Vovo Vou Sentir sua falta
*Pra te olhar*
Pra que vou fechar os olhos
Em nossos momentos de prazer
Se é tão bonito te olhar
E no teu olhar me perder
Se tua boca me chama
Teu riso me desmonta
E cada suspiro teu
É poesia que me conta
Fechar os olhos é fugir
E eu quero ficar aqui
Testemunhar teu rosto
Quando é só pra mim
Então fica assim: olho no olho
Pele na pele, sem medo
Que o amor também se vê
Não é só segredo
Romântico, intenso e entregue. Do jeito que tem que ser.
*Olhos que Merece*
Não vou te olhar com ódio e nem com ternura
Vou te olhar com os olhos que merece
Olhos de quem entendeu a lição
De quem aprendeu a se escolher na mesa
Não é vingança, não é carinho
É limite, é nome, é ponto final
É fechar a porta sem bater
E seguir em paz, sem fazer mal
Porque quem ama de verdade não machuca
E quem machuca nunca soube amar
Então te devolvo pro teu destino
Com os olhos que você me ensinou a usar.
(Saul Beleza)
*Ocupar a cama*
vou pra cama hoje
e vou ocupar todos os cantos,
o lado direito, o esquerdo
o meio, o frio onde você não está.
Vou deitar em diagonal,
esticar braços e pernas,
até não sobrar espaço vazio
pra saudade não caber junto.
porque se eu não te tenho aqui,
que eu a tenha pelo menos
no tamanho inteiro da cama,
cheio de você em volta.
(Saul Beleza)
*Preparando o jardim*
Chegou a hora.
De enxada na mão e coração em paz.
Vou preparar o jardim
pra receber uma nova flor.
A outra...
foi plantada com água e reza.
Mas não floriu.
Só nasceu espinhos
a ferir dedo,
e furar a esperança.
Vou tirar os espinhos com calma.
Um por um.
Sem raiva.
Só com cuidado de quem aprendeu.
E nesse chão limpo,
vou plantar de novo.
Dessa vez não espero milagre.
Espero tempo, sol,
e flor que queira ficar.
(Saul Beleza)
Em uma tarde fria de um dia qualquer, vou tentando me reerguer… entre lembranças que insistem em doer e a esperança que, mesmo frágil, ainda teima em permanecer. Cada passo é lento, mas carrega em si o peso da coragem de não desistir.
Aos poucos vou me reconstituindo, tentando colar os pedaços de mim que a vida esfarelou, mas sei, com uma dor que queima por dentro, que nunca serei inteiro. Sempre restarão fendas abertas, buracos que sangram lembranças e ausências que me rasgam por dentro.
Elegantemente, vou ignorando tudo e todos, um gesto contido que guarda meu silêncio como quem preserva um relicário.
Em vão eu vou carregando o peso dos anos acumulados, se não transformarmos a experiência em aprendizado para os outros.
A tristeza tem territórios que eu ainda não visitei. Vou a pé, com uma lanterna de medo e coragem. Algumas ruas são estranhas e pedem licença para entrar. Outras me reconhecem e me oferecem cadeiras antigas. Sento-me e descubro que conversar com a dor é arte.
Sou muito da poesia, mas se a vida me empurrar para a artilharia,
jamais vou me furtar.
Porque há em mim uma inclinação natural para as palavras que curam, para os silêncios que acolhem e para as metáforas que ajudam o mundo a respirar um pouco melhor.
A poesia, afinal, é o território onde a sensibilidade ainda tem cidadania e onde a humanidade tenta se lembrar de si mesma.
Mas viver não é apenas contemplar.
Há momentos em que a realidade deixa de pedir versos e passa a exigir coragem.
Momentos em que a delicadeza, sozinha, já não protege quase nada — nem a dignidade, nem a verdade, nem a própria vida.
Nessas horas, permanecer apenas na poesia pode ser confundido com ausência, e silêncio pode parecer concordância.
Não porque a poesia seja fraca, mas porque existem tempos em que até a beleza precisa aprender a defender-se.
E nem se trata de abandonar a poesia, mas de compreender que ela também pode vestir armadura quando necessário.
Que quem cultiva sensibilidade não está condenado à passividade.
E que defender aquilo que dá sentido à vida também é uma forma de honrar tudo aquilo que a poesia sempre tentou dizer.
Ser da poesia é escolher, sempre que possível, o caminho da palavra antes do confronto.
Mas é também saber que a dignidade não pode ser permanentemente desarmada.
Porque quem ama profundamente a vida não luta por amar guerra — mas para que ainda exista mundo suficiente onde a poesia possa continuar respirando.
0399 "Eu disse para Meus Parentes: 'Meu aniversário vou comemorar numa 'Hora Feliz', em Ipanema. Não entenderam? Se eu tivesse dito 'Happy Hour', entenderiam, né? Ah, Papagaiada!"
1680 "No Carnaval vou ficar recolhido, mas Fantasiado. É para deixar bem claro que gosto e aprovo Carnaval. E sem chance para os Fanáticos de Sempre!"
0482 "Também 'sei que vou me amar / Por toda a minha vida... Vou me amar...' Disse eu para Mim mesmo! (Com base nos versos de Vinícius de Moraes, na composição com Tom Jobim)."
0005 "Ofereço-me para ficar sem (não importa o que seja). Garanto que não vou chorar por ficar sem (não importa o que seja)."
0016 "Caso eu morra dia desses, oxalá eu morra enquanto dormindo. Assim não vou lembrar que morri nem que estava vivo. Oxalá!"
0546 "Surge mais um boato: o de que também Michael Jackson não está morto. Que chatice! Vou logo avisando: não quero mais morrer... E isso é defintivo!"
1868 📜 "Querem mudanças, mas passam a vida só Discursando. Uai, ajam, do 'verbo vou fazer algo, ao invés de só Discursar nas Redes Sociais e nas Festas em Familia' . É 'verbo' e tanto, esse!"
2569 📜 " 'Eu sei que vou te amar', mais ou menos como está na Composição de Tom e Vinícius. Afinal, 'Somos Todos Irmãos em Cristo', dizem. Ainda bem que somos Irmãos só em Cristo, digo Eu!"
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