Vou Tentar Sorrir
Vou devorando a minha vida
É tarde de outono e eu queria tanto andar na chuva
Quando eu vejo, o sol tá no horizonte
O dia tá desfeito em mar de fantasia
Às vezes quase eu durmo
De tanto querer que o sono venha
Há tantas vidas, difícil é ter outra a ter tantos quereres
No início é ter que costumar as vistas
É como estar em um pomar
E ver que o fruto e as folhas são da mesma cor
Vou fazendo de conta que conto pitangas no ar
Outono é tarde, estou noutra estação
Outro trem vai vir, há de passar
A noite chega em mim
A noite chega e se lastima assim
A dizer que o trem que vai passar não leva ao fim da linha
Eu digo à noite que a vida é uma lista
Eu peço à vida que seja da noite esse olhar pessimista
Apago da lista esse triste desejo
De chegar nessa manhã que tem jeito de tarde
Eu só escolho querer, numa vontade que não é minha
Tarde que andava na linha, rumo à próxima estação
Eu queria era andar, andar sem rumo e nem direção
Andar na chuva
Colhendo as pitangas que flutuavam
Pitangas amarelas, iguais àquelas
Que existiram nos fundos de algum quintal da minha infância
Onde eu ia devorando a vida
Um lugar, uma estação
Um trem que passava e tinha a companhia sempre lá
De alguém que te acompanha e leva pro infinito
E apanha frutos no ar, igual ao que a gente fazia
Quando o dia era desfeito em mar de fantasia
A gente sabe e cansa de saber que esse infinito acaba
E mesmo assim desata a rir
Num riso que não tem fim.
Nem precisa acabar.
Edson Ricardo Paiva.
Eu te prometo nunca mais
Te prometer mais nada
Vou te buscar detrás das nuvens
Causar-te pressa de voltar pra casa
Motivo pra essa vida
Eu te prometo:
Nunca mais vou te fazer promessa
Serei tua prece atendida
Quero ser coisa boa e boba na tua vida
Invisível, como a flor colhida
Estar em cada pequena alegria
Ser o começo e o fim do dia
No pôr do sol, no recreio
Na lembrança, o tudo que não volta
Na saudade, o todo que não veio
Porventura houvesse
Em tudo eu recomeçaria
Ser teu telhado, guarda-chuva, escudo
Encabeçar a lista da melhor lembrança
O suor que conquista
Colocar você no escrito do poema
E, se deixar-te
Deixar-te algo bonito pra dizer de nós
Estar naquele canto que ficou vazio em minha ausência
No frio que virá veloz...sem pressa.
Edson Ricardo Paiva.
O Tempo está Correndo.
Daqui onde estou
Eu vou olhando a vida
Rindo pra mim de mim também
Não cabe a ninguém me compreender
Muita coisa, atrás do muro, sob o céu
Só sabemos sobre ele
Depois de muito imaginá-lo
Por detrás de escuro véu
Um dia, a vida te convida a compreender
Que a sorte te vem nas escolhas
Caminhos, verdes folhas
A graça da vida, escondida
Não em tudo que ela traz
A alma é algo limitado
E pode transbordar
Daqui onde estou
Eu vou olhando a vida
Sorrindo pra mim apenas
Porque vejo nas coisas pequenas
Veleidades, orgulho, a vaidade
O tempo que evapora
A graça que a vida nos tira
Quando a hora era de rir
Deixar que caíssem as folhas
Manterem-se as poses
Lustrarem-se as máscaras
Renovarem-se as mentiras
A vida era só brincadeira
Mas não era
Não existe sorte nas escolhas
Só escolhas
A alma é algo que transborda um dia
Pode ser que, de tristeza ou de alegria
Não existe talvez
Uma vez escolhida.
Aqui, de onde estou
Vou sorrindo pra vida
Amanhã pode chover
Há de ser um lindo dia!
Edson Ricardo Paiva.
Faz um tempo
Que não sei o que é chorar
vou tentando então
sublimar as lágrimas
que não me vem
Não convém-me
convencer-te
a sentir comigo a dor
Tenho medo
de tentar fazer a projeção
COMPOR UM ROCK'N ROLL
ao violão
e cantar um samba enredo
Vou vivendo assim
a vida à toa
espero então
que tudo isso
pelo menos
doa em sua alma
perturbe com profundidade
cause trauma
Que caiba na palma da mão
Meu amigo
meu irmão
da distancia
eu te envio esta canção
pra chorar
ao violão.
Voltando pra casa
vou cantando pela estrada
estou sorrindo
pois não há hoje
nada
Que me tire esta alegria
de Olhar pelo caminho a luz do Sol
As verdejantes folhas
passeando no caminho
Os pássaros alegres
Num alegre vai e vem
Pelos seus ninhos
e outros
Num alegre vai e vem
a formar novas famílias
borboletas e romãs
Maçãs e silhuetas
de anjos
alguns tocam trombetas
outros Harpa
e outros banjo
Eu estou à caminho de casa
Mas não da casa
Aonde não gostavam de mim
Eu estou a caminho de outra casa
De onde eu parti há muito tempo
E volto hoje com o sentimento
e a certeza
de ter finalmente cumprido uma missão
cuspiram no meu rosto
Me enganaram
Recusaram-se a apertar a minha mão
então
Estou feliz
Pois mesmo assim
consegui fazer
tudo que eu fiz
e nada mais me resta
A não ser
caminhar
caminhar de volta
para a linda festa
que me aguarda
no meu lar
de onde
há muito parti
De vez em quando eu vou à Lua
Hoje, não sei se voltei de lá
E fui direto ao fundo do Mar
Este lugar é tão pequeno
Me deixes ao menos querer
Assim como sempre me deixaste
Partir e ir embora
Sei que nem ao menos percebeste
Mas viajaste comigo no tempo
A sessenta minutos por hora
Achando tudo errado
O que quero, o que penso e o que faço
Neste tempo e neste espaço
Criticando o meu sucesso
e aplaudindo meus fracassos
Não sei se te deste conta
Mas um dia estarei partindo
E pra sempre estarei por lá
Aproveites hoje o meu abraço
Pois não voltarei jamais
Pra este lugar ao seu lado
e tu, que tanto me preteriste
Finalmente há de saber
O que é ser triste.
Eu vou deixar de lado
Essa tristeza sem cura
Esse meu mundo assombrado
por tanta frieza
tanta incerteza
tantos juramentos
de procedência obscura
Viverei agora de crimes
Que me alegrem o coração
Vou escrever frases
que não rimem
vou exercer
a prática ilegal da poesia
Conquistar corações
que não me pertencem
Me vingar
daqueles que me esqueceram
Fazer as pazes comigo mesmo
Me cansei de tanto cinismo
Vou causar um cataclismo
nos corações de gente ingrata
À partir desta data
Serei simplesmente feliz
Contente com aquilo
Que fiz ou deixei de fazer
vou criar um novo estilo
Que só será compreendido
depois que eu morrer
e assim
vou deixar ao mundo
esta dúvida e esta dívida
Esse sentimento profundo
Que me lacerava a alma
Oriundo da ausência de calma
Que me causaram nesta passagem
Vou viver noutras paisagens
Vou viver sem compromisso
Se não pude ser feliz
Vou deixar ao menos
de ser infeliz
Só isso.
Hoje
Meu coração amanheceu
Tão frio quanto este dia
E não sei
Quanto tempo eu vou viver
Sem saber se novamente
Haverá nele calor
Eu pensava que o amor
A gente levasse com a gente
Não percebi que ele morria
Pois nele eu vivia absorto
Não via que estava morto
E vivia em mim somente
Nem sei se existiu de fato
Ou foi coisa da minha mente
Amor, algo assim, abstrato
Verdadeira mentira
Pura ilusão
Concreta agora
É somente a ira
Que me congela o coração.
Em breve, muito breve eu vou partir
Me aguarda na margem de cá
O Caronte, que me haverá de conduzir
Pra bem longe da tua presença
e muito além deste horizonte
Pois aqui, pra mim, não há mais nada
À você, que me induziu à queda
Sua alma é por demais pesada
Portanto, ele manda avisar
Que não há como aceitar
Sua moeda.
Todo dia, ao nascer da noite
Me aprumo e desço as escadas
Rumo à escuridão sem rumo
vou me enturmando
com a turma que vive
o avesso da vida
e aqueles que nada tem
procurando me equilibrar
tentando me manter em paz
Após cada tropeço
Que o escuro traz
No começo eu chorava
apesar de ninguém querer saber
agora choro pouco
mas aprendi
Que mesmo poucas as lágrimas
elas ainda me lavam a cara
A escuridão aumenta
e a noite não pára
Mesmo assim o tempo passa
e passando me separa
a cada vez mais
da esperança de um dia
voltar a conhecer
algo que me faça capaz
de ver a luz
toda noite, ao nascer do dia
Este maldito amanhecer
me arrepia
e eu não me acostumo
Me arrumo e subo as escadas
Em pouco tempo
As calçadas estarão lotadas
de gente
com as quais não me enturmo
pessoas que vivem
o lado quente da vida
Aquela amiga desconhecida
que me esqueceu.
