Vou dar Volta ao Mundo
Não podemos seguir — Ferindo o Próximo, Ferindo o Mundo
Já estamos quase conseguindo transformar o Paraíso — chamado mundo — que nos foi entregue,
Numa verdadeira bola de neve...
Insensíveis, imprevisíveis e gananciosos,
já não queremos dividir o mundo —
queremos tomá-lo, dominá-lo.
Por capricho, descuido ou maldade,
estamos ferindo quem deveríamos cuidar:
o próximo.
Com tanta gente disposta a ferir,
precisamos cuidar um pouco mais de nós mesmos...
Mas é preciso sermos cuidadosos
até no ato de nos proteger —
para não nos blindarmos
a ponto de nos empedernir.
Com tanta gente Machucada no mundo, até os Carinhos nos cobram mais Cuidados.
Vivemos tempos em que o afeto deixou de ser apenas gesto; virou responsabilidade.
Já não basta estender a mão — é preciso saber onde tocar, como tocar — e até quando tocar.
Porque a pele do outro, tão marcada pelas cicatrizes da jornada, reagiu aprendendo a se proteger antes de se abrir.
E, ainda assim, o mundo continua faminto de ternura.
Talvez por isso os carinhos sejam hoje tão raros e tão preciosos: eles precisam atravessar medos, memórias e desconfianças antes de chegar ao coração que ansiosamente os espera.
E, quando chegam, chegam devagar — quase pedindo licença — porque sabem que qualquer descuido pode reacender dores antigas.
Mas o cuidado não enfraquece o carinho; ele o aperfeiçoa.
É no gesto atento, na palavra que não invade, no silêncio que acolhe, que o afeto encontra seu caminho seguro.
Afinal, quem carrega feridas aprende a reconhecer quem toca para ferir e quem toca para curar.
E talvez seja nisso que a Humanidade ainda tenha Salvação: na coragem de oferecer Carinho mesmo quando ele exige mais cuidado… e na Humildade de recebê-lo mesmo quando ainda Dói.
Feio não é se abrir na internet…
Feio é um mundo tão abarrotado de gente, mais disposta a falar do que a escutar.
Quando alguém se arrisca a desabafar online, muitas vezes não está buscando atenção — está buscando Sobrevivência.
Chegar a esse ponto pode ser, sim, a última tentativa de encontrar um ouvido disposto a escutar, um olhar que não julgue, um coração que ainda tenha espaço para acolher.
Vivemos em tempos muito difíceis, em que quase todos têm voz, mas poucos têm paciência.
Todos opinam, mas poucos compreendem.
Quase todos estão prontos para responder, quase ninguém está disposto a ouvir.
E ouvir, nos tempos de hoje, virou quase um ato de Misericórdia.
Um gesto tão simples, mas tão raro: Parar, Respirar e Permitir que o outro exista na sua dor, sem ser Ridicularizado ou Diminuído.
Porque, no fim das contas, o Desabafo Online não revela a fraqueza de quem fala — mas a ausência de empatia de quem não quer ou não sabe ouvir.
E isso, sim, é tão Feio quanto Medonho.
Já não se percebe a dimensão do problema que o mundo enfrenta pelos choros e gemidos, mas pela invalidação da dor do outro.
O que torna o mundo tão medonho não são feridos gemendo, mas a invalidação pelos que ainda não precisam gemer.
Não é fácil entender como um mundo tão abarrotado de santos consegue fabricar tantos problemas.
Talvez porque santos demais, quando empilhados, deixam de ser testemunho e passam a ser ornamentos e julgamentos
Um mundo abarrotado de “santos” costuma falar mais alto sobre virtude do que praticá-la.
Há muita canonização apressada do próprio ego e pouca disposição para carregar até a própria cruz, quiçá a do outro.
Quando a santidade vira rótulo, ela já não transforma — apenas separa, acusa e justifica.
Os problemas não nascem da falta de discursos corretos, mas da hipocrisia, da ausência de mãos estendidas, de escuta sincera e de misericórdia silenciosa.
Afinal, se todos fossem realmente santos como acreditam, talvez o mundo fosse menos barulhento… e muito mais habitável.
Assusta-me muito menos o pecador assumido do que o santo fabricado.
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Porque quando eu me calar, não será por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
O mundo, ocupado demais com seus próprios ecos, não notará a falta da minha insignificante voz — e está tudo bem.
Nem toda ausência precisa virar ruído, nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco, não reclama resposta.
Ela apenas existe, como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota: é descanso da alma.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando falar já não acrescenta, quando explicar cansa, quando gritar não cura.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem exatamente no espaço onde as palavras já não alcançam.
Por um amigo, se for preciso, eu brigo com os meus, com o mundo e até com meu Soberano Deus.
Se for preciso, eu enfrento os meus, o mundo inteiro — e até o agridoce silêncio que faço diante d'Ele.
Não por soberba, nem por rebeldia, mas, porque a amizade verdadeira também é um grandioso ato de fé.
Há laços que não se sustentam em conveniência, mas em compromisso.
