na nossa vida
porque precisam ficar.
Talvez permaneçam
porque deixaram em nós
um lugar que ninguém mais soube ocupar.
E você é esse lugar para mim.
Eu não sei explicar
por que, depois de tantos anos,
a sua presença ainda consegue
me devolver uma sensação
que eu não encontrei em mais ninguém.
A sensação de não precisar me explicar.
De não precisar medir as palavras.
De não precisar tentar ser nada.
Apenas ser.
Como se alguma parte de mim
ainda soubesse exatamente
quem eu sou
quando estou com você.
E talvez seja isso
que eu nunca consegui esquecer.
Não exatamente você.
Mas quem eu era
quando pertencia a nós.
Talvez seja por isso
que, depois de tanto tempo,
bastou estar ao seu lado outra vez
para uma parte de mim
reconhecer o caminho de casa.
– Não faz mal, eu vou matar ele.
– Que é isso menino, matares teu pai?
– Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.
Não sei se te aceito ou se vou sofrer
Volta e vem me machucar, é o que você quer?
O coração dividido, dúvida cruel
Se abrir ou se fechar, qual é o papel?
Medo de sofrer, medo de amar
Mas o desejo de ter você é maior
Vai que é linda a dor de amar
Ou vai que é só mais uma forma de se perder.
(Saul Beleza)
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