Um dia
eu ainda vou conseguir
Viver somente aquele dia
Sem precisar pensar
Nos problemas de amanhã
adquiridos ontem
Vou viver
Somente aquele dia
Igual eu fazia na infância
Eu vou vê-lo amanhecer
e, excepcionalmente
Vou almoçar
Na hora do almoço
Conversar com alguém à mesa
sem raiva, sem discussão
reclamação ou acusações
Apreciar a refeição
e o tempero
de uma comida que eu não fiz
À tarde
Vou caminhar.
ou olhar o Sol
ou lêr um livro
ou dormir
Quem sabe
Eu possa até sorrir
Sem haver necessidade
de explicar
o motivo do sorriso
Meu Deus
Eu pensei
Que a vida toda seria assim
Não foi
Mas o Senhor sabe que eu preciso
viver ao menos um dia
Antes que anoiteça
definitivamente
Em minha vida
E nesse tão acalentado momento
Que nunca chegou
Pois
Por motivo de amor
Eu o deixei cair no esquecimento
O amor não veio
A alegria não veio
esse dia não veio
O tempo prosseguiu
Minha esperança partiu
Eu parei
Aqui no meio.
Você não é minha mãe, o amor que sinto por ti é egoísta, contigo não vou brincar de amor porque o orgulho faz ferida que não cura, o meu amor por ti não é bondoso tão pouco paciente porque é invejoso e cheio de ódio por quem fica contigo enquanto finjo paciência.
Vou chegar devagar em silêncio te entregar uma rosa-amarela te darei um abraço em quanto você segura ela
to chegando com coração cheio de amor para encontrar o seu 2 coração o seu e o meu
momento maravilhoso amor em dobro
guarda a flor na estante com cuidado no melhor vaso mesmo que ela não dura estarei do seu lado te amando e sendo amado.
A vida da voltas e quando isso acontecer, eu vou está aqui pra socorrer aqueles no qual a língua teima em jugar os que precisaram da vossa ajuda...
Meu neto História do rei dos reis.
Theo vou contar para vc a história de Jesus , hoje faz mil novecentos e oitenta e dois anos mais ou menos no mês de Abril de ano 30 até 39, não sabemos o certo ok
Jesus foi preso ,após a Última Ceia com os doze apóstolos , onde Jesus converdou com todos os seu amigos eram 23, e disse na hora da ceia , que um deles , ainda hoje teriam te traído, e foi julgado pelo Sinédrio, por Pilatos e por Herodes Antipas antes de ser entregue para execução. Após ter sido chicoteado, Jesus recebeu dos soldados romanos, como gozação, o título de "Rei dos Judeus", foi vestido com um robe púrpura , uma coroa de espinhos, foi enviado na sua cabeça, os espinhos esperaram a cabeça dele, foi surrado e cuspido. Depois Jesus carregou a cruz que era muito pesada,em direção ao local de sua execução.
Jesus já na cruz, recebeu vinagre misturado com mirra ou fel para beber.
Os evangelhos da Bíblia, um livro sagrado, relatam que ele se recusou a beber. Ele então foi pregado à cruz, que foi erguida entre a de dois ladrões condenados. ele resistiu ao tormento por aproximadamente seis horas, aproximadamente 9 as três da tarde.
Os soldados afixaram uma tabuleta acima de sua cabeça que dizia "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus" em três línguas hebraico, grego e latim ("INRI" em latim), dividiram entre si as suas roupas e tiraram a sorte para ver quem ficaria com o robe. Eles não quebraram as pernas de Jesus como fizeram com os outros dois crucificados (o ato acelerava a morte), pois Jesus já estava morto.
as últimas palavras de Jesus ,
Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem.
Depois
Em verdade eu te digo hoje estarás comigo no Paraíso, falou para o ladrão bom que estava do seu lado na cruz.
Depois
Mulher Eis aí o seu filho...Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe.
Depois
Elí, Elí, lama sabactani? (Deus, meu Deus, por que me abandonaste.
Depois falou tenho sede
Depois
Está consumado
E finalmente diz
Pai, em tuas mãos entrego meu espírito.
E morre
Após a morte durgiu uma escuridão, com vários raios, um terremoto .
Após a morte de Jesus, seu corpo foi retirado da cruz por José de Arimateia com a ajuda de Nicodemos e enterrado num túmulo escavado na rocha. Jesus então voltou da morte dois dias depois (o "terceiro dia").
Essa noite vou pensar em vc, sonhar com você, o sonho que você sempre quiz , viver comigo ,no mesmo lugar, respirar o mesmo amor!!!
Paz e amor
Autor desconhecido