Amizade não é aplauso automático, é presença que permanece quando a razão manda recuar.
É escolher ficar quando o mais fácil seria se esconder atrás do “não é problema meu”.
E se às vezes esse amor me coloca em tensão até com Deus, não é afronta: é oração em forma de luta.
É Jacó mancando depois de muito insistir…
É Abraão perguntando, Moisés intercedendo, Jó reclamando sem deixar de crer.
A fé madura não foge do confronto; ela o atravessa.
Defender integralmente um amigo não é substituir Deus, é confiar que Ele suporta nossas perguntas e entende nossa lealdade.
O Deus que nos ensina a amar o próximo não se escandaliza quando levamos esse amor às últimas consequências.
Porque, no fim, não brigamos com os nossos, com o mundo e até contra nosso Soberano Deus por um amigo — brigamos diante d’Ele, certos de que a justiça, quando é verdadeira, nunca anda separada do amor.
É no “amar verdadeiramente o próximo como a ti mesmo” que se resumem todas as leis e profetas.
Que Deus é fiel,
o mundo já sabe,
ou ao menos deveria saber — e nós, até quando somos fiéis?
Deus tem sido sempre tão Generoso conosco que, se a Graça não fosse um Favor Imerecido, o Constrangimento talvez fosse muito maior que a Gratidão.
Não porque me falte reconhecimento, mas, porque sobra consciência das próprias falhas.
A graça, quando compreendida de verdade, não infla o ego — ela o desarma.
Talvez, sem essa plena consciência de imerecimento, dificilmente eu escaparia do abraço do constrangimento.
E há algo de profundamente pedagógico no favor que não se pode pagar, negociar ou justificar.
Ele nos retira do centro do palco, desmonta a agridoce ilusão de mérito e nos coloca no único lugar possível diante do Divino: o da humildade…
A Espiritual e a Intelectual.
Quem entende a graça não anda de peito estufado; anda de cabeça baixa, não por culpa, mas por reverência.
O constrangimento, nesse contexto, não é a vergonha paralisante, é puro espanto.
É perceber que, apesar de quem somos, carregados de rastros de podridão, continuamos sendo alcançados pelas mãos misericordiosas do Pai.
Que mesmo quando nossas mãos estão vazias de boas razões, elas ainda são preenchidas de misericórdia.
E isso nos educa mais do que qualquer repreensão.
Talvez a maior evidência de maturidade espiritual seja justamente essa: não transformar a generosidade de Deus em direito adquirido, nem a graça em moeda de barganha.
Quem vive consciente do favor imerecido não se acostuma com ele — agradece, cuida e tenta responder, não com merecimento, mas com fidelidade.
Que Deus é fiel, o mundo já sabe ou ao menos deveria saber — e nós?
Até quando somos ou tentamos ser fiéis?
Eu criei a maior montanha-russa do mundo e depois decidi entrar para testar, que delicia é o percurso! Viver entre mim.
Uma pitada de adrenalina caótica com véu de esquecimento reencarnado.
Eu não quero anunciar para o mundo todo que sou o criador, isso iria corromper o sistema deles, por que todos acreditariam que são minha psyque, mas você é quem é.
Todo mundo tem sombras e luz, você também tem, eu também tenho, quando vibramos baixo, só enxergamos as sombras, quando vibramos alto, só a luz, quando vibramos em harmonia, conseguimos compreender ambos e naturalmente decidir com suas próprias escolhas onde quer estar.
Ate que você esteja em harmonia, o acaso está decidindo a sua vida.
Seu poder está adormecido.
...Então Amélia abriu-se pro mundo, sorriu-se de norte a Sul, descobriu que o mundo azul, tinha nuances igual o mar profundo, havia uma mundo desconhecido cor de rosa.
Mesmo sem entender, ainda é mais fácil seguir acreditando, sonhando com um mundo perfeito, onde olhares são percebidos, e não somente uma mensagem digital, mas uma palavra sincera ainda pode mudar o dia de alguém.
Alguém no mundo já tirou mais fotos suas do que eu?
De forma quântica eu tenho certeza que não, seu sorriso está gravado em cada frame da minha memória.
Nos dois em um bar qualquer de Angra dos Reis, comendo anéis de Lula
Horrível inclusive, e tua risada na mesa, deve ser por isso que eu era tão palhaço, amo te ver sorrir.
Confesso que quando chorou na cachoeira por ter visto uma aranha, foi engraçado também! Mas fiquei preocupado contigo.
Mas muito orgulhoso de ter tido coragem de enfrentar seu medo para ter uma aventura comigo.
Gratidão.
... o mundo ecoa
e nos devolve tudo que a ele
destinamos - salientando que tanto
a paz que buscamos quanto a desordem
provocada são crias das nossas escolhas -
e não, cortesia ou duro castigo
de uma entidade
suprema!
... tu és
a tua verdadeira
missão neste mundo;
portanto, assume com enlevo
e dedicação as rédeas
da tua história!
Quando cientes
de nossa missão nesse mundo, deixamos de ser
um símbolode resistência
e nos tornamosum
modelo desuperação!
